UM   CHEFE   IRRESISTVEL
(The case of the mesmerizing boss)
DIANA    PALMER




 
Prefacio


Richard Dane Lassiter olhava sem ver a cidade da janela de seu escritrio, situada em um elegante edifcio de Houston. Pensava em um problema cuja soluo no podia continuar adiando.
Tnia que falar com sua secretria, uma jovem a que considerava parte de sua famlia. Tess Meriwether era filha de um homem com o que a me do Dane tinha estado comprometida: ambos, o pai dela e a me do tinham morrido em um acidente pouco antes de poder-se casar, assim Tess no tnia nenhum parentesco real com o Dane, mas em qualquer caso, o se sentia responsvel pela garota desde por volta de anos. Essa era uma das razes pelas que lhe tinha dado esse trabalho: entre os dois tinha feridas que nunca poderiam sanar, mas isso no trocava o que sentia por ela.
Podia ser amor se o no estivesse to decidido a afastar a de seu lado. Dane tinha tido um matrimnio desastroso e o tinham costurado a balaos em um tiroteio quando era guarda-florestal em Telhas. Aquele tiroteio tinha trocado sua vida, tinha tido que deixar aquele trabalho e tinha montado uma agncia de detetives. ganhou-se a fama de ser o melhor e o mas discreto, e tnia muito xito. Mas sua vida pessoal era um desastre. No tnia a ningum exceto ao Tess, e ela se assustava cada vez que o lhe aproximava. s vezes Dane se sentia culpado por isso. Tess lhe temia e pensava que Dane no a suportava por culpa de uma tarde em que este tinha estado a ponto de perder o controle.
afasto-se da janela. Richard Dane era um homem de cabelo e olhos escuros e tez moria. Era muito atrativo, embora no era consciente disso e, apesar de seu atrativo, sua relao com as mulheres tinha sido um desastre.
Sua prpria me lhe desprezava porque lhe recordava ao homem que o tinha engendrado e que a tinha abandonado. Dane tinha querido a sua me, mas ela nunca tinha tido tempo para o; aquela atitude lhe tinha marcado profundamente. Dane se tinha casado quando ainda era polcia em Houston, antes de ser guarda-florestal, mas sua esposa s se fava sentido atrada pelo uniforme. A vida com o Jane tinha sido muito difcil porque ela queria algo que ele no podia lhe dar, e Jane no tinha demorado para dar-se conta de que tinha cometido um terrvel engano. Quando lhe tinham ferido no tiroteio, tinha-lhe abandonado sem esperar sequer a que sasse do hospital. Se no tivesse sido pelo Tess, Dane no tivesse tido a ningum que lhe ajudasse a sair daquele pesadelo.
Pensou em quo irnico resultava que Tess se apaixonou ento do. Era sozinho uma adolescente quando se conheceram. Seu pai, Wyatt Meriwether sempre a tinha ignorado, igual a Nita Lassiter ao Dane. Wyatt tinha deixado a sua filha com a av desta, para que a cuidasse e educasse enquanto o continuava sua vida promscua. Tess era uma jovem inocente e doce, e atraa ao Dane como nenhuma outra mulher o tinha feito nunca. E inclusive depois do tempo passado, Dane ainda se envergonhava do que tinha feito ao Tess durante sua convalescena.
Em ambos tinha despertado ento uma ternura avassaladora a que Dane havia oposto resistncia ao princpio. No confiava nas mulheres e Tess era alm muito jovem, mas nunca tinha estado to apaixonado por uma mulher como ento o estava do Tess. Mas tinha jogado tudo a perder em um momento de paixo e tinha assustado tanto ao Tess, que sua s presena ainda a seguia retraindo.
Zangado, se passado uma mo pelo cabelo. Devia deixar de pensar no passado.
Nesse momento, Tess pretendia que lhe permitisse trabalhar como detetive, mas Dane se opunha; parecia-lhe muito perigoso. s vezes, nem sequer gostava de enviar ao Nick ou a Helen a solucionar determinados casos. No podia permitir que Tess arriscasse sua vida, embora ela se passava a vida lhe suplicando a Helen que lhe ensinasse o ofcio, queria aprender artes marciais e a disparar. s vezes, Dane conseguia interromper aquelas classes. A persistncia do Tess lhe punha nervoso, no suportava a idia de que pudesse correr algum perigo. No escritrio estava relativamente seguro. Mas fora de alii...
Recordo a primeira vez que tinha visto o Tess. Seus respectivos pais os tinham convidado a comer para que se conhecessem. Dane fava ido a aquela cita com a inteno de lhe demonstrar a aquela jovencita quanto lhe incomodava ter que converter-se em seu meio-irmo, mas assim que a tinha visto se ficou assanhado. Algo bastante turbador, se se tnia em conta que tinha ido ao restaurante com sua esposa. Jane tinha sido to sarcstica e desagradvel que Dane tinha terminado lhe pedindo que se fora a casa. Tess, por outro lado, mostrou-se calada e tmida... e parecia lhe interessar muito todo o relacionado com o.
Dane comeou a excitar-se ao recordar aquele encontro. Ento tinha desejado ao Tess, e esse desejo no tinha diminudo nem com o passo dos anos. Naquela poca o estava decidido a separar-se; e tnia uma boa razo para no desejar nenhum compromisso, para no querer voltar a casar-se.
Fez uma careta e se aproximo da porta que separava seu escritrio do saguo. Era covarde pospor a confrontao e o nunca tinha sido um covarde. O que ocorreu era que Tess ficava muito triste quando o a arreganhava e no queria machuc-la mas. J lhe tinha feito muito dano.
Mas Tess devia aprender que as normas terei que as cumprir. Se passava por cima sua desobedincia, no futuro Tess se veria exposta ao perigo. E no podia permiti-lo.
Suspiro com resignao e abriu a porta.

Capitulo Um

Tess Meriwether suspiro profundamente. Estava muito tensa, passou-se o dia esperando que chegasse Dane. Miro a contra gosto a porta fechada de seu escritrio: tinha estado pendente da porta durante todo o dia e esperava poder ir-se dali sem ter que ver o Dane.
Dane Lassiter era seu chefe, o dono da Agenda Lassiter, mas tambm algo mas. Por volta de nus que o conhecia, desde que seus respectivos pais tinham estado a ponto de casar-se, mas estes tinham morrido em um trgico acidente, e Dane se converteu na nica pessoa que ficava ao Tess no mundo.
depois de consultar o relgio, tampo com cuidado a maquina de escrever e agarrou sua impermevel, que era seu orgulho e felicidade, pois parecia de detetive. Trabalhar naquela agncia era muito emocionante, embora Dane no lhe permitisse trabalhar em nenhum caso dos que lhe encarregavam. Algum dia, prometeu-se a se mesma, ia converter se em detetive apesar de seu sobreprotector chefe.
Vai a alguma parte?
Acabava de aparecer Dane, cigarro em mo, Parecia um autentico detetive privado.
Tess se obrigue a olhar para outro lado. Inclusive depois do que lhe tinha feito por volta de trs anos, adorava lhe ver.
A casa. Importa-te?
Muito o pido que entrasse em seu escritrio e Tess lhe  obedeceu. Dane viu que a jovem se esticava ao aproximar-se do. A reao do Tess era predecible e provavelmente Dane a merecia, mas isso no deixava de lhe incomodar. Falo-lhe com mas ira da que realmente sentia. J te hei dito mil vezes que no te misture nem de brincadeira em nenhum caso.
No o fiz a propsito respondo nervosa. Vi a Helen e a acompanhe. Acreditava que o caso ao que te referia era um desses sem importncia. Como me ia imaginar que dois detetives profissionais estavam trabalhando em uma loja de brinquedos no meio da tarde! Pensava que Helen ia comprar um presente para seu sobrinito o Miro furiosa. Ao fim e ao cabo, no sbia que caso te trazia entre mos. Solo me havia dito que no interviesse. No tem direito a me arreganhar.
Dane nem sequer pisco; contnuo olhando impassvel.
Tess tossiu ruidosamente quando a fumaa lhe chego  cara.
Dane sorriu desafiante, mas nenhum dos dois se moveu.
Nesse momento, bateram na porta e Helen Reed apareo a cabea.
Posso ir a casa? pergunto ao Dane. J so as cinco lhe sorriu esperanada.
te leve sua orelha respondo o refirindose a sua equipe especial para escutar conversaes, e vete com seu irmo. Nick necessita tempo para vigiar a nosso marido infiel.
[No! gemeu Helen. No, Dane, no estou disposta a suportar quatro horas de rudos libidinosos e conversaes embaraosas com o Nick. /Detesto ao Nick! jEn qualquer caso, fiquei com o Harold!
supe-se que no deveria falar assim diante do Tess assinalo a jovem. depois do que acaba de dizer, o mas lgico  que ela se oferea a te substituir. E no quero que trabalhe de detetive!
Sinto-o respondo Helen envergonhada.
No  suficiente. Vete com o Nick e reconsiderar sua indiscrio.
__Si me despede lhe disse Helen, volvere a trabalhar no Departamento de Justia e no poder obter uma ordem de registro para seus casos em sua vida.
Alguma vez te comentei que antes de ser guarda-florestal, estive trabalhando dois anos no departamento de Sade Pblica de Telhas?
Helen suspiro, abriu a porta de par em par: ajoelho-se e se incline ante o Dane.
jOh, Por Deus, vete a casa j! respondo Dane. E espero que Harold te compre uma pizza de anchovas!
jGracias, chefe! jMe encantam as anchovas! sorriu Helen. Ondeio a mo a maneira de despedida e desapareceu antes de que Dane trocasse de idia.
Dane se passo impaciente uma mo pelo cabelo.
O prximo que me vo pedir, vo ser frias pagas nas Bahamas.
Na Jamaica o corrigio Tess. J lhe pedi isso
Dane se aproximo do escritrio para atirar as cinzas do cigarro no cinzeiro especial que lhe tinham comprado seus colegas de trabalho. At se tinham atrevido a lhe pagar uma inscrio para um seminrio para deixar de fumar, ao que o tinha respondido enviando-os a todos a resolver um caso em um cinema pornogrfico. A partir de ento, ningum se tinha atrevido a lhe falar de outro seminrio, mas Dane tinha mandado instalar grandes filtros de ar em cada escritrio.
Ao Dane no gostava que lhe dissessem o que tnia que fazer. Tess podia no estar de acordo com o, mas lhe respeitava porque era um homem que atuava sempre conforme a suas idias.
Observe-lhe mover-se e pensou que parecia um autentico vaqueiro. Ombros largos, quadris estreitos e pernas largas. Quando estava cansado, Dane coxeava um pouco a conseqncia das feridas que lhe tinham feito trs anos atrs. Nesse momento, parecia cansado.
O Miro e recordou como tinha comeado tudo.
Quando Dane tinha aberto a agenda de detetives, tinha contratado sem remorsos de nenhuma classe aos melhores detetives do departamento local de correio-lica, lhes oferecendo percentagens e aes no negcio em vez de salrios. Felizmente, a agncia tinha comeado a gerar benefcios em um tempo record. antes de ser guarda-florestal, Dane tinha sido um excelente policia e tnia muitos contatos que lhe asseguravam o xito. Graas a sua acuidade, quando trabalhava de guarda-florestal em Houston tinha contnuo assessorando a outros policiais. Em Telhas, como s vezes tnia que transitar por caminhos aos que no tnia acesso nenhum veculo, tinha tido que montar freqentemente a cavalo. E Dane era um dos melhores cavaleiros que conhecia Tess.
A pesar do tempo que tinha passado desde que se conheceram, ao Tess continuava lhe entusiasmando todo o relacionado com o Dane, embora tnia cuidado de no demonstrar-lhe Uma amostra de sua violenta paixo tinha sido suficiente para conter o desejo que Tess tinha comeado a sentir pelo.
Nunca me encarrega nenhum caso Tess suspiro. Dane a Miro com receio. Parecia decidido a no lhe atribuir nada.
 secretria, no detetive.
Mas poderia s-lo se me permitisse respondo isso Tess com calma. Posso fazer quo mesmo faz Helen.
Incluindo te vestir de prostituta e te oferecer na avenida principal? burlo-se Dane.
Bom se ergueu incomoda e desvio o olhar, possivelmente isso no.
Ou escutar conversaes intima a Miro com os olhos entrecerrados, em quartos de motis de m morte? Ou fazer fotografias em situaes embaraosas? Ou seguir a um assassino por todo o pas e agarr-lo em qualquer circunstncia?

__Esta bem respondo com ar de resignao.
Tem razo, suponho que no sria capaz de fazer algo assim.-  Mas poderia rastrear pistas se me permitisse isso. Isso  quase to divertido como sair a perseguir a algum.                                          
Dane apago o charuto com um movimento lento que a ps nervosa. Tess sbia que, a pesar do controle que exercia sobre se mesmo, Dane era um homem apaixonado. E recordava como se comportava com uma mulher. Recordar sua forma de acarici-la-a acendia e debilitava, mas no de desejo. Recordava com medo as carcias do Dane Lassiter. de repente, o a Miro com intensidade, como se tivesse lido seus pensamentos e reagisse em conseqncia. Tess se ruborizo.
H algo que lhe avergiience? pergunto Dane em um tom que tivesse intimidado a qualquer.
Estava pensando que eu no gostaria de ter que seguir a nenhum marido infiel agarro com fora sua bolsa. Ser melhor que v.
Chega tarde a alguma entrevista? pergunto sem interesse.
Tess fava renunciado aos homens tempo atrs. Mas Dane no o sbia, assim que a jovem se encolheu de ombros, dirigiu-lhe um sorriso e parto.
J na rua, descobriu que para uma noite fria e escura. fecho-se o impermevel e se dirigiu com desinteressa para seu carro. Aquela noite sria igual a outras muitas; chegaria a seu diminuto e funcional apartamento, que constava de cozinha, quarto de banho e uma habitao em que o sof se convertia pelas noites em sua cama. Veria alguma filme e se deitaria, e o dia seguinte sria exatamente igual. A nica diferena a marcaria o filme.
Pelo general, via o filme com seu amiga Kit Morris, que trabalhava perto dali, mas o chefe desta estava de viagem e Kit tinha tido que acompanh-lo... de muito m vontade, por certo. Tess a sentia falta de. O chefe do Kit tinha contratado vrias vezes a la agencia Lassiter para que seguisse a sua me, uma mulher perita em meter-se em todo tipo de problemas.
No estando Kit na cidade, Tess se encontrava completamente sozinha, no tnia a ningum com quem falar. Gostava de Helen e at eram amigas em certo modo, mas com ela no podia falar do nico problema sentimental que tnia; Dane Lassiter.
coloco-se a correia da bolsa e colocou as mos nos bolsos do impermevel. Pensou que sua vida era como a noite: fria e solitria.
de repente, se fixo em dois homens que estavam em frente do edifcio no que se encontrava a agncia. Os Miro com curiosidade e viu que algum entregava ao outro uma pastas aberta cheia de pacotes com uma substncia branca; o outro lhe deu em troca um mao de bilhetes. Tess as saudao com ar ausente e at lhes sorriu. No advertiu a expresso de alarme com a que a olhe enquanto ela se dirigia com calma para seu carro.
Viu-o? pergunto-lhe um ao outro.
jCielos, claro que o viu!  Apanha-a !
Tess no ouviu aquela conversao, mas se voltou ouvir que algum corria; observe sentida saudades que os homens aos que acabava de saudar corriam para ela. Ouviu uns gritos e fico paralisada ao ver um objeto metlico. Soube que era uma pistola quando sentiu um impacto no brao. Instantes depois grito e se deprimo.
jLa mataste! grito um dos homens.Tolo, agora vo acusar nos de assassinato, no s por traficar com cocana!
jCallate! me deixe pensar! Ao melhor no est morta
jVamonos daqui! Podem ter ouvido o disparo!
Saa do edifcio dos escritrios da agncia de detetives grunho o outro homem.
--Certamente, escolheste um bom lugar para a entrega... Corre ! J vem a polcia!
Um carro patrulha se aproximava deles iluminando-os com seus potentes faris.
__jDios! exclamo um dos traficantes. jCorre!
Tess os ouviu como em sonhos. No os via porque no podia levantar a cabea. No sentia nada, exceto o frio e a umidade do asfalto em sua bochecha.
__Vo disparado a algum! grito outra pessoa. Que no escapem!
Tess viu uns sapatos negros passar correndo ante seus olhos.
jTess!
Ao princpio, Tess no reconheceu sua voz. Dane sempre estava to tranqilo que aquele grito esmigalhado no lhe resulto familiar.
Dane a voltou lentamente e Tess o Miro conmocionada. No podia mover o brao. Trato de explicar-lhe ao Dane, mas tnia a lngua paralisada.
Dane lhe toco o brao e comprovou que sangrava profusamente.
jDios! grunho.
Seu rosto era uma mascasse inexpressiva, solo seus olhos brilhantes pela ira pareciam ter vida.
Um dos policiais voltou para seu lado e se ajoelho ao lado do Tess, pistola em mo.
Esta ferida? pergunto cortante. Vi que um deles disparou...
Esta ferida. Chame uma ambulncia disse Dane olhando  polcia. Rpido. Esta sangrando muito.
O policial se afasto correndo. Dane no perdeu o tempo: curto a manga do impermevel do Tess e fez uma careta ao ver a blusa cheia de sangue. Amaldioou pelo baixo e saco um leno para fazer um torniquete.
Fica aquieta lhe disse com calma. No te mova, pequena, eu te cuidar. vais pr te bem.
Tess se estremeceu e comeou a chorar. A ferida tinha comeado a lhe doer. Grito quando Dane apertou o torniquete, depois Dane se Quito o impermevel e a tampo. Tess olho-la ferida que seguia lhe sangrando  muito. Mas ao ver to tranqilo ao Dane se acalmou
vou morrer sangrada? pergunto-lhe.
No Miro por cima do ombro e ao ver que  um carro se aproximava, levanto-se bruscamente. me Ajude a subi-la ao carro! grito a Este policial sangrando muito, no pode esperar at que chegue a ambulncia.
Acabo de falar por radio com meu companheiro apanhou a um dos delinqentes. Chegasse de um momento a outro.
Esta bem respondo Dane apoiando a cabea do Tess em suas pernas. vamos.
Nesse momento chego o outro policial com um homem algemado. Dane se tenso.
J vem a patrulha M 20 lhe disse o policial a seu companheiro. Aqui temos uma mulher ferida. Pode seu solo com o detido?
jClaro que se!  vades rapidamente ao hospital grito o outro policial.
Minutos depois chegavam  rea de urgncias do hospital. Tess estava inconsciente.
A luz entrava em torrentes pela janela da habitao do hospital quando Tess voltou a abrir os olhos. Piscada, sentia-se agradavelmente adormecida embora sentia o brao inchado. Miro com curiosidade a vendagem que o cobria. estiro-se e se deu conta de que lhe tinham posto soro.
No te mova, te vai sair a agulha Dane se levanto da cadeira em que estava sentado. E te posso assegurar que no  nada agradvel que lhe tenham isso que voltar a pr.

Tess se voltou para lhe ouvir. Estava enjoada, desorientada.                                        ,           '
__.Estaba escuro murmuro. Me perseguiram uns homens e acredito que um deles me disparo.
__Si, disparo-te respondo carrancudo. Eram narcotraficantes. Que ocorreu? Voc safado o tiroteio?
__No gemeu Tess. Os vi fechando o trato; a gente entregava a mercadoria e o outro o dinheiro. Suponho que se assustaram, embora eu no me dava conta de que estavam traficando com droga at que os vi me perseguindo.
Viu-os? Presenciou a venda de droga?
Temo-me que se assentiu fracamente.
Dane assobio e disse:
Se lhe viram, e se reconhecerem o edifcio...
Algum escapo, verdade?
Se, que te disparo respondo Dane. E a polcia no tem provas suficientes para deter durante muito tempo ao que apanharam.  possvel que saia sob fiana. Seu  quo nica pode envi-lo a priso.
Seu compaiero me disparo assinalou ela. Mas aos ficavam detido estava ali com o. No podem lhe acusar de cumplicidade?
Possivelmente se, possivelmente no. Nunca se sabe como pensa essa gente respondo. Parecia sinceramente preocupado.
Estou segura de que sabe murmuro ela adormecida. Leva anos perseguindo gente assim...
Se, se como funciona a mente dos delinqentes concedeu Dane. Mas quando h um familiar por meio, as coisas trocam observe o plido rosto do Tess com os olhos entrecerrados. Troca muito.
Tess decidiu que devia estar soando; Dane no podia estar to preocupado porque lhe tivessem disparado. Pensar o contrrio era ridculo; Tess pensava que Dane no o tnia nenhuma simpatia, embora se tinha compadecido dela o suficiente para lhe oferecer trabalho em sua agenda quando o pai do Tess tinha morrido. Dane era o pior inimigo do Tess, assim podia lhe importar o que lhe acontecesse?
C6mo te encontra? pergunto ao Tess.
No to mal como ontem  noite. iQue me tm feito lhe mdicos?
Tiraram-lhe a bala respondo Dane. Saco uma bala do bolso da camisa e a mostro ao Tess Calibre 38 lhe explico.  uma lembrana. pensei que voc gostaria de emoldur-la.
No crie que sria melhor que enmarcaramos ao tipo que me disparo? pergunto fazendo uma careta.
Isso deve faz-lo-a polcia Dane arqueio uma sobrancelha.
Quando poderei ir a casa?
Quando recuperar as foras. perdeste muito sangue.
Helen ficar furiosa quando se inteirar murmuro sonriendo. Ela  a detetive e me pegam tiro a mi.
OH, estou seguro de que ficar verde de inveja respondo Dane.
aproximo-se da cama e Miro fixamente o rosto do Tess. Permaneceu  ali durante muito tempo.
Bom, no se preocupe tanto; estou bem disse dormitada e colina os olhos. Embora no se por que ia importar te. Odeia-me.
Imediatamente depois de pronunciar aquelas palavras, dormiu. Dane no respondo, mas pensou com dor no muito que teria sofrido se Tess tivesse morrido na rua.
aproximo-se da janela e flexiono de novo seus msculos cansados. No tinha dormido desde que Tess tinha ingressado no hospital. Durante o tempo que tinha durado a operao tinha estado passeando nervoso pelos corredores. Tinha sido a noite mas larga de sua vida.
voltou-se de novo para a cama e viu que a jovem estava placidamente dormida. Aquela bata no favorecia nada ao Tess; a para parecer muito magra. Dane recordou com tristeza a frieza com que a tinha tratado durante todos esses anos, a hostilidade com a que tinha conseguido converter a uma jovencita tmida e adorvel em uma mulher calada e insegura. Tess lhe tinha devotado seu amor e o a tinha rechaado da pior maneira. No tinha sido por crueldade, mas sim por culpa de um desejo violento que tinha querido satisfazer da nica maneira que sbia faz-lo... rpida e grosseiramente. Mas Tess era virgem e o no o sbia. afastou-se dele a tempo de salvar sua virgindade, mas seu estpido orgulho lhe tinha impedido ao Dane segui-la e lhe explicar que a ternura era algo que no estava acostumado a compartilhar com as mulheres. Sua fuga o tinha destroado, embora Tess no o sbia.
Dane tinha conseguido ocultar a dor que lhe tinha causado aquela experincia, assim era lgico que Tess pensasse que a odiava. At tinha tentado convencer-se a se mesmo de que no lhe importava que Tess o evitasse, e para salvar seu orgulho, fazia parecer que tinha sido to brusco com ela para que lhe deixasse em paz.
Recordou os duros momentos que tinha passado quando lhe tinham costurado a balaos. Todo mundo lhe tinha abandonado: sua me sempre lhe tinha detestado apesar de seus intentos por guardar as recua. At o Jane, sua esposa, tinha-lhe abandonado naquela dolorosa circunstncia e lhe tinha pedido o divrcio, depois de lhe haver sido descaradamente infiel. Entretanto, Tess lhe tinha feito querer voltar a viver, tinha-lhe dado foras para lutar. Tess habia sido a luz que lhe tinha tirado da escurido. E o tinha pago seu tenro amor com crueldade, embora lhe doesse record-lo. Mas o que mas lhe doa era que ela podia ter morrido a noite anterior.

Entro nesse momento uma enfermera,y depois  examinar ao Tess, comento ao Dane.
teve sorte, ,;verdade? Uns centmetros mas e a bala a tivesse matado.
Aquele comentrio o desarmou. Observe com ateno ao Tess. Se tivesse morrido, teria ficado sozinho no mundo. No tnia a ningum.                                  :
A dureza daquele pensamento lhe fez sair do quarto murmurando uma desculpa  enfermeira. Caminho pelo comprido corredor e chego ao lugar no que estava estacionado sua Mercedes. O tinha levado Helen enquanto operavam o Tess. Tnia que chamar o escritrio para lhes contar como se encontrava a garota, mas antes consulto seu relgio. Se, j estariam na agenda. Passaria pelo escritrio antes de ir a seu apartamento. |
Abriu a porta do carro mas no entro. No podia apartar o olhar do hospital. Tess no tnia a ningum. 
Suspiro e se meteu no carro, embora no arranco imediatamente. Viu o sangue do Tess na manga de  sua jaqueta. Tess podia ter morrido em seus braos. 
Tess tinha sido uma jovencita feliz, vibrante, ansiosa por lhe agradar, evidentemente apaixonada pelo.  Dane fecho os olhos; o tinha matado aqueles sentimentos, tinha-a afastado com brutalidade de seu lado. Nunca tinha desejado tanto a uma mulher, mas tampouco  tinha sabido o que era a ternura, e isso a tinha aterrorizado. Dane no o tinha feito a propsito, mas  possivelmente de maneira inconsciente desejava afastar a de seu lado antes de convert-la em sua vida. Um fracasso matrimonial era suficiente para um homem, disse-se. Recordou  com amargura o dia que se conheceram...
Desde dia em que se conheceram no restaurante, no haviam tornado a ver-se, at que tinham coincidido em um perodo de frias. Dane e sua esposa Jane j no se levavam bem. At a me do Dane, Nita, dizia que tinha visto o Jane com outro homem e, de algum jeito, parecia lhe alegrar que a esposa do Dane o fora abertamente infiel...
Aqueles dias tinham sido terrveis para o Dane. E o dia que Wyatt Meriwether e Nita Lassiter tinham comunicado seu compromisso, Dane tinha sido ferido por uns assaltantes que lhe tinham enviado virtualmente morto ao hospital.
Tess tinha ido ao hospital assim que se inteirou; tinha-a levado seu pai, mas quando viram que Nita estava em sua casa e que Jane no aparecia por nenhum lado, Wyatt parto.
Tess se tinha ficado no hospital aquela noite. Assim que a enfermeira chefe se inteiro de que foram ser virtualmente irmos e de que Dane no tnia a ningum permitiram ficar com o. Tess tinha estado a seu lado quando todo mundo tinha abandonado.
Voltarei a andar? tinha-lhe perguntado ao Tess assim que recuperao o conhecimento.
Claro lhe respondo com um sorriso tenro. Tinha-lhe acariciado a cara e lhe tinha retirado com imenso carinho uma mecha de cabelo da frente.
D6nde esta minha me? pergunto-lhe Dane com brutalidade. D6nde esta Jane? como Tess no respondia, tinha insistido furioso. Se deita com meu companheiro de patrulha. H-me isso dito...
Tess lhe tinha cuidadoso assustada e o lhe tinha dirigido um desdenhoso sorriso antes de voltar a dormir.
Durante as semanas seguintes a vida do Dane troco. Jane tinha ido ver lhe uma vez, para lhe informar de que tinha pedido o divrcio e para lhe dizer que voltaria a casar-se assim que o obtivera. Sua me tambm tinha ido ver lhe uma vez, mas assim que se deu conta de que Dane no ia morrer, foi-se a navegar com o Wyatt.

Tess, furiosa com o resto da famlia, fala-se  dedicado por inteiro  recuperao do Dane.
Era consciente de que Dane a necessitava. Sua me e sua mulher lhe tinham abandonado e para cmulo de males tinha perdido seu trabalho, pois todos os mdicos              coincidiam em que teria que abandon-lo pelas leses recebidas nas costas.
Dane se tinha derrubado quando lhe tinham dado a notcia.
Isso no te vai servir de nada lhe disse Tess lhe ver to deprimido. ajoelhou-se ao lado de  cadeira em que Dane estava sentado e lhe tinha pego a mo. Dane, no pode te dar por vencido - havia dito. Os mdicos s ho dito que possivelmente no possa trabalhar, no que no poderia voltar a faz-lo No pode deixar que lhe afundem.
iQue no posso? J o tm feito contested evitando olh-la.por que no vai seu tambm!!!
vamos ser irmos, e quero que ponha bem.
No necessito uma hermanita a Miro.
Pois a ter embora no queira, quando nossos pais se casem tinha respondido contente. Anda, te anime.  forte.  um guarda-florestal, no o esquea.
Era um guarda-florestal.
Bom, ao princpio no estar em muito boas condies fsicas, mas e isso que? Escuta, Dane sabe fazer muitssimas coisas. Deus no fecha nenhuma  porta sem deixar aberta outra, pode ser uma oportunidade para trocar de vida.
Dane no tinha respondido imediatamente. Tinha-a cuidadoso com os olhos entrecerrados e havia dito:
No suporto s mulheres.
Suponho que no. Mas a sua vida no chegou nenhuma s boa mulher.

__Me  case com o Jane para chatear a minha me. No que no a quisesse, ela estava disposta a casar-se e ter filhos. Isso era quo nico desejava tinha deixado o olhar. A lembrana de seu abandono o estabamatando. Vete, Tess. Vete a jogar  enfermeira a outro lado.
__No posso Tess se encolheu de ombros. Algum tem que te obrigar a deixar de autocompadecerte.
Maldio! estalo o.
Tinha-lhe dirigido um olhar ameaador, mas ela no se deixou intimidar. Ao fim e ao cabo, era a primeira vez que Dane reagia desde que lhe haviam dito que no poderia voltar a trabalhar.
Assim esta melhor lhe disse.Gosta de uma taa de caf?
Dane tinha duvidado um momento antes de ceder  necessidade de sentir-se atendido par algum. Tinha assentido e ato seguido Tess habia ido correndo para lhe buscar um cafe. Dane a tinha cuidadoso sentido saudades. Nunca lhe tinha tratado assim nenhuma mulher e lhe resulta-ba estranho ter a algum que o cuidasse. Tess no se parecia com sua me, e,  obvio, tampouco ao Jane. Comeava a ser parte importante de sua vida, e no s pelo carinho que lhe professava. Desejava ao Tess com uma fora que nunca havia sentido. Excitava-lhe como Jane nunca o tinha feito e isso, tinha pensado, poderia lhe conduzir problemas no futuro. Ela sozinho tnia dezenove anos, embora j tivesse alguma experincia, como qualquer garota moderna. Dane tinha fechado os olhos e tinha decidido deixar esse problema para quando lhe apresentasse.
Tinha comeado a pensar no que lhe havia dito sobre a possibilidade de iniciar uma nova vida e tinha sorrido ao dar-se conta de que comeavam a bulir mil idias em sua mente.
Passaram os dias e Tess no deixava passar um s dia sem ir ver o Dane a seu apartamento. Dane tinha aceito sua presena e ao final tinha baixado o guarda. Naquela poca tinham chegado a estar muito unidos, apesar dos esforos que tnia que fazer  Dane para reprimir seu desejo pelo Tess.
Entretanto, aquela atrao tinha comeado a minar lentamente seus esforos por ser carinhoso com ela. E uma segunda-feira pela manh a tinha recebido especialmente irritado.
Sua outra vez? Que diabos quer? pergunto-lhe com frieza.
Tess, que j estava acostumada a seus estalos, tinha-lhe sorrido e tinha respondido:
S quero que ponha bem.
Vete lhe tinha respondido.  No te faz tarde para ir a classe?
J no tenho que ir a classe. Alm disso, estamos no vero.
Ento consegue um trabalho.
Estou fazendo um curso de secretariado pelas  noites.
E trabalha de dia?
Algo assim.
AIgo assim? Dane tinha escondido o rosto no travesseiro.
Meu pai pensa que j tenho trabalho suficiente  te ajudando  respondo sorridente.
O que no lhe tinha respondido tinha sido o desinteresse de seu pai ao dizer isso. Nita s tinha ido ver  seu filho uma vez, e tinha estado com o menos de cinco  minutos. Mas Tess lhe adorava. Tinha emagrecido e tinha tentado cuidar mas seu aspecto para que Dane se fixasse nela. No o tinha conseguido, mas esperava que com o tempo...
 psiquiatra ou fisioterapeuta? pergunto-lhe sarcstico.
Ferida, Tess tinha pego sua bolsa e se ps de p.
Meu pai vai casar se com sua me e quando isso acontea, seu ser meu irmo maior. Tenho que te cuidar.
No necessito que ningum me cuide lhe respondo Dane.                          r
__Oh, eu acredito que se respondeu contente. Tinha cuidadoso as cicatrizes que apareciam pela manga de seu sudadera. as das costas eram piores, embora Dane no sbia que Tess as tinha visto. Deve te doer tinha acrescentado com suavidade. Sinto muito que lhe tenham ferido, Richard.
Dane a tinha corrigido. Ningum me chama Richard.
Esta bem.
E no necessito que uma garotinha me cuide.
Por que sua me no vem a verte mas? tinha perguntado com curiosidade.
Porque odiava a meu pai tinha respondido, desviando o olhar. E eu me pareo com o.
Ah Tess se aproximou ento ao?. E voc no gostaria de formar parte de uma famlia? tinha-lhe perguntado com mas ansiedade da que pretendia. Eu sozinho tive a minha av, de verdade, e me teve com ela simplesmente porque no pde evit-lo. Minha me morreu quando eu era uma menina, e meu pai... encolheu-se de ombros. Meu pai nunca foi homem de famlia, assim no tenho a ningum. Y... sinto muito... mas parece que seu tampouco tem a ningum tinha posto os braos em jarrasPodemos ser um a famlia do outro.
No quero ter uma famlia. E menos se seu tiver que ser meu nico parente!
Eu poderia me acostumar a ti tinha respondido Tess, sonriendo para ocultar a dor que lhe tinham produzido as palavras do Dane. Compreendia que no a quisesse. Ao fim e ao cabo, ningum a tinha querido nunca.
Desde aquele dia, Dane tinha decidido ignor-la. Tess continuava indo ver lhe diariamente; levava-lhe livros, cintas. Cozinhava para o e se sentava a seu lado para conversar, para discutir, para anim-lo a sej adiante, e apesar da hostilidade e falta de animao Dane, tinha comeado a apaixonar-se pelo.
Tess no era consciente de que seu amor pelo era to bvio. Era impossvel que Dane no notasse seus sentimentos, observava-lhe com um olhar radiante.
Tampouco era consciente de que Dane, apesar de sua prpria vontade tambm estava comeando a apaixonar-se por ela. Se habia acostumado a ela, desfrutava com sua presena, desejava-a. Tess era muito diferente s mulheres que tinha conhecido; era adorvel, carinhosa e havia nela uma estranha espcie de vulnerabilidade. Adorava que o mimasse... e tinha comeado a desejar sua companhia.
E tinha chegado um momento no que tinha comeado a lhe incomodar quanto o atraa. Temia um compromisso; aterrava-lhe depois de seu desastroso matrimnio. Embora se tinha casado com o Jane para incomodar a sua me, havia-se sentido atrado por aquela mulher que tinha fingido lhe amar. Mas Jane no tinha demorado para lhe ser infiel com seu colega de trabalho. Dane sbia que o tinha enganado por vingana e por isso o tinha ferido mas que o tiroteio. E Tess tambm era uma mulher, o que queria dizer que podia lhe fazer muito dano.
Aquelas dvidas tinham dado lugar a um insuportvel mau humor. Afastava ao Tess de seu lado cada vez que tnia uma oportunidade, mas aquela garota era to obstinada que no queria acreditar que o em realidade no queria que fora a lhe ver.
Dane se tinha recuperado antes do que tinham prognosticado os mdicos. E com a boa sade tinha obrado uma virilidade que respondia com resultados devastadores a femineidad do Tess...
Um bom dia, Tess tinha chegado ao apartamento  hora do almoo, llevava um bolo e o ensino com um sorriso ingnuo. Dane vestia calas e ia descalo, acabava de terminar de fazer sua ginstica diria. Coxeava um pouco, mas podia caminhar e estava decidido a andar sem voltar a coxear. Mas Tess parecia lhe roubar todas suas foras.
Desejava-a com uma irrefrevel paixo. Para muito tempo que no estava com uma mulher e necessitava uma; e Tess o tentava mas l de suas foras.
Tess no tinha notado o olhar calculadora que Dane lhe tinha dirigido porque tampouco tinha advertido o desejo que se refletia em seus olhos negros.
O que  isso? tinha-lhe perguntado, e se tinha aproximado dela.
S um bolo tinha respondido Tess sem flego; tinha desviado o olhar ao dar-se conta do im-pactuo devastador que a cercania do Dane exercia sobre ela. Adorava-o. pensei que gostaria de algo doce. Como te encontra? Tem muito melhor aspecto.
Dane nunca tinha pensado no amor, se no teria previsto o que tinha acontecido a seguir. Seu nico propsito nesse momento era mitigar o desejo que lhe devorava.
Esta bem, gosta de algo doce lhe tinha respondido abandonando-a contra o mvel da cozinha e inclinando-se sobre ela. E a ti tambm deve gostar de. Por sua forma de me olhar, teria tido que ser cego para no me dar conta do que sente por mi.  isto o que quer, Tess? tinha perguntado pressionando com descaramento seus quadris contra as dela para faz-la consciente da fora de seu desejo. Tess se tinha ruborizado, mas Dane no se deu conta, solo estava pendente dos lbios entreabiertos  da garota. Deus sabe quanto te desejo!
Tess no tinha podido pensar em nada, a surpresa que sentia era igual a seu medo. antes de que pudesse protestar Dane a tinha beijado, tinha metido a lngua na boca do Tess com uma luxria to evidente que at uma jovem sem experincia como ela teria adivinhado suas intenes.
Ao Tess solo a tinham beijado uma ou duas vezes, meninos conscientes de sua inocncia, mas Dane a estava submetendo a um abrao ao que solo podia responde uma mulher experimentada, e isso a tinha assustado
Tess se tinha erguido e tinha empurrado com fora ao Dane, que, incapaz de pensar com prudncia, tinha posado a mo em um seio da jovem e se aberto passo com uma perna entre as dela em um movimento to explicito que Tess lhe tinha cuidadoso aterrada.
jDane... no! tinha gritado.
Setinha ofegado o. jOh, Deus, se...! Me deseas,no,  nenm? tinha perguntado e depois a tinha beijado na boca com ardor. No  assim? E aqui mesmo.
Tess estava to assustada que no tinha sido capaz  de responder.
Aqui. Aqui mesmo, de p habia dito Dane j tremendo. Acariciava-a como se somente o impor- j tara satisfazer seu desejo.
E ento, respirando com dificuldade, Dane a tinha feito tombar-se no cho. Seus olhos negros relampejavam; estremecia-se de desejo enquanto a beijava.  Em sua paixo no habia ningun lugar para a ternura.  No, ainda no estou de tudo bem tinha murmurado. Vamos  cama.
Tess tinha compreendido ento que aquela era sua nica oportunidade de afastar-se, asi que se escapou como tinha podido daquele abrao. Seu medo to evidente que ao final, e apesar de sua excitao, no a tinha aturdido. Tess se tinha afastado do soluando.
__Te afaste... por mim! tinha gritado quando Dane
tinha tentado aproximar-se outra vez a ela com os olhos carregados de desejo. me Deixe em paz!
Ao fim Dane tinha compreendido que Tess o tnia medo. Tinha estado to imerso em seu prprio desejo que no tinha sido consciente do medo da jovem at que o tinha visto refletido em seus olhos. Pela primeira vez se deu conta de que tinha perdido o controle. Tinha tentado tranqilizar-se e lhe tinha dirigido um olhar hostil.
__Esto  o que me estiveste pedindo lhe havia dito bruscamente enquanto tentava recuperar a calma.
jNo! tinha gritado ela.
Deseja-me tinha insistido o. ^Por que se no, estiveste vindo para ver-me durante todo este tempo.
Porque te amo tinha respondido Tess com um soluo.
me amar! tinha-lhe dirigido um olhar ardente. Bom, se me ama vem aqui me Demonstre isso pequena tinha acrescentado com um sorriso zombador para dissimular sua frustrao.
Ao Tess lhe tinha paralisado o corao. Tinha-lhe cuidadoso angustiada.
No posso tinha murmurado. Me tem feito muito dano!
Aquele rechao lhe tinha enfurecido. Era como Jane, que detestava sua forma de fazer o amor, que o atormentava com seu sarcasmo.
No? tinha-lhe perguntado com frieza. Ento se no querer te deitar comigo, vete. Quo nico quero ter contigo  sexo. Deus tinha grunhido ao v-la retroceder, por que no quer te deitar comigo? Seguro que houve outros...!
Tess tinha aberto os olhos de par em par e se hab ruborizado com violncia, tremia. Ento, muito tarde, Dane tinha compreendido que no tinha havido nenhum outro homem, que essa era a razo que Tess tivesse sido to confiada e ingnua com o
Tess lhe tinha perguntado horrorizado virgem?
Tess tinha estado a ponto de deprimir-se ao ver a expresso do Dane. depois daquilo no voltaria para lhe olhar  cara. Tinha pego sua bolsa e tinha sado correndo do apartamento, Dane no tinha feito nada por det-la. Tampouco a tinha chamado depois para desculpar-se... havia-se dito a se mesmo que era a nica soluo possvel, deixar que pensasse que tinha feito tudo a propsito. Tess o para sentir culpado. E o no tnia nada que lhe oferecer. Tinha voltado para sua habitao sentindo-se extraamente vazia. voltaria a confiar em nenhuma mulher enquanto vivesse. Solo esperava no haver feito ao Tess nenhum dano irreparvel.
At havia tentando consider-lo como um fim afortunado. Ao final, sua fingida indiferena e hostil dado tinham acabado com a espontaneidade do Tess e tinham convertido em uma jovem tmida e calada.
depois da morte do pai do Tess, Dane lhe tinha devotado trabalho como secretria. Ela no tnia a ningum, assim que se viu obrigada a aceitar sua ajuda. Aquele acerto tinha funcionado bem, embora solo quando a para zangar podia reconhecer Dane ela  antiga Tess. Possivelmente por isso continuava provocando-a...
Zangado, ps em marcha o carro e conduziu at a agenda; todo mundo esperava notcia do Tess. no devia haver-se surpreso, disse-se. Tess era adorvel com todos os que a rodeavam.                                  i
ficar bem? pergunto Helen preocupada
Esta bem lhes asseguro Dane. Ainda esta atordoada pela anestesia, mas no ter maiores conseqncias. vai se recuperar.
 __Cuando lhe do de alta? insistiu Helen. Pode ficar comigo. Necessita que algum a cuide.
__Vendr comigo respondo Dane, surpreendendo-os a todos, incluindo o mesmo. A levar a rancho Jose e Bery podem cuid-la. Temos quem a supra durante as prximas duas semanas? pergunto a Helen.
---Se, j no demorasse para chegar.  uma boa datilgrafa, e na agenda asseguram que tambm  bastante discreta.
__Perfecto respondo Dane olhando sem querer o escritrio onde se sentava Tess. Doeu-lhe v-lo vazio.
Quer olhar em sua agenda que h pendiente?__pregunto molesto a Helen, Nem sequer se o que tenho para hoje.
Tem um almoo com o Harvey Barret lhe recordou. Para o do caso da extorso. Pela tarde tem que ver o matrimnio Allison, que quer que localize a sua filha, e por ultimo, falar com o homem que quer que vigie a sua esposa.
E esta manh?
Nada urgente respondo Helen.
Bom. Vou ao apartamento a me trocar e depois estarei no hospital at a hora do almoo.
Acreditava que havia dito que esta bem reps Helen preocupada.
Dane respondo na porta:
Se surgir algo importante, pode me localizar no hospital e lhe deu o numero da habitao do Tess.
Esta bem, chefe. lhe diga que a sentimos falta de.
Dane assentiu. O tampouco podia deixar de pensar no Tess.


Capitulo Dois

Tess gemeu dormida. Estava sonhando, e certamente com o Dane. A pesar do dano que lhe tinha feito sempre sonhava com o.
Despertou um rudo. Abriu os olhos e viu d sentado perto de sua cama.
Que faz aqui? pergunto ficando rgida. Deveria estar trabalhando.
Estou trabalhando respondo. te Cuidando.
Aquelas palavras fizeram que fossem  mente do Tess lembranas muito dolorosas. Colina os olhos um acesso de dor e respondo.
For favor, vete.
Dane sob o olhar. A angstia refletida em rosto do Tess o incomodava.   Solo tem a mi.
Isso era certo. A av do Tess tinha morrido por volta de um ano. O Miro, mas sua expresso vazia no refletia nenhum sentimento.
S  meu chefe, Dane lhe disse com calma. Isso no quer dizer que tenha que me cuidar.
Olhe lhe disse inclinando-se para ela, nunca lhe perguntei isso e possivelmente deveria hav-lo feito. Fiz-te muito dano aquele dia?
No se de que me estas falando desviou o olhar.
No? riu brusco. Levamos trs nus arrastando esse desagradvel episdio; ainda no fui capaz de me aproximar de ti para te pedir perdo.
E que mas te d? respondo ela. Queria me afastar de sua vida, e o conseguiste. jNo me aproximaria de ti nem por todo o ouro do mundo'.
 __Ni a meu nem a nenhum outro homem respondo o. Tess apertou a savana contra seu peito.
__-No tem nada melhor que fazer que me provocar?
_Voy a te levar a rancho.
Tess empalideceu e se sentou na cama assustada.
jDios, no! disse 1. |No ponha assim!
__No murmuro ela. Tremia-lhe a mo. No penso ir contigo. No quero estar em sua casa. JNo quero!
Dane fecho os olhos. No podia suportar que ficasse assim; ficou de p e se aproximo da janela, acendeu um cigarro e Miro para fora.
__No sbia que foi virgem respondo cortante.
No me dava conta at que no te vi completamente aterrorizada. Crie que no se por que no sai com nenhum homem? voltou-se e a Miro aos olhos. Crie que no me importa o que te fiz?
Tess sob o olhar at sua mo tremente.
Foi faz tanto tempo...
Podia ter sido ontem respondo Dane. Deus, deixa de me afastar de seu lado!
Eu? Tess se ruborizo. Dane se aproximo outra vez  cama. Tess, se que me teme,  evidente. Mas no vou fazer te danifico. Solo quero te levar a um lugar no que possam te cuidar at que lhe possa arrumar isso sozinha. Embora eu no fique no rancho, pode te atender Beryl.
No conheo o Beryl. Ademas, posso ficar com a Helen...
Olhe, quando Helen no esta trabalhando, esta em classe de bal, e se tiver algum tempo livre, passa-o com seu amigo Harold. ofereceu-se a te cuidar com a melhor das intenes, mas teria que passar todo o dia sozinha.
No me importa.
Escuta Dane se aproximo mas  cama e viu que Tess se esticava. presenciaste uma entrega de cocana. Ter que fazer declaraes  polcia. Os policiais no viram o que voc, entende-me?  a nica que o viu, e como um dos traficantes anda solto, neste momento j deve saber quem . Compreende agora em que situao te encontra?
No pode estar falando a srio.
jClaro que estou falando a srio! Vi centenas de casos iguais durante quase dez nus, e se perfeitamente o que vai passar. No estar a salvo at que agarrem ao outro homem e o tenham atrs das grades. Quero que esteja perto por mim, quero te cuidar. Quando eu no este em casa, poder te cuidar meu administrador.  um  homem forte e sabe dirigir um revolver quase to bem como eu mesmo.
Tess escondeu o rosto entre as mos. Era uma  agonia ter que acessar ao que lhe pedia. Quase desejo ficar a merc daqueles traficantes.
Pode me odiar tudo o que queira continuou Dane, mas vir comigo. No quero que arrisque sua vida.
No acredito que isso seja arriscar muito murmuro com tristeza. Trabalhar e ver a televiso no  grande coisa.
Tem veintidos anos.  muito jovem para falar com tanto cinismo.
Bom, aprendi-o que um perito disse levantando o olhar. Seu me ensinou.
Sua expresso incomodo ao Dane, que respondo bruscamente:
Nunca tinha tido a ningum a meu lado. Meu pai me abandono quando era um menino. Eu o adorava, mas minha me o odiava e odiava a meu porque me parecia com o. Jane dizia que me amava quando nos casamos, mas me abandono sem olhares se in-linho para ela, seus olhos eram como carves Seu encendidos__ queria me amar mas no lhe permiti isso Te feri, fiz que me temesse. Ainda no o compreende Tess? jNo se o que  o amor!
__No  necessrio que me considere uma amenaza__contesto Tess desafiante. Deixe de s-lo faz anos.
Se, o se.
__No te amo Tess evito olh-lo aos olhos.
Estava apaixonada por ti, suponho que era um sentimento lgico, mas me demonstrou que 'estava equivocada.
Dane lhe acaricio a bochecha e quando a jovem intento voltar a cabea o impediu. A Miro intensamente aos olhos e disse:
Dobro razo para que no volte a te tocar.
Podia me haver forado.
Dane esboo uma careta e quis neg-lo, mas no pde, assim respondo com amargura.
No o entende.
O! que? murmuro Tess olhando-o como se de verdade no entendesse nada.
Sua  virgem respondo sem atrever-se a olhar-a. Mas eu no, eu tinha estado com muitas mulheres. E seu foi to doce, to adorvel, e te desejava tanto que no... pude me conter.
A mente do Tess ficou rapidamente em funcionamento. s vezes os homens podiam ser muito vulnerveis. Tinha tentado neg-lo durante anos, mas uma parte dela sempre tinha sabido quanto a necessitava Dane aquele dia.
Assustou-me muitssimo riu nervosa. Cada vez que saa com algum homem temia que me fizesse o mesmo, assim ao final decidi no voltar a tent-lo.
No me surpreende replico Dane. Para meu tampouco foi fcil. No pode imaginar o mal que me sinto quando vejo que te retrai cada vez que me aproximo de ti.
J aconteceu muito tempo, ;no? Suponho que terminar superando-o.
Tess observe seus doces olhos cinzas sozinho medo o que sente quando estas perto por mim? olhava sua boca entreabierta e lhe acaricio com doura o lbio inferior fazendo-a conter o flego. Ou h algo mas?
Tess aparto o rosto para livrar-se daquela carcia. O corao lhe pulsava violentamente.
Dane se obrigou a olh-la aos olhos, deu-se conta de que a jovem respirava com dificuldade. Asi que no sozinho, tnia medo. Algo dentro do se removeu ao dar-se conta de que Tess estava tentando ocultar o que a tinha feito sentir com aquela sensual carcia. Era surpreendente que a seus trinta e quatro anos Dane nunca tivesse desejado acariciar daquela maneira a boca de nenhuma mulher.
No respondo como para se mesmo. For um sentimento um pouco mas complicado que o medo, verdade?
Dane...
O medico diz que poder ir maaana, mas at ento haver um policial na porta. Esta a desde ontem, e a ficasse at que saigas daqui Tess o Miro nervosa. Me faz desejar ser tenro.  Isso j  um bom princpio  acrescentou com calma e a  observe com ar pensativo. Ao melhor se o tentar, consigo que deseje que te acaricie.
No respondo. Um calafrio lhe percorreu as costas. No penso deixar que me toque. Lembrana perfeitamente o que me fez a ultima vez que me acariciou!
Nunca tinha estado com uma virgem, pequena respondo em voz baixa e profunda. E tampouco fui um homem com tendncia  ternura, mas em ti vislumbro sentimentos que me fazem reconsiderar meu comportamento.
__No quero falar disso, Dane respondo ela baixando o olhar.
Dane procuro as palavras adequadas para responder: __Todava no te deste conta de que se um homem estivesse apaixonado por ti tentaria ser tenro contigo?
.__E seu como sabe? pergunto com amargo cinismo e o Miro. Acreditava que te importava pensava que, pelo menos, voc gostava, mas me assustou tanto que no quero voltar a ser uma ameaa para sua intimidade. Meu pai tampouco me queria, deixo-me com minha av porque no me queria se estremeceu. Ningum me quis nunca... recostou-se no travesseiro. Por favor, Dane, vete. Estou muito co-sada para seguir falando.
Por que no se deu conta do s que se sentia Tess?, pergunto-se Dane desesperado. depois de todos aqueles anos, seguia sem saber quase nada dela. Claro, sbia que se havia sentido rechaada quando seu pai a tinha deixado aos cuidados de sua av. E tambm quando a tinha afastado definitivamente de sua vida para casar-se com sua me. Tess desejava ter a algum a quem amar, mas tinha tido a m sorte de encontrar a um homem que no sbia o que era o amor, que em sua vida s tinha conhecido o rechao, um homem com um matrimnio fracassado e um corpo cheio de cicatrizes.
Dane fez uma careta ao ver a expresso do Tess. sentia-se responsvel pela angstia da garota. Em certo modo, o tinha contribudo a fazer do Tess o que nesse momento era.
Voc gosta dos cavalos?
Do-me medo.
Isso  porque no sabe nada de cavalos. Quando estiver no rancho te ensinar a montar.
No me faa isto lhe disse olhando-o aos olhos. Por favor, no necessito que me compadea.
Dane abriu a boca para protestar, mas a colina porque no estava seguro do que devia dizer. limito-se a suspirar e disse:
Virei amanh para te buscar. Tenta descansar.
Tess assentiu. Colina os olhos e decidiu que Dane no voltaria a t-la a sua merc. (Richard Dane no ia voltar a lhe fazer danifico)


Capitulo Trs


O rancho do Dane era um rancho boiadeiro, no que alm do Jos Domnguez e Hardy, domador de cavalos e cozinheiro respectivamente, trabalhavam Do, administrador e marido do Beryl e outros doze pees.
Tess no queria que Dane a levasse a seu rancho, mas no tnia fora suficientes para opor-se. Dane tinha pago os gastos do hospital e assim que lhe tinham dado de alta, dirigiram-se para o Branntville.
No gostava da idia de passar vrios dias em companhia do Dane, que alm se estava comportando de uma forma muito estranha pondo-a mas nervosa que de costume.
Dane nunca tinha sido um grande conversador, solo falava quando tnia que faz-lo por motivos de tra-baixo, asi que a viagem o fizeram em silncio. Tess meu-raba pela janela do carro preocupada com a dor que todavia sentia no brao.
Esse  seu rancho? pergunto quando chegaram aos subrbios do Branntville. Miro a cerca em que havia um letreiro com uma espora.
No, este no  o meu. Penetre Everett e esta espora so famosos em todo o estado. Penetre caso com sua meio-irm, Heather Shaw e tiveram trs filhos que agora so j adolescentes.
 um rancho muito grande, verdade?
Se.
Este  o Brannt Ranch? - chama-se assim pelas pessoas que vivem aqui?
Dane assentiu e assinalo a casa.                                 
King Brannt  o dono daquela casa.  todo um personagem murmuro Dane. O impe as regras em qualquer lugar que se encontra. Esta casado com uma garota muito atrativa, filha de uma atriz muito famosa. E faria algo por ela.
E ela vive no rancho? pergunto Tess com curiosidade.
adaptou-se perfeitamente. Como v, o matrimnio no sempre  o final da felicidade concluo com amargura.
Suponho que deve haver certa afinidade, no? pergunto com ar ausente. necessita-se algo mas que atrao fsica para que duas pessoas eram felizes em seu matrimnio.
Como que? pergunto-lhe Dane.
-Respeito respondo. Interesses compartilhados, educao similar... coisas assim
E sexo?                                                            ,
Suponho que se querem ter filhos... respondo nervosa
No sempre  possvel ter filhos reps Dane com expresso sombria.
Suponho que no sob o olhar.  possvel que haja gente a que no lhe interesse o sexo.
Tess pergunto Dane muito srio, seu no tem nem a menor ideia de sexo, verdade?
Nose ruborizo.
Dane a percorreu com o olhar. Tess no sabia nada sobre relaes homem-mulher. O era o culpado por  hav-la ferido e assustado aos dezenove nus e nesse momento desejo que tudo tivesse sido diferente. Se o pudesse aprender a ser tenro, sria maravilhoso deitar-se com ela, compartilhar a beleza de uma unio completa com ela. excitou-se ao imaginar-se convexo ao do Tess. Tinha desperdiado uma oportunidade irrepetvel. Era irnico que tivesse recuperado a prudncia graas a um disparo, quando um disparo lhe tinha  roubado antes a prudncia.
Esta __Aqu o rancho estavam passando entre dois alis de arame de puas detrs das quais pastava ganho Compartilho um semental Santa Gertrudis com o rancho Grande Espora lhe explico. Embora logo teremos que substitui-lo, pois j minou a muitas vacas.
No entendo.
__Te interessa o trabalho do rancho? pergunto Dane de repente.
Bom, no se muito disto, e suponho que  muito complicado, no?
No  to difcil como parece. |Ah! E tem que aprender a montar.
Suponho que poderei... aprender respondo duvidosa.
Chegaram ento a uma preciosa casa de madeira, em cujos jardins floresciam flores maravilhosas.
 preciosa! exclamo Tess.
Era de meu av lhe explico Dane com orgulho. A herde quando morreu
OH,  preciosa repetiu sem flego. ;E quantas flores! |Esto deve estar incrvel na primavera!
As flores so a contribuio do Beryl para embelezar o entorno. H magnlias, azaleas e camlias. Se te interessar, ela pode te ensinar todas as variedades que florescem aqui,
eu adoro a jardinagem confesso Tess. Nunca tive oportunidade de me dedicar a isso, mas estava acostumado a arrumar o jardim da casa de minha av.
Dane apago o motor e a Miro antes de dizer em tom suave e profundo.
No te conheo. No se nada de ti, Tess.
--  E para que quer sab-lo? respondo. Olhe, essa  Beryl? assinalo a uma mulher baixa de cabelo grisalho que acabava de sair ao alpendre. Se,  Beryl.
Faz muito que no vnias! disse Beryl. E como de costume, chega tarde. Esta  Tess? deteve-se ante ela e a percorreu com o olhar. Magro e doente, verdade? Eu me encarregar de cuid-la. Como esta esse brao? pergunto-lhe com amabilidade.Todavia te di?
J esta melhor respondeu Tess risonha. Se queres seguir falando, ser melhor que o faa em casa reps Dane. Tess no deveria estar aqui fora frio que faz.
No faz to frio respondo Beryl. Cus, se dentro disto ms estar cheio de flores!
Tess se imagine o jardim cheio de flores, mas imediatamente se disse que para ento j no estaria ali, de repente, Dane lhe rodeio os ombros com o brao e a conduziu  casa. A jovem se tenso.
No te assuste lhe disse Dane assim que Beryl se adianto para lhe mostrar sua habitao. No vou fazer te danifico.
Dane... interrompeu-se. No sbia que dizer. te tranqilize, quer? Estas rodeada de amigos.
Seu nunca foste meu amigo respondo muito tensa.
Tenho trinta e quatro nus lhe respondo enquanto caminhavam pelo corredor. Possivelmente este cansado de estar sozinho. Uma vez disse que nem seu nem eu tnhamos a ningum neste mundo.
E seu respondeu que no necessitava a ningum.
Fui polcia durante quatorze nus se encolheu de ombros. Isso te faz ver as coisas de uma forma especial a meno de seu trabalho a incomodo. No gostava de pensar em quo narcotraficantes havia nem recordar que ela habia sido a unica testemunha d^una entrega de drogas. Que te passa, Tess?
_Estava pensando na noite que me dispararam -confesso. Nesses homens...
__Aqu estas a salvo lhe respondo Dane. Ningum vai fazer te danifico.
No, claro que no forou um sorriso.
Beryl a ajudo a colocar suas coisas enquanto Dane saa a revisar o gado que acabava de chegar. Demoro vrias horas em voltar e quando o fez, Tess quase no podia acreditar o que tnia ante seus olhos.
Dane se habia posto uma camisa vaqueira azul de manga larga, umas calas de veludo cotel e um cinturo com uma fivela de prata. Calava botas negras com esporas e um chapu Stetson, bastante maltratado. Tess o Miro com curiosidade. Nunca o tinha visto vestido dessa forma.
Parece que te acaba de cair em um arbusto comento Beryl fazendo uma careta.
No anda muito equivocada respondo o. tivemos que perseguir umas vacas entre uns arbustos, e j sabe que este no  trabalho para novatos. J te instalaste? pergunto ao Tess.
Tess assentiu.
Bom arqueamento uma sobrancelha sentido saudades,  a que se deve essa expresso?
Estas diferente respondo tratando de encontrar a palavra correta para descrev-lo.
Aqui nunca me visto de traje respondo com Este careta  meu lar.
Tess desviou o olhar. Seu lar. Ela tnia um apartamento, mas nunca tinha tido um lugar ao que pudesse considerar seu lar. A casa de sua av era grande e elegante, mas intocvel. Nela sempre se havia sentido como uma convidada.
Que vamos comer? pergunto- Dane ao Beryl incomodamente consciente da aparente indiferena do Tess para o.
Carne assada respondo Beryl. E batatas. Que outra coisa poderia comer aqui?
Parece-me perfeito. vou banhar me.
Tess o observe partir enquanto recordava o dia que Dane a tinha curado de sua adorao para o. Naquela poca, precisava lhe amar desesperadamente, mas o no o tinha permitido. E depois de todo o passado Dane parecia decidido a fazer as pazes, no se dava conta que j era muito tarde para isso.
Beryl a Miro com curiosidade e disse de repente com expresso de incredulidade:
Tem-lhe medo. Mas, querida, se no ser capaz de fazer mal nem a uma mosca!
Possivelmente no, pensou Tess, mas a tinha ferido como ningum o tinha feito nunca.                             
Meu pai nunca gosta de muito. Nem eu. foi muito amvel comigo desde que me dispararam, mas a verdade  que preferiria estar longe do.                 *
Isso  ridculo insistiu Beryl.  brusco, se, e tem um carter forte, mas  um bom homem. Conheo-o desde que nasceu. Dane era um menino muito doce at que seu pai o abandono e sua me o culpo ao por esse abandono. Eu passava com o todo o tempo que podia, mas sentia falta da sua me.
Eu tampouco pude contar com meu pai confesso Tess.
V? J tm algo em comum.
Se. Os dois somos seres humanos.
Assim que Tess se acostumo a sua nova vida, encontrou-a fascinante. Insistia em ajudar ao Beryl em tudo o que podia, e quando esta protestava, tranqilizava-a lhe dizendo que o medico lhe tinha aconselhado que movesse o brao embora lhe doesse um pouco.
Apesar do bem que se encontrava no rancho, mantinha a uma cuidadosa distncia do Dane, para desgosto deste. Sempre encontrava algum pretexto ara sair de uma habitao assim que o entrava. Entretanto, Tess tnia que reconhecer que Dane no rancho estava em seu elemento e no tnia nada que ver com o Dane ao que tratava no escritrio. Tess tnia problemas para acostumar-se a esse novo Dane.
Ali, longe do mundo, Dane estava mas tranqilo e tinha baixado o guarda. Coxeava um pouco pelo duro trabalho do rancho, mas estava de melhor humor que no escritrio. No parecia estar to distante. Aquela mudana de atitude a punha muito nervosa pois a para sentir-se especialmente vulnervel. Incomodava-lhe estar a merc do Dane... que, por sua parte, assim que notava que Tess lhe evitava, impacientava-se.
Um bom dia, foi procurar a quando ela estava ajudando a dar de comer a um bezerro.
Assim que lhe viu, Tess soube que estava zangado. O brilho de seus olhos negros era inconfundvel.
Deixa de me evitar disse Dane em tom lhe intimidem sem mas prembulo.
Tess o Miro nervosa. Ia vestida com uma cala e uma jaqueta vaqueira e se recolheu o cabelo em um acrscimo. Dane pensou que estava preciosa.
Estou dando de comer ao bezerro... respondo hesitante assinalando a garrafa que sustentava no focinho do bezerro.
No refiro a isso e sabe Dane se Quito o chapu e se ajoelho a seu lado. Olhava-a fixamente aos olhos, como se precisasse averiguar que se escondia detrs do olhar do Tess. tratei que te dizer que sinto o que ocorreu aquele dia disse bruscamente. Tess se ruborizo. O corao lhe pulsava apressada-mente e no se atrevia a analisar por que, Acreditava que tenha mas experincia, se no  te teria pressionado tanto.
Isso j me h isso dito respondo ela.
Mas no parece te importar-se passado uma mo pelo cabelo. saste com outros homens. Agora j deve saber que as relaes entre um homem e uma mulher podem ser muito bruscas.
Tess no respondo.
 0Sabe? agarro-a pelo queixo e a obrigue a olh-lo. me Diga isso 
No houve... ningum respondo em um sussurro. Dane troco completamente de expresso. Fruncio ligeiramente o janto, Miro a boca entreabierta do Tess e depois a Miro aos olhos.
To profundas som as feridas que te fiz? pergunto tranqilo.
So muito profundas suspiro. Dane, tenho que terminar de lhe dar o leite ao bezerro.
Dane a soltou, mas no deixo de olh-la. Punha-lhe nervoso que Tess reagisse daquela maneira. Viu como lhe tremiam as mos  garota e dio ser responsvel por esse medo.
No posso deixar de pensar em ti embora o tente. Estas perto por mim, muito mas do que o esteve qualquer mulher disse Dane desviando o olhar. antes de te conhecer nunca tinha perdido o controle. Acredito que nunca tinha estado realmente apaixonado por uma mulher.
Mas antes de que lhe ferissem estavam casado disse Tess.
Dane a Miro e rio zombador.
Comecei a sair com o Jane porque a minha me no gostava. Depois me case porque era a nica forma de conseguir que Jane se deitasse comigo, mas ela me aceitava em sua cama por uma s razo respondo sem dizer qual era aquela razo. Ao final procuro um homem que pudesse lhe dar o que necessitava. Suponho o encontrou quando se divorcio de mi. Agora esta casada e tem um filho. 
___Oh Tess franziu o cenho e o Miro com curiosidade  tratando de reunir o valor suficiente para lhe perguntar algo que a intrigava.
Dane era um homem brusco; era possvel que o ardor que tinha mostrado aquele odioso dia fora sua cnica forma de fazer o amor. Isso a para ver as coisas desde outra perspectiva.
__Foi igual... com ela? Como foi comigo esse dia?
Nenhuma mulher me importou o suficiente para me importar se desfrutava ou no em meu cama__contesto Dane. Desejava ao Jane e acreditava que se ela me amava, os preliminares no importavam.
Tess deixo escapar um suspiro. Reconhecia que era muito inocente em certos aspectos, mas Dane tampouco parecia ter muita experincia.
Mas...  que seu no pode... sozinho... ruborizou-se. Dane, as mulheres no so como os homens disse indefesa. Uma mulher necessita tempo, ternura.
E como sabe? pergunto com insolncia. No me havia dito que foi virgem?
Tess se ruborizo.
Que seja inocente no quer dizer que seja parva o Miro. Vejo filmes e leo livros, sabe? Tenho alguma idia do que sente uma mulher com o homem que esta apaixonada.
Estava apaixonada por meu reps Dane e quo nico sentiu foi medo.
Estava encaprichada contigo o corrigiu, assustava-lhe ter sido to transparente. Me fez mal e no s sentimentalmente.
No o fiz a propsito. Desejava-te respondo hesitante, nesse momento parecia muito vulnervel. Foi to doce, to adorvel, e no pensei... amaldioou. E isso que importa? a Miro aos olhos. Voc quer.
Foi muito violento murmuro.
 Porque no se me comportar de outro modo com as mulheres! exclamo indignado e a Miro com os olhos entrecerrados. Eu no tenho a culpa. Minha me era a nica mulher que tnia a meu lado, e odiava aos homens, me incluindo a mi. Tive meu primeiro encontro com uma mulher quando era polcia. As mulheres que encontra na rua so to arrudas como os homens, tm que s-lo e assim foram todas minhas relaes com mulheres suspiro. Te trate bruscamente porque no sbia fazer o de outra forma.
Danemurmuro Tess. O sinto!
Que? pergunto Dane lhe olhando aos olhos.
Tess se pergunto se Dane sria consciente do que acabava de lhe confessar. Acaricio-lhe a bochecha com ternura, mas Dane se aparto e voltou a encerrar-se em se mesmo.
No necessito a compaixo de ningum disse com desdm. E tampouco necessito a nenhuma maldita mulher e ato seguido saiu do estbulo sob o atnito olhar do Tess.
Durante os dois dias seguintes, Dane evito ao Tess. Parecia estar envergonhado de sua confisso. Entretanto Tess estava mas tranqila, pois tinha compreendido at que ponto tinha estado condicionada a atitude do Dane por sua escassa experincia com as mulheres.
Em realidade ao Tess nunca tinha gostado da me do Dane, que aproveitava a ausncia do pai da garota para arrastar sua aberta hostilidade para ela.
E certamente, a esposa do Dane tampouco tinha ajudado muito, a julgar por esse nico jantar que tinham compartilhado. Dane nunca tinha podido desfrutar de do amor de uma mulher. O mesmo tinha reconhecido

Jane se tinha casado com ele por sua uniforme. Em realidade Jane era igual  me do Dane: odiava aos homens.
Tess fruncio o cenho. No diziam que os homens  procuravam de maneira inconsciente a mulheres que se parecessem com sua me? Pelo pouco que tinha contado Dane de se mesmo, Tess sbia que durante sua juventude, tinha vivido com mulheres de carter bastante questionvel, assim era possvel que pensasse que o sexo s estava permitido com mulheres sem indcio de ternura, de vulnerabilidade.
No teve tempo de maturar essa teoria porque de repente Dane lhe disse que tinham que voltar para o escritrio, da que j se ausentaram muito tempo. Naturalmente Tess acessou a voltar para trabalho porque, embora ainda movia o brao com certa estupidez, estava totalmente recuperada. Esse mesmo dia voltaram para Houston.
vou pr um vigilante na porta de seu apartamento, e seguir a todas partes disse Dane cortante enquanto subiam ao apartamento do Tess.
Esta o Miro molesta e respondo:
No necessito que me vigiem. Posso chamar  polcia se passar algo.
No, no pode respondo Dane. No conhece essa gente. Eu se.
Senhor Polcia assentiu ela olhando-o furiosa enquanto abria a porta do apartamento. Estou segura de que quando foi polcia, levava a insgnia costurada  pele!
Eu gostava de meu trabalho lhe dirigiu um sorriso to encantada que ao Tess lhe acelero o corao. Foi, e , o nico trabalho, alm do rancho, no que me senti realmente a gosto. O trabalho de detetive se parece muito ao de polcia, sobre tudo quando tenho que resolver algum assunto difcil.
Durante o tempo que levava trabalhando para o,
Tess o tinha visto seguir a pista a assassinos e atraca. doure, det-los e encarcer-los. Isso era uma boa fonte de ganhos para a agenda. Os casos mas fceis os deixava a outros detetives, o e Nick se faziam cargo dos casos mas difceis e perigosos.
 a adrenalina murmuro Dane.  um viciado no perigo.
Seu crie?
Isso explicaria por que no te retiraste depois do tiroteio respondo Tess. Percorreu-o com o olhar e recordou as cicatrizes que se escondiam sob sua roupa.
Dane lhe disse, consciente de seu olhar:
Estou seguro de que te repugnaria ver as cicatrizes.
Estava pensando em como tinha ocorrido o Miro aos olhos. No em como teria ficado.
Dane se tranqilizo um pouco.
De qualquer maneira disse com um ligeiro sorriso, nunca fui um homem perfeito em traje de banho. Nem sequer antes de que me disparassem.
Nunca te vi em traje de banho respondeu Tess com indiferena.
Dane lhe dirigiu um olhar sombrio.
E agora no me veras em traje de banho nem morto. Bom, ao menos no em publico. Suponho que a ti se te deixaria lombriga as costas. Mas a ningum mas.
Por que a meu? pergunto esticando-se.
Porque seu no me faz me sentir algo menos que um homem respondo simplesmente. Algumas mulheres desfrutam destruindo a vaidade de um homem, isso as faz sentir-se superiores. Mas quando um homem lhe faz o mesmo a uma mulher, chamam-no machista.
No todas somos assim.
Dane se aproximo dela e como Tess no se aparto, aproximo-se ainda mas. Observe-a com carinho. Levava o cabelo solto, o que a fazia parecer mas jovem e vulnervel Dane o cogio com delicadeza uma mecha de cabelo loiro e a obrigou a lhe olhar aos olhos.
Insgnia me disse isso com voz rouca. Tess pergunto com a voz entrecortada.:
;A... que?
Dane Miro sua boca e aproximo sua cabea a do Tess  para beij-la. Insgnia me o que  a ternura... respondo, e a beijo.
Tess se tenso ao sentir aquela presso mida e ardente. Nunca a tinham beijado de uma forma to intima e no sbia como reagir. Aspiro a loo do Dane e o Miro aos olhos sem saber o que fazer.
Que quer, Tess? pergunto Dane em um sussurro. Mordisco com deliciosa ternura o lbio inferior da garota e percorreu com a lngua o suave interior de sua boca. me Diga.
Tess poso as mos em seu peito.
Dane, no pode...
Por que? respondo forando-a com doura a abrir a boca. Tess comeou a sentir um estranho calor em seu interior.
Seu me... detesta murmuro.
Odiava a minha me a corrigiu. Olhava-a sem deixar de brincar com sua boca. Odiava a meu ex-es-posa... odiava ao meio mundo. Mas no a ti franziu o cenho com expresso de dor. Nunca, Tess...!
Tess o sentiu tremer quando voltou a beij-la. O silncio que os rodeava parecia carregado de lembranas impossveis.
Dane a abrao, mas aquele abrao no tnia nada que ver com o cruel abrao que Tess recordava. E de repente, todo o medo que Tess tinha acumulado durante nus, desvaneceu-se. Tess se permitiu senti-lo, sabore-lo enquanto a beijava com deliciosa suavidade. Aquele contato lhe resulto mas prazenteiro do que nunca se atreveu a soar, seu beijo era firme e adora seu sabor.
Tess sentiu um repentino calor em seu ventre; tremiam-lhe as pernas e no entendia por que.
Dane... murmuro contra a boca do Dane.
Dane lhe abriu a boca para que sua lngua entrasse brandamente naquela doce escurido.
Tess recordou ento que alguma vez se beijaram assim e se tenso.
Dane deixo de beij-la, a Miro aos olhos durante um momento interminvel e o que ali viu lhe satisfez completamente. Tess no estava assustada; estava excitada. Era assombroso que a ternura tivesse obtido aquela diferena; entretanto tambm viu nos olhos da jovem uma sombra de dvida.
Voc no gosta que te beije assim, verdade? perguntou-lhe com a voz enrouquecida e os olhos brilhantes de prazer. Quando coloco a lngua em sua boca recorda nosso encontro anterior lhe acaricio o cabelo com carinho, Tess no se moveu, no protesto, sentia-se como se essa voz suave e profunda a tivesse cativa. Se parece muito a outro tipo de penetrao suspiro contra sua boca. ntima e urgente, e muito, muito profunda... murmuro e comeou a beij-la lentamente.
Tess gemeu de prazer e lhe rodeio o pescoo com os braos. Nesse momento, soou o telefone.
A garota se sobressalto e Dane se aparto. Tess estava tremendo, mas no de medo. Abraava-o, no lutava contra o, e isso o excito, fez que seu corao pulsasse com fora em seu peito.
Tess sentiu uma estranha debilidade nas pernas quando Dane a soltou.
Esta bem murmuro, Dane e a agarrou em braos. Te sustento.
Tess apio a cabea no peito do Dane enquanto este a levava a sof, onde se sentou antes de responder ao telefone.
____Si j h voltado comento. Se, esta bem. No, pode falar com ela. O dire que te chame depois e pendurou.  Era Helen disse ao Tess olhando-a aos olhos.-- Queria saber se j havia tornado.
__Que amvel.
__S mas chamou em muito mau momento cortou e procurou  a boca do Tess. Me alegra que me deseje, Tess.
__Que vaidoso.
Dane no a sotaque continuar, voltou a beij-la at fazer que se estremecesse de prazer, Depois se aparto v acaricio com ternura a boca do Tess. Olhava-a com tanto desejo que Tess desviou o olhar envergonhado.
Nunca tinha beijado assim a ningum confesso ao Tess depois de uns momentos.
Eu tampouco respondo ruborizada. E me h dito cada coisa...!
Excitaste-te tanto que gemeste lhe murmuro com olhar brilhante. Nunca lhe havia dito costure assim a uma mulher. Contigo tudo  diferente.
No me tem feito mal.
Dane no soube que responder. A Miro fixamente e soube que tnia que ir-se dali imediatamente; tnia que ir-se enquanto ainda pudesse faz-lo.
No respondo, No te tenho feito mal. No poderia te fazer danifico embora queria esfrego sua bochecha contra a dela em uma brusca carcia, e a abrao com fora antes de apartar-se dela e ficar de p. Ser melhor que v. Fecha bem a porta e descansa. Mariana teremos que pr ordem no escritrio... se se sentir suficientemente forte para ir trabalhar.
-Claro que se gagueira. O Miro indefesa enquanto o se ajustava a gravata. Por que? pergunto.
Dane ainda estava tentando recuperar o controle. Nunca havia sentido aquela necessidade de agradar a uma mulher. E nunca tinha imaginado que pudesse ser to vulnervel. Desejava ao Tess como nunca tinha desejado a outra mulher, mas no podia ceder a aquele impulso.-
Digamos que como pagamento pelos maus momentos passados respondo arqueando uma sobrancelha em gesto zombador.
Tess lhe observe com olhos tristes e respondo:
Ah.
Dane suspiro pesadamente e disse:
jRayos! Sou um solitrio, j te esqueceu? Isto tampouco  fcil para meu saco um cigarro e o acendeu. Queria saber se te podia excitar, fazer que deixasse de me temer acrescentou molesto.
S isso?
No. Sabe que te desejo tanto que logo que posso me conter Miro sua boca. Por seu prprio bem, no deixe que me aproxime tanto se voltou. Isto no tem futuro. Digamos que solo quis comprovar se merecia a pena ser tenro.
E mereceu a pena?
Dane no respondo, aproximo-lhe da porta e uma vez ali lhe disse:
Tess, eu sou assim, vivi muito para que possa me compreender.  possvel que nunca deixe de te desejar, mas no quero compromissos. E no acredito que voc goste de uma relao desse tipo. Assim ser melhor que guardemos as distncias, estas de acordo?
Tess se obrigue a sorrir. Pelo menos Dane estava sendo sincero.
Esta bem. Obrigado por me haver cuidado.
Sempre estarei a seu lado quando precisar respondo com carinho.
Tess se enterneceu para ouvir aquelas palavras e Dane lhe esclareo rapidamente:
Recorda a ultima vez que estivemos juntos, verdade? Apesar de como te tratei agora, na  cama sou brusco e rpido, e s me interessa meu prprio prazer--acrescentou com brutal honestidade. As vrgenes no so meu estilo. Assim suspiro, esqueamos isto. boa noite, Tess.
Dane saiu e colina a porta. Tess se aproximo desta e acariciou com ternura o trinco, como se pudesse sentir o calor da mo do Dane. Era a segunda vez que a abandonava, mas aquela vez ela j no o temia.


Capitulo Quatro


Dane no nevoeiro em seu intento de lhe pr ao Tess um guarda-costas. Atribuo ao Adams, um jovem detetive da companhia, a obrigao de segui-la a em qualquer lugar que fora.
Helen sorriu ao v-la chegar ao escritrio e at executo uns passos de baile ao tempo que cantava uns compases da cano titulada Vou minha sombra.
OH, te cale  grunho  Tess. Suponho que Dane acredita que podem me matar a plena luz do dia.
E no pode permitir o murmuro Helen. Imagine o dano que faria  reputao  da agncia que nossa secretria sofresse um atentado!
Estas louca disse Tess renda-se enquanto a abraava com carinho. Me alegra estar de volta no escritrio.
Lhe sentimos falta de respondo Helen. No se escondeu ningum debaixo de meu escritrio em toda a semana.
Eu no me escondia debaixo de seu escritrio.
Teria-o feito se houvesse stio. Tenho que te dar uma m notcia fez uma careta. esta Dane de ms suspiro. s vezes penso que tenho feito mal me comprometendo com o Harold. Poderia fazer algo mas interessante com o Dane franziu o cenho pensativa. Desde que o abandono sua esposa no sai com nenhuma mulher, verdade? ..Crie que o tiroteio teria algo que ver?
,;A que te refere? pergunto Tess com curiosidade.
__Bueno, como s vezes coxeia... respondo Helen depois de assegurar-se de que ningum as ouvia.  possvel que uma antiga  leso que lhe impea de meter-se na cama.                          
__ No Cru que tenha nenhuma leso importante, vi-lhe montar perfeitamente a cavalo eontest Tess depois de esclarec-la garganta.
__.Que bem Helen se encolheu de ombros. Ento possivelmente no se cria suficientemente atrativo. Ou possivelmente odeia s mulheres. Que desperdcio de homem; se pelo menos, no tivesse essa expresso de polcia... Quase nunca sorri e s se ocupa de seu trabalho moveu a cabea e se afasto. Me pergunto se se comportasse da mesma forma quando esta com uma mulher.
Tess sentiu uma estranha debilidade nas pernas ao recordar como se comportava Dane quando estava com uma mulher. As coisas que lhe havia dito quando a tinha beijado no eram para ficar imune. Poderia ser brusco, mas era muito sensual, e ela tinha comeado a descobrir... que podia ser muito tenro.
Bom, agora me ponha a par de como andam as coisas reps Tess, tentando trocar de tema. Tenho a sensao de levar nus sem dever trabalhar.
No o duvido. J tem completamente bem o brao?
um pouco rgido lhe respondo. Mas no se preocupe. Para uma profissional como eu, uma bala no tem nenhuma importncia.
Bom gemeu Helen, agora a todos lhes feriram que bala, menos a mi. At a secretarial acrescentou olhando zangada ao Tess, que levanto as mos e respondo:
Eu no tenho a culpa. Juro-te que no pedi a esses homens que me disparassem.
Helen ps os braos em jarras. E como posso saber que no estas mentindo?
Dane abriu a porta de seu escritrio e lhes disse:
Ao trabalho.
Se, senhor respondo Helen, muito moderada. Tess no se atreveu a lhe olhar aos olhos; sentou-se diante do ordenador e disse:
Helen me estava pondo  corrente de tudo.
Pois te assegure de que todo se refira unicamente ao trabalho respondo.
Parece cansado lhe disse Tess quando se atreveu a lhe olhar.
dormi pouco se passado a mo pelo cabelo. Quando chamar Andrew, lhe digam que venha  hora do almoo. Tenho um caso para o. Eu estarei em uma reunio com os detetives. No me passe nenhuma chamada.
De acordo.
de repente, Dane pareceu reparar pela primeira vez no Tess. Percorreu-a de ps a cabea com o olhar.
Estas muito elegante esta manh lhe disse. vais comer com algum especial?
No. O que passa  que no quero decepcionar a minha sombra me vestindo como um aborrecida empregado de escritrio. pensei que podia lhe impressionar com meu disfarce de Arbusto Hari.
Equivocaste-te que categoria respondo Dane arqueando uma sobrancelha. Somos detetives, no espia.
Mas no tivesse estado to elegante se me tivesse posto minha impermevel e um chapu uso Indiana Jones.
Possivelmente no Dane se meteu as mos nos bolsos. Aquele gesto indico ao Tess que estava preocupado.
Que acontece? pergunto-lhe.
Dane deixo escapar um comprido suspiro antes de responder:
O tipo que te feriu saiu livre sob fiana. Anda pelas ruas, e ningum sabe onde.
Tess fico paralisada. J no precisava lhe perguntar que era o que lhe preocupava. Causava-lhe horror saber que era a nica testemunha de uma entrega entre narcotraficantes, que podia mandar a priso a dois homens. Se estes pretendiam silenci-la, sua vida no  valia nada.
Adams no se separou em nenhum momento de mi.
 um de nossos melhores detetives. Mas isso no  suficiente, porque no pode dormir contigo.
Pode me ensinar a usar um revolver.
Levaria-te nus de pratica disparar corretamente lhe recordou. E no  o mesmo encontrar-se em uma situao se desesperada que disparar em um treinamento.
Posso ir a viver ao apartamento da Helen sugeriu.
Dane tiro as mos dos bolsos da cala, aproximo-se do escritrio do Tess e disse de modo que Helen no pudesse lhe ouvir:
No o interprete mal, porque isto no  uma proposio de nenhum tipo, mas quero que devas viva a minha casa at que apanhemos a esses tipos.
A viver contigo? pergunto duvidosa.
Dane assentiu.
 a soluo mas segura. Eu gostaria que fosse ao apartamento do Adams, mas sua noiva pode zangar-se respondo tentando aliviar a tenso. Ao ver que Tess vacilava, acrescentou Tess, se tiver medo pelo que aconteceu ontem  noite, esquece-o. J te disse que no quero compromissos. No vou tentar te seduzir, e suponho que sabe que no sou capaz de te forar.
Se se mordeu o lbio, mas no estaria bem.
Os nicos que se inteirassem sero os trabalhadores da agenda lhe prometeu. E eles sabem por que o fazemos. No te estou pedindo que tenhamos uma aventura.
J o se Tess sob o olhar.
Dane sorrio e lhe disse:
No vou passear me nu pelo apartamento nem penso me passar o dia vendo partidos de futbol.
Voc gosta do futbol? pergunto Tess sentida saudades.
No. Mas normalmente ando nu pelo apartamento. Comprar-me uns quantos pijamas. Ah, e uma bata.
Ento, de acordo respondo Tess sorridente.
Passar a te recolher s sete para te levar a meu apartamento. At esse memento Adams se encarregasse de te cuidar disse Dane e ato seguido parto.
Nesse momento Tess se sentia mas insegura que nunca. Viver com o ia ser uma dura prova para seus sentimentos. Observou-lhe entrar em seu escritrio com o cenho franzido. Por que a teria convidado Dane a viver a sua casa?  Para lhe demonstrar que no a queria? Tess no o sbia, mas temia as conseqncias de sua convivncia. Em qualquer caso, ao lado do Dane tinha aprendido o pouco que valia a vida das pessoas que se relacionavam com os narcotraficantes. Dane era um bom detetive e saberia como proteg-la. Isso a tranqilizava. Era absurdo que se preocupasse de seus sentimentos quando sua vida estava pendente de um fio, disse-se.
Felizmente, o dia se apresento tranqilo. s cinco Tess saiu do escritrio, sempre seguida pelo Adams, e j em seu apartamento fez a mala. No gostava de ir-se, mas no ficava outro remdio.
s sete em ponto Dane bato na porta e lhe abriu
Lista? pergunto-lhe.
vou procurar meu casaco respondo olhando a seu redor. Solo levava uma mala.
Isto ___  tudo o que vais levar? pergunto Dane, franzindo o cenho.
__Bueno, levo o suficiente para uns quantos dias.
__Tess, podem ser semanas respondo secamente
No quero te alarmar, mas acredito que vais ter que passar algum tempo comigo.
__Yo... posso dever recolher o que for necessitando
Suponho que se. colocaste camisolas? E a bata?
__Si se ruborizo. Bom, pijamas e bata.
Ter sua prpria habitao disse Dane sonriendo.  um piso grande.
Se, j o se respondo; imediatamente se arrependeu. Era uma forma de recordar o que ali tinha acontecido.
Vamos.
Dane agarrou a mala e saram. Enquanto baixavam ao estacionamento Dane ia atento, alerta a qualquer sinal de perigo; Tess observe o vulto da pistola sob a jaqueta do Dane. Estava autorizado a levar armas, ou ferramentas de trabalho, como o as chamava, mas isso recordou ao Tess o perigo que corria Dane em seu trabalho. Podia morrer em qualquer momento.
antes de guardar a mala no bagageiro, Dane ajudo ao Tess a meter-se no carro. Depois examine o motor e cada centmetro do tabuleiro e ps o carro em marcha.
 necessrio? pergunto Tess.
Dane assentiu enquanto tirava o carro do estacionamento.
Sempre o fao, mas no se preocupe, estas em boas mos.
Se, j o se apio no respaldo do assento. Por que tive que sair to tarde do escritrio? gemeu. Se tivesse sado na hora de costume, no me teria encontrado a ningum.
Entretive-te eu lhe recordou Dane. Supong0 que, em certo modo, eu tambm sou culpado.
Merecia-me isso por sair to tranqila.
Se, tem que ter mas cuidado, sabe? Entretanto, o dia que encontrou a Helen na loja de brinquedos, conseguiu salvar outra situao. O de repente estava nervoso, mas ao ver que te despedia da Helen, lhe comentando algo de seu sobrinho, pensou que no estava ali por nada relacionado com seu trabalho. Cinco minutos depois, conseguiram deter seu filho.
jNo me tinha contado isso! exclamo Tess.
Podia ter ocasionado uma tragdia por no tomar cuidado, quo mesmo Helen. Merecia-lhes um castigo, e voc j o tiveste. A prxima vez ter mas cuidado, verdade?
Meu trabalho no  perigoso o Miro. Nunca me deixasse fazer o que realmente quero lhe acuso.
E que  o que quer fazer? pergunto detendo-se ante um semforo em vermelho. Apoio o brao em seu assento e a Miro. te Deitar comigo?
Que vaidoso.
Deseja-me lhe sorriu Dane.
J esta em verde evito olh-lo.
Troquemos de tema sugeriu o. Mas no te ocorra te colocar em minha cama esta noite e acrescentou quando Tess abriu a boca para protestar. A porta de minha habitao estar fechada, assim no te incomode em comprov-lo.
Tess o Miro assombrada. Aquele brincalho no tnia nada que ver com o srio detetive ao que estava acostumada. Dane arqueio uma sobrancelha e disse:
Sinto te decepcionar. No sou o suficientemente moderno para as aventurillas.
Dane, encontra-te bem?
Se, e no te ocorra te aproximar de meu para compro-bar o bem que me encontro a acautelou.
Tess soltou uma gargalhada. Nunca se tinha imaginado que Dane pudesse ter senso de humor.
--Sinto-me definitivamente perigosa.
__Lo Sois a maioria das mulheres afirmo o.E as vrgenes ansiosas de sexo so as piores.
__Eu no sou isso! protesto.
__Como sabe? estaciono em frente do edifcio em que se encontrava seu apartamento e a Miro. O desejo pode acabar com mulheres como voc. Em um momento pode estar ruborizada e nervosa e ao seguinte rasgando as roupas de um homem indefeso.
Prometo-te controlar meus... necessidades lhe olhou  risonha.
Isso espero. E no me espie enquanto me banho acrescentou srio.
Aquelas brincadeiras conseguiram eliminar todo rastro de medo no Tess, que o siguio contente at o segundo piso, no que se encontrava o apartamento.
A habitao que ofereceu ao Tess estava decorada em tons azuis. A jovem adora.
Se quiser eu me encarrego de cozinhar. eu adoro se ofereceu assim que se instalo.
Aceito assentiu. Eu tambm se cozinhar, mas eu no gosto.
Tess abriu o refrigerador e viu que estava bem provido, assim pergunto:
Parece-te bem carne assada e salada?
Perfeito respondo Dane. Se Quito os sapatos e sotaque sua jaqueta em um sof da sala.
Tess foi a sua habitao a trocar-se. ficou umas calas jeans e uma sudadera.
Quando saiu, encontrou ao Dane sem jaqueta, sem gravata e com a camisa desabotoada. Tess o estudo s escondidas da cozinha; nunca tinha visto nenhum homem nu. Por isso pde ver, tnia o peito coberto de plo e a pele muito moria.
Sou muito moreno lhe disse o, surpreendendo-a como se tivesse lido seus pensamentos. Me basta tomar o sol no vero para conservar esta cor de  pele durante todo o ano. Um de meus avs era espanhol
No pretendia te olhar assim
Dane se aproximo da cozinha e o Quito um pacote de carne que levava na mo e o deixo na mesa.
No se preocupe, olhe isto disse Dane em voz baixa, profunda e sensual. Com uma mo a agarro pela cintura enquanto com a outra se tirava a camisa das calas. Agora me olhe acrescentou com calma.
E ela obedeceu. Nunca tinha visto algum to masculino nem to sensual. At o aroma do Dane alterava os sentidos do Tess. No podia deixar de olhar sua pele nua.
Tem uns olhos muito expressivos disse Dane, olhando-a com olhos carregados de desejo. Delatam seus segredos.
Que classe de secretos? pergunto Tess com a voz enrouquecida, lhe olhando aos olhos.
At te surpreenderia conhec-los-se inclino, mordisco-lhe brandamente os lbios e se separo imediatamente dela. Guarda essas olhadas luxuriosas. So mas perigosas do que pensa.
E sem mas, afasto-se com calma a sua habitao. Tess ainda no tinha recuperado o controle quando Dane volvio com uns jeans muito rodeados e uma camiseta branca. Aquela roupa to ajustada permitia admirar um corpo que muitos invejariam. Dane era alto, e forte. Tinha a constituio fsica de um esportista. Tess teve que fazer um grande esforo para deixar de lhe olhar.
Quer caf? pergunto Dane sonriendo agradado pela forma em que Tess o tinha cuidadoso.
Se.
vou preparar o.
A cozinha era muito pequena para duas pessoas. Possivelmente essa fora a razo de que Dane a roasse com freqncia de modo excitante, enquanto preparava o caf na cozinha
E quando termino de faz-lo no se foi da Tess se disse que vestindo daquela forma
desenfadada a para ser mas consciente de sua virilidade
__Te hei posto nervosa se burlo Dane. Tess ia negar o, mas pensou que se o para o Dane sentiria obrigado a demonstrar que assim era, assim respondo:
Se.
Dane se apio no mvel da cozinha e a Miro risonho. Quando a olhava daquela forma, Tess sentia que lhe fraquejavam os joelhos.
Por que no vem aqui e faz algo a respeito? __la provocao com suavidade.
Tess esteve a ponto de gemer. No gostava de ser to vulnervel. Ultima-a vez que tinha estado naquele apartamento, Dane a tinha ferido, tinha-a assustado; tinha estado a ponto de viol-la. Como era possvel ento que o desejasse?
Dane protesto, lhe olhando aos olhos.
Se que te estremece murmuro o com intensidade. At posso ouvir sua respirao, Tess sob a. olhar at os seios do Tess, que palpitavam sob sua grosa sudadera. Que sentiria se te tirasse essa sudadera e beijasse seus seios, apanhasse um mamilo com a boca e sugasse at endurec-lo...
iDane!
Mas Dane no parecia ouvi-la. aproximo-se dela, agarrou-a pela cintura e a estreito contra o. Deslizo depois as mos sob a sudadera do Tess sem deixar de olh-la aos olhos.
Centmetro a centmetro murmuro Dane subindo as mos pelo torso do Tess. Centmetro a centmetro, minhas mos em sua pele nua...
Tess avermelhou, ardia de desejo. Incapaz de mitigar sua paixo, decidiu abandonar-se. Colina os olhos e se arqueio contra Dane para que pudesse acarici-la melhor. Dane lhe acaricio lentamente os seios, depois se inclinou para ela e a beijo. Tess se estremeceu e gemeu sua prpria voz lhe resultava desconhecida.                    '
te apie em meu lhe sussurro Dane.
Beijo ao Tess at faz-la estremecer-se de prazer enquanto deslizava as mos pelo delicado encaixe do sustento. Dane incline a cabea at seus seios e Tess -teve que aferrar-se a seus ombros para no cair. Era tanto o prazer que sentia que as lagrimas comearam a brotar de seus olhos.
Espero ofegante, completamente abandonada, a que Dane fizesse o que quisesse.
jTess! exclamo Dane de repente. Retiro as mos e se aparto rapidamente delameu Deus, sinto muito...! o sob a sudadera de um puxo e saiu da cozinha.
Ao cabo de uns minutos, Tess ouviu a ducha e voltou para a realidade. dedico-se a preparar a carne para o jantar e quando esteve preparado, serve-a com mos trementes em dois pratos.
J tinha posto a mesa e servido o caf quando Dane voltou a reunir-se com ela. Tnia o cabelo mido, acabava de tomar banho. Tampouco lhe sentaria nada mal uma ducha de gua fria, disse-se Tess, ainda estava ardendo. Parecia-lhe incrvel desejar de tal maneira ao Dane quando semanas antes o tnia medo.
Esta bem disse Dane com calma ao dar-se conta de que Tess evitava lhe olhar  cara. No aconteceu nada.
Nada?, esteve a ponto de gritar Tess, mas se limito a baixar o olhar. Ainda se sentia incapaz de dizer algo coerente.
Ficou-te muito bem comento Tess quando probo a carne. A meu nunca sai assim.
esta segredo no fogo respondo Tess ao fim. Tem que te assegurar de que a frigideira este suficientemente quente.
--Enquanto esteja aqui pode me ensinar a cozinhar.
_-Claro.
depois de uns segundos de tenso silncio, Dane lhe pergunto:
---Porque estas to envergonhada, Tess? No te acariciei muito intimamente. Tem-no feito.
As coisas foram muito depressa reps Dane com uma expresso indecifrvel. Estava jogando contigo acrescentou com repentina crueldade. At que cedeste como...
Para o Tess, aquelas palavras foram como uma bofetada; doa-lhe que aquela tivesse sido a inteno do Dane.
J captei a mensagem se obrigou a parecer despreocupada. Levanto o olhar e o descobriu olhando a de uma maneira estranha. Sou to culpado como voc.
Dane se apio no respaldo de sua cadeira e a escrutino com o olhar.
No  de tudo justo. Mas antes de que comece a albergar esperanas pelo que acaba de acontecer, quero que saiba que tudo foi culpa da abstinncia, Tess. Desde que me feriram no estive com nenhuma mulher. Acredito que estou mas desesperado do que pensava.
Assim era isso. Todas suas esperanas morreram nesse instante. Dane tinha deixado muito claro que no tinha atuado motivado pelo amor. De todas formas, Dane a tinha intrigado e no pde evitar lhe fazer uma pergunta:
Por que no estiveste com nenhuma mulher, Dane?
Por minha perna respondo, olhando-a surpreso.
 por que ainda te di?
-Porque tem muito mau aspecto. Porque eu no gosto que vejam minha perna cheia de cicatrizes franziu o cenho. E possivelmente por ti acrescentou a contra gosto  elsexo... no me atrai especialmente da ultima vez que esteve em meu apartamento.
Ento foi diferente respondo Tess. Essa noite... bom, no me assustaste.
J o notei respondo e a Miro de uma forma que a fez ruborizar-se. No confie em meu Tess. Se tivesse beijado seus seios, sinceramente no se que teria passado depois. Compreende-o, pequena? pergunto-lhe com expresso de preocupao.. Te desejo. jDios, Tess, desejo-te tanto! murmuro com voz rouca.
E era certo. no conseguia tirar-se ao Tess da cabea. Nunca tinha sido to tenro com nenhuma outra mulher. Tess parecia encher sua vida; e sua forma de lhe responder o para sentir-se muito vulnervel.
Mas voc gostaria no me desejar, verdade? pergunto-lhe Tess lhe olhando aos olhos.
 virgem respondo muito srio.
Dane nunca tinha sido to justifique com ela. Tess compreendia que Dane temia adquirir um compromisso tnia medo de amar e de que o voltassem a abandonar. No confiava nas mulheres, nem as queria, mas precisava satisfazer seu desejo e Tess estava a seu lado.
Se no fora virgem...
Se no fosse virgem j seriamos amantes respondo Dane. Me teme, mas me deseja como eu a ti a Miro com os olhos entrecerrados. A primeira vez no est acostumada ser muito satisfatria acrescentou com a voz entrecortada pela emoo. No sria capaz de no te fazer danifico porque faz muito tempo que no fao o amor. Mas a segunda vez... A segunda vez te faria gritar de prazer. Sria tenro contigo. Muito tenro. Beijaria-te como o acabo de fazer na cozinha, lenta e brandamente. Beijaria-te toda e quando nossos corpos se fundissem, desejaria no ter que te separar de mi..- amaldioou pelo baixo e se levantogemeu. Tenho que sair daqui!
Dane saiu da cozinha deixando ao Tess tremendo do desejo que tinha expresso com tanta ternura.
No podia acreditar que a desejasse tanto depois da aberta hostilidade com a que a tinha tratado durante anos Tinha visto com desconcertante claridade a vulnerabilidade com que tinha tentado ocultar. Lhe importava. Muito. Possivelmente sempre lhe tinha importado e sua prpria reao ante tal ardor lhe tinha machucado. Em realidade, Tess nunca tinha sabido nada sobre o Dane. No tinha sido consciente do dano que lhe tinham feito as duas mulheres s que tinha querido em sua vida. Tinha sido ignorado por uma e abandonado pela outra. Temia amar, mas amava. Tess conteve o flego. Dane a amava. Essa era a nica razo que podia explicar sua atitude para ela. Estava aprendendo a trat-la com ternura porque a amava.
O no o sbia e,  obvio, nunca o admitiria. Mas Tess se sentiu muito melhor ao compreend-lo. O truque era assegurar-se de que Dane no soubesse que ela o sbia. Tess estava to contente que esteve a ponto de soltar uma gargalhada. Dane era dele; pertencia-lhe.
Dane voltou para seu lado minutos depois fumando um cigarro e com expresso de completa indiferena,
Quer caf ? lhe pergunto Tess amavelmente.
Se, por favor,
Tess lhe serve enquanto o a observava. Tomaram o caf em silncio.
Tenho que me acostumar a te ter aqui disse Dane ao cabo de uns minutos, No pode voltar para seu apartamento at que apanhemos a esses narcotraficantes e a lei disponha o que deve fazer-se com eles.
O se. Tentar no ser uma molstia respondo ela com um sorriso. E se levanto.
Dane se tornava vulnervel assim que a tocava, mas assim que se afastava dela, voltava a levantar  um muro entre eles. Mas Tess j sbia por que o para
Dane lutava com unhas e dentes para no enlouquecer por ela. Tess era uma garota educada  antiga e o no podia fazer o amor com ela e depois esquec-la, assim tnia que esquecer-se dela. E para consegui-lo, por muito que lhe doesse, tnia que mant-la a uma distncia prudente.
A Miro ofegante, mas aparto o olhar quando Tess se voltou. Dane se recordou que eram sozinho chefe e empregada. Deveria o ter em conta se no queria perder o controle da situao.


Capitulo Cinco

Tess desfrutava vivendo com o Dane. Parecia-lhe maravilhoso sentar-se a seu lado de noite a ver a televiso. Ao Dane gostava de vestir-se comodamente e descalar-se, e sentar-se com uma cerveja na mo a ver filmes antigos. Tess estava muito tranqila com o desde que sbia o que sentia por ela. Era emocionante sua forma de olh-la, a ternura que refletiam seus olhos quando lhe sorria.
Dane era de natureza solitria, um homem introvertido. O pouco que Tess sbia de sua vida o tinha descoberto por acidente. Ao Dane no gostava de sustentar conversaes intima, de modo que falavam de tudo, menos deles mesmos.
Poucos dias depois de chegar ao apartamento do Dane, Tess se encontrava vendo um programa sobre nascimentos quando o entro na sala procedente de seu estudo.
Ao ver um embrio na tela, Dane se voltou imediatamente decidido a voltar para seu estudo.
Posso trocar de canal se no querer ver este programa lhe ofereceu Tess--. Dane duvido um momento, depois Miro a tela a contra gosto. Nesse momento aparecia em cena uma mulher dando a luz em um sala de cirurgia.
Sinto-o Tess apago o televisor e confesso.-se muito pouco sobre sexo e reproduo no instituto virtualmente no me falaram destes temas. Queria ver como cresciam os bebe dentro de suas mes.
Querer dizer como se engendram a corrigiu.
Tess se ruborizo. Mas isso no o ensinaram em i programa, verdade?
Bom... esclareo-se garganta, a verdade  que no.
Tenho um livro lhe disse Dane. Se que no gostar de l-lo estando eu diante, mas seguro que  te parece interessante. Mostra como se deve fazer o amor.
Tess o Miro intrigada.
No sbia que os homens pudessem ter dvidas sobre isso. Quero dizer... todo isso j sabe seu no?
Se como ter sexo com uma mulher lhe respondo da porta do estudo. Queria... saber como se faz o amor.
Aquelas palavras emocionaram ao Tess. Dane parecia estar muito envergonhado.
Porqu fugi de seu lado? pergunto Tess com calma.
No lhe tome como algo pessoal a Miro e ela sorriu.
Entretanto lhe comprou isso por isso verdade?
Possivelmente deu uma imerso a seu cigarro. E que? pergunto beligerante. No cria que queria fazer o amor contigo. Nem queria, nem quero faz-lo.
Agora no teria medo respondo Tess.  muito sensual. O dia que me beijou na cozinha no tente te deter.
 perigoso falar assim murmuro. No sabe quo perigoso .
Dane o Miro com adoraoalguma vez pensaste em ter filhos?
No respondo. ruborizo-se e voltou a dar uma imerso a seu cigarro.
No quer ter filhos? insistiu Tess. Dane Miro sem ver a ponta acesa de seu charuto.
Isso no suporia nenhuma diferena, Tess respondeu depois de uns segundos de silncio. No posso ter filhos.
Tess no assimilo imediatamente o que acabava de dizer Dane.
__Jane queria ficar grvida continuou. Estava obcecada com isso. Possivelmente por isso no podia ser carinhoso como ela. ficava furiosa porque no ficava grvida. Sentia-me como um animal castrado quando se negou a fazer o amor comigo -suspiro fracamente. No podia deix-la grvida, e ao final nem sequer era capaz de fazer o amor -incline-se para apagar seu cigarro. Se crie que tem cicatrizes pelo que te fiz, deveria ver as que tenho eu se voltou para entrar no estudo, mas Tess se levanto imediatamente e se aproximo do.
H muitssimas razes pelas que uma mulher pode no ficar grvida.
Jane teve um filho com seu segundo marido aos dez meses de casar-se respondo cortante.
No refiro a isso. voc gosta de usar calas jeans, mas dizem que s vezes produzem infertilidade... ruborizo-se ao dar-se conta do que estava dizendo.
Dane arqueio uma sobrancelha e lhe pergunto divertido:
No dizia que foi virgem? Para ser virgem, sabe muitas coisas...
Acabam-no de dizer no programa que estava vendo.
No sempre uso calas jeans lhe recordou.
Bom...
Dane a percorreu com o olhar. Tess levava umas calas jeans e uma blusa verde. Levava o cabelo descuidadamente recolhido, o que lhe dava um aspecto jovem e sensual.
te afaste de meu lhe disse Dane. Se te tocar j no poderei me deter. Seguirei adiante at o final.
Tess o Miro aos olhos e se ruborizo. O olhar do Dane era mas excitante que qualquer beijo.
O se, Dane disse em voz baixa. Dane se tenso imediatamente. Tess o Miro, e aquele olhar despertou no Dane o que o estava tentando evitar com desespero. Tess encontrou fascinantes aqueles olhos negros, e sua expresso assim o indico ao Dane.
Tem-me medo lhe recordou Dane com voz vibrante de paixo. Que no se esquea.
Se for carinhoso, no terei medo respondo ela sem deixar de olh-lo.
Seu corpo tremia presa de novas sensaes, de novas necessidades. Amava-a, o sbia e queria lhe demonstrar ao Dane que podia ser maravilhoso fazer o amor com uma pessoa a que se amava.
Por sua parte, Dane estava ao bordo da loucura; no entendia seus sentimentos. sentia-se a ponto de estalar. Tess advertiu sua tenso e compreendeu que lhe ia resultar muito fcil romper suas defesas.
E de fato assim foi. aproximo-se do e a vontade do Dane desapareceu. incline-se para cojerla em braos e, levo-a a sua habitao, colina a porta com o p e a sotaque na cama. tombo-se a seu lado e a percorreu com o olhar. Tess correspondeu entreabrindo sua boca em gesto de submisso. -
Doer-te lhe disse o.
O semurmuro ela.
Com mos trementes Dane se Quito a sudadera.
Embora troque de parecer quando comear a te acariciar, j no poderei me deter lhe disse, compreende-me?
Quero-te, Richard murmuro Tess chamando-o como ningum o chamava. Te amo com todo meu corao. Nunca deixei que te amar, nem sequer o dia que me beijou...
Tess... Dane se emociono para ouvir aquelas palavras.
- Insgnia me. me ame disse com suavidade.  Dane fecho os olhos e apertou os punhos.
_No quero fazer o amor grunho. Deus,  virgem!
__-Te amo voltou a murmurar Tess.
Dane a Miro, resignado a aceitar a enormidade do presente que Tess o para.
__Procurare tomar cuidado. No vou A... te machucar a propsito, compreende-me?
.Se.
Dane se sentou a seu lado e a Miro. Acaricio-lhe os lbios fazendo-a estremecer-se de prazer.
No h presente mas prezado que o que me oferece lhe disse com a voz rouca pela emoo. S se pode oferecer uma vez a virgindade.
E a quero oferecer ao nico homem que amei em minha vida reps Tess com ternura. Dane emolduro seu rosto delicado entre suas mos.
Eu... no posso te amar disse com amargura. Tess...
Tess sbia que Dane estava negando o que tanto temia..
No vou pedir te nada lhe prometeu. Nem se-queira que me ame. Quero te pertencer por completo solo por esta vez. Quero saber o que se sente fazendo o amor com uma pessoa a que se quer.
Dane se inclino tremendo e a beijo. Abriu a boca e deslizo a lngua na boca do Tess para explorar com ela seus rinces mas secretos.
Tess sorriu. Dane a beijava com tanta ternura que esteve a ponto de chorar de emoo.
Dane deslizo as mos pelas costas do Tess, tombo-se a seu lado e a atraiu lentamente para o enquanto deslizava uma de suas pernas entre as pernas do Tess.
Tess lhe acaricio com carinho e sorriu quando Dane lhe acaricio as costas. Seguiu beijando-a at que os lbios do Tess estiveram ligeiramente inchados,  depois lhe desaboto cuidadosamente o sustento  para acariciar seus seios. Tess comeou a respirar com dificuldade. Dane tinha aceso um desejo violento com suas carcias.
Nunca te havia visto nua embora j te tinha acariciado assim murmuro Dane enquanto lhe desabotoava a blusa.
Tess se sentou enquanto Dane lhe tirava a blusa quando tento voltar a tombar-se, Dane o impediu
Comeou a beij-la enquanto brincava com deliciosa ternura com os mamilos eretos. Tess gemeu e o a Miro aos olhos.
Isto  excitantedisse com voz insegura. Nunca o tinha feito.
Eu tampouco confesso Tess.
Desejo-te, Tess murmuro Dane.
Incline a cabea e lambeu sensualmente os mamilos da jovem. Tess se sentia voar; sentia um fogo em seu interior que solo Dane podia apagar.
Se disse Dane e continuou beijando-a com paixo. Se, pequena...
Tess lhe olhava maravilhada, assombrada e indefesa enquanto Dane a despia. Depois o observe despir-se e advertiu que vacilava.
No... importa lhe disse com voz tremente ao compreender o motive da vacilao do Dane. Viu as cicatrizes em suas costas e soube que havia outras piores em seu peito. Te amo!
Dane se voltou. Tess olhou com admirao e assombro sua masculinidade antes de dirigir o olhar para seu peito e sua perna, que estavam cheios de cicatrizes; mas para o Tess, que tanto o amava, solo eram leves imperfeies em um corpo perfeito.
Tess se senti completamente a merc de seus prprios sentimentos. Nunca tinha experiente sensaes parecidas. 
 o mas belo que vi em minha vida lhe disse Dane observando-a extasiado.
__Tu tambm murmuro Tess.
Dane se tombo a seu lado. Tremia pelos anos de abstinncia e pelo desejo que aquela mulher despertava.
__Te desejo, nenm murmuro contra o ventre quente do Tess, e lhe sentiu estremecer-se sob suas carcias. me Sinta.
esfrego-se contra ela e a beijo com ternura. A evidncia de sua excitao era arrolladora.
me deixe te encher sussurro contra a boca aberta do Tess. Coloco-a cuidadosamente debaixo do e se abriu passo com a lngua no doce interior da boca do Tess. Abre sua boca... para mi.
Foi incrvel a cega paixo que a invadiu para ouvir aquelas palavras. Tess no compreendia como podia lhe desejar tanto.
Dane poso a mo na coxa do Tess e a Miro preocupado.
Sinto ter que te fazer danifico ofego contra a boca do Tess. A Miro aos olhos com paixo. Quero ver como te converte em mulher murmuro e sem deixar de olh-la aos olhos a penetro lentamente. Tess se aferrou aos ombros do Dane e ofego. me Diga o que sente sussurro com voz rouca. Compartilha isto comigo.
Arde... como fogo!
No chore, pequena se moveu sem deixar de olh-la. Solo uns segundos mas...
Tess comeou a tremer. Dane no apartava o olhar de seus olhos.
Agora vai doer te muito. Mas tenho que terminar isto murmuro ao sentir a barreira que se apresentava.
No importa, contnua reps Tess com dor.
Dane no se deteve. Tess o empurro, mas Dane no se deteve. E quando Tess comeava a pensar que no poderia seguir suportando a dor cesso repentinamente. Dane suspiro e fico muito quieto. Sorriu.-  Tess, que lhe olhava com os olhos cheios de lagrimas que ele seco a beijos. Cobriu-lhe o rosto de carcias e beijos e murmuro doces palavras de amor.
Tess deixo de aferrar-se aos ombros do Dane quando cesso a dor. Sentiu que Dane a penetrava ainda mas e o Miro ruborizada. O lhe sorriu com ternura
Agora posso te fazer o amor, Tess. J no vai doer te a beijo com suavidade e moveu seus quadris a um ritmo que a fez ofegar de prazer. Ao ver que Tess se excitava, Dane sentiu um orgulho nitidamente masculino.  muito valente lhe sussurro e comeou a mover-se mas rapidamente, assegurando-se de que Tess lhe seguisse. Muito valente. Nem sequer gritaste.
Dane? pergunto Tess de repente.
me deixe lhe agradar lhe deu um beijo na boca. Agora vou ensinar te. vou ensinar te, nenm.
Tess era consciente de que Dane nunca fala feito nada igual, que nunca tinha amado como a estava amando nesse momento. Era como se tambm o fora virgem. Abrao-o com fora e soluo quando Dane lhe disse que desejava deix-la totalmente satisfeita. Dane a Miro e ao dar-se conta de que Tess estava chegando um novo mundo de prazer se moveu mas rapidamente para alcan-la. Dane nunca tinha sido to feliz.
Depois permaneceu unido a ela, secando seus lagrimas, beijando-a com ternura, acariciando seu corpo exausto. Ao cabo de uns minutos, levanto-se para levar a cama uma cerveja que compartilhou com o Tess enquanto fumava um cigarro. Dane no pensava na manh, solo naquela noite, na alegria de amar, na beleza das palavras de amor que Tess lhe tinha agradvel.
Sotaque a cerveja na mesinha de noite e apago o cigarro antes de voltar a tombar-se ao lado do Tess.
__Ouiero que voltemos a fazer o amor susurr__. E esta vez ser muito doce. Esta vez vais desfrutar tanto que vais gritar de prazer.
__Dane... amo-te sussurro com paixo quando Dane voltou a penetr-la.
__J? pergunto-lhe Dane com a voz enrouquecida pelo desejo.
__Si ofego Tess.Agora, agora, j...!
Dane nunca havia sentido nada parecido. Esteve a ponto de derrubar-se ao sentir como se haveria para o corpo do Tess, para ouvir seus gritos afogados quando a alago uma, dois, trs vezes. O nunca se havia sentido capaz daquela potncia interminvel, daquela excitao incansvel. Possivelmente fora pela abstinncia ou pelo que sentia por ela, o caso era que tambm para o Dane foi como fazer o amor pela primeira vez. Ao final, esgotados, agarraram-se da mo e dormiram.
 manh seguinte, Tess despertou com um beijo. Dane abriu os olhos e a viu sobre o, Dane gemeu brandamente e a tombo na cama.
No murmuro Tess quando compreendeu as intenes do Dane. O sinto disse com tristeza, mas me di...
Dane respiro devagar para recuperar o controle. Depois acaricio com carinho ao Tess.
Fizemos o amor quatro vezes. Seguro que te fiz mal.
No respondo ela. OH, no, no me fez nenhum dano.
,Mas te faria mal se fizssemos o amor agora? pergunto e lhe deu um beijo na boca.
Temo-me que se.
Dane suspiro e se tombo a seu lado.
Deveria haver-me imaginado. Ainda no estou suficientemente acordado. Gosta de tomar um caf?
Se. vou preparar o ao levantarse deu conta de que estava nua, e envergonhada se cobriu com 1a savana.
Dane compreendeu o que sentia e se levanto para fic-los cueca e as calas.
Pode te vestir enquanto me banho lhe disse sem olh-la.
Tess o Miro com expresso sonadora; desejava lhe dizer que lhe queria, mas sbia que o no responderia, assim decidiu calar. Amava-a, disso estava segura
Anda lhe disse Dane j na porta, ou chegaremos tarde ao trabalho.
Ah, se, claro.
Dane no menciono o que tinha passado. E ao Tess no surpreendeu sua atitude. Dane era um homem que temia manifestar seus sentimentos, embora os ten. No estava seguro dos sentimentos do Tess e ela o compreendia.
Helen diz que posso comer com ela enquanto trabalha no caso que lhes atribuste comento Tess quando estava terminando de tomar o caf da manh.
No.
Por favor, me deixar terminar de falar. vou ser o senuelo. Enquanto outros se fixam em meu, ela seguir aos suspeitos.
 muito vulnervel respondo Dane. A Helen no a seguem uns narcotraficantes; a ti se. No, no. No quero te perder de vista. No confio em que ningum possa te cuidar melhor que eu.
Esta bem respondo ruborizada.
E no te faa iluses pelo que ocorreu esta noite a Miro carrancudo. foi algo irrelevante, ouviste-me?
---lrrelevante? pergunto. No entendia como podia dizer que tinha sido irrelevante um pouco to profundo.
Dane tambm estava surpreso de se mesmo.
 que esperava que dissesse? pergunto com acritud.....
--Que  o mas formoso que me aconteceu concedeu Tess. Mas o foi. Ao menos para mim.
__Te fiz dafio.
__Si... ao princpio o Miro sorridente.
Ao Dane lhe acelero o corao ao recordar o prazer  que tinham compartilhado. Solo olh-la-o excitava, assim que ficou de p, deixo seu guardanapo na mesa e disse bruscamente:
Vamos.
Tess o seguiu sem protestar, envolta em mil sonhos e iluses. Sbia que Dane a amava. Dane ia lutar contra aquele sentimento, era inevitvel, mas ao final ia perder. No poderia resistir ao Tess.
Assim que chegaram ao escritrio os problemas reclamaram toda sua ateno, e isso foi um alvio para o Dane. inundou-se em seus casos sem olhar para trs, deixando ao Tess ocupada com suas agendas e entrevistas.
Os ltimos dias tinham estado to cheios de novidades que Tess quase se esqueceu da noite que a tinham ferido. Ainda lhe doa um pouco o brao. Sorriu ao recordar como lhe tinha beijado Dane a ferida. Lhe tinha acariciado as cicatrizes do ombro, a perna e as costas com a mesma ternura enquanto faziam o amor; havia- dito ao Dane que tinham sido ganhas com honra, e isso tinha aumentado seu prazer. Ainda recordava seus gemidos de prazer.
Tess conteve o flego. De verdade pensava Dane que um pouco to formoso podia ser irrelevante? Ela no, e sbia que o tampouco, mas estava to assustado que ainda no se atrevia a aceitar que a amava.
O telefone a fez voltar para a realidade, mas conforme transcorriam as horas seu corpo ia recordando a atividade desacostumada a que tinha estado submetido a noite anterior. Resultava-lhe difcil sentar-se, mas no lhe ocorreu mencion-lo para no despertar as suspeitas de ningum.
 hora do almoo viu como outros  companheiros saam. Dane tnia que atender um compromisso a essa hora, assim que fico sozinha no escritrio.  Seguro que Dane no tinha pensado naquela possibilidade quando lhe havia dito que no podia comer com a Helen Bom, cruzaria a rua e entraria em um restaurante a comer um sanduche. Isso era melhor que ficar sem almoar.
ficou o casaco, saiu e colina a agncia. Ainda no se deu a volta quando um homem a agarro por detrs e lhe tampo a boca com a mo.
Aqui estas, preciosa lhe disse uma voz rouca. Bem a tempo,  e quando acabar contigo, j no ter nenhuma pressa por declarar ante um juiz tudo o que viu!

Capitulo Seis

Tess no tinha estado mas assustada em sua vida. O homem que estava a suas costas a tnia imobilizada do brao. Arrasto-a lentamente para a porta da rua, onde outro homem os estava esperando em um carro em marcha.
Aquilo no podia lhe estar passando... no podia deixar que lhe passasse. Sentia uma navalha nas costelas e pensou que estava ao bordo da morte.
Se aquele homem conseguia lev-la at o carro j no teria escapatria. Morreria. O carro no que os estava esperando o outro homem era um luxuoso sedam cor cinza metalizada; tanto o homem que estava em seu interior como o que a agarrava a ela vestiam elegantes trajes. Apesar de seu medo, Tess pensou que se feito milionrios sem escrpulos. O mau era que isso significava que no lhes importaria desfazer-se dela.
Havia uma oportunidade, quase insignificante, de que pudesse escapar antes de que esse homem a subisse ao carro. Assim que este abrisse a porta do edifcio, tnia que guardar a navalha, e se ela era rpida e mantinha a calma, poderia escapar.
Intento tranqilizar-se; no podia permitir que a invadisse o pnico. Tnia que recordar o que tinha aprendido de seus companheiros detetives, os pequenos movimentos que podiam lhe salvar a vida. Aquelas lies podiam lhe servir.
Rezo em silncio para que seu agressor a soltasse. Repassava mentalmente uma e outra vez o movimientoque ia fazer esperando que chegasse o momento oportuno.
Tudo partia bem. Sentiu-o afrouxar a presso de suas mos e rir. Desfrutava com o medo do Tess. A porta j estava perto e para ela se dirigiu o homem levantando a mo com a que estava agarrando a navalha para poder abri-la.
E assim que comeou a solt-la Tess afundou com fora o cotovelo no diafragma do homem. Este sob o queixo e Tess lhe deu um murro no nariz. Reagindo com rapidez Tess se aparto e saiu correndo  rua em direo a grande avenida. Graas a Deus era meio-dia e havia gente por toda parte! Aqueles homens no se arriscariam a persegui-la entre a multido. Tess correu com todas suas foras sem olhar para trs.
meteu-se entre um grupo de gente que estava esperando que trocasse o semforo para cruzar a rua. Pela extremidade do olho viu que um carro se dirigia para ela. No, pensou aterrada, eles no...!
jTess!
A garota se voltou. Era Dane em sua Mercedes.
[Dane! cruzo correndo a rua, meteu-se no carro e o abrao com fora.
Dane a estreito em seus braos. Tinha estado a ponto de voltar-se louco. Ia correndo  agncia com a esperana de chegar antes de que os detetives sassem a almoar e haia visto o Tess correndo enquanto um carro se afastava a toda velocidade. Tinha tido que escolher entre proteger ao Tess ou seguir ao carro... mas no o tinha pensado duas vezes.
Beijo ao Tess na boca antes de solt-la.
Por pouco me apanham murmuro Tess sem flego. Um homem me agarrou pelas costas quando saa do escritrio. P-me uma navalha nas costelas...
Deus gemeu Dane e a abrao.
-Helen me tinha ensinado a me defender de algum que  me atacasse pelas costas continuou Tess, elevando a cabea no peito do Dane. recordei como se fazia e lhe agarrei despreparado e sa  correndo sorriu. foi muito emocionante acrescentou com o olhar brilhante procurando os olhos do Dane. Agora entendo por que... Dane?
Dane acabava de estacionar o carro, agarrava com fora o volante e tnia o olhar perdido.
.__Ya aconteceu tudo disse Tess com suavidade e apoio sua cabea na do Dane. Beijo com ternura sua  boca, seu nariz, seus olhos fechados. No foi tua culpa -murmure te esqueceu que me havia dito que no podia sair a comer com a Helen.
No me esqueceu respondo. sa com tempo suficiente para chegar ao escritrio antes de que sassem a comer, mas no caminho me cravou uma roda.
Dane murmuro.
me deixe te abraar, Tess respondo com voz d. No fale. Solo me deixe te abraar.
Tess obedeceu. Dane se sentia culpado, embora Tess no entendia por que. Ela no o culpava. Beijo-o no pescoo e esteve a ponto de lhe dizer que para ser um homem que no a amava, parecia estar bastante assustado, mas o pensou melhor e fico calada.
Dane suspiro e Tess levanto o olhar. Dane a Miro preocupado e lhe pergunto:
Tem-te feito mal?
No lhe asseguro com olhar brilhante. Mas eu se lhe tiver feito mal. Acredito que lhe tenho quebrado o nariz.
Bom assobio, terei que falar com a Helen.
Seu nunca quiseste me ensinar a me defender respondo  defensiva.
Me alegro de que o tenha feito ela. vou premiar os a ela e ao Harold com todas as pizzas de anchovas que possam comer-se.
Que bem. Pode comprar uma a meu? .- Estou-me morrendo de fome.
Pobrecita, no almoaste a emprego em seu assento e lhe grampeio o cinto de segurana. J  vamos comprar te uma pizza.
Tess o Miro com adorao e Dane teve que fazer um grande esforo para no abra-la outra vez. No gostava de olh-la quando no podia ocultar o que sentia por ela, pois Tess podia pensar que estava apaixonado, e isso era ridculo, certamente... A beijo na boca com suavidade.
de agora em diante, quando eu saiga do escritrio, assegurar-me de que algum fique te cuidando. Sinto muito, Tess, sinto-o muitssimo.
J te hei dito que no foi culpa tua lhe sorriu antes de acrescentar: me Beije outra vez.
H muita gente respondo Dane assinalando s pessoas que foram pela rua.
Podemos comer no apartamento, no?
No, no podemos respondo com carinho ao ver a expresso do Tess. Em primeiro lugar, precisa te recuperar do que te fiz ontem  noite, e em segundo lugar acrescentou adotando uma expresso mas dura, de agora em diante vais dormir em sua cama, no na minha. No deixar que volte a acontecer o de ontem  noite.
Por que no? pergunto Tess com suavidade.
Dane lhe acaricio o queixo e respondo preocupado:
Porque no quero compromissos. Nunca esquecer que fui o primeiro homem com o que tem feito o amor. Mas seu necessita muito mas, e eu no acredito no amor. Todas minhas iluses esto rotas.
Pode trocar de opinio. Posso acostumar--me a ti.
J acostumaste a meu, mas no posso me casar contigo. me escute, Tess. Crie que me ama, mas no tem nenhuma experincia com os hombres.Algn dia o sexo no ser suficiente para ti. Querer ter filhos.
__Te amo, Dane respondo Tess.
Pane a Miro com ternura, mas reprimiu o desejo  que despertavam no aquelas palavras.
_No sabe o que  o amor respondo tranqilo.. Crie que amor significa duas pessoas em uma cama.
.__Anoche fomos muito mas que duas pessoas em uma cama. Fizemos o amor, Dane. Fizemo-lo de uma forma to formosa que estou segura de que voc no gostaria que outro homem me acariciasse como o fez voc.
Dane fecho os olhos. Tess tnia razo, mas no podia dizer-lhe Devia guardar-se seus sentimentos.
Foi sozinho sexo respondo com frieza obrigando-se a olh-la. E tem sorte de que eu seja estril podia te haver encontrado com graves problemas.
A meu no pareceriam to graves respondo sonriendo.
No tem sentido seguir discutindo respondo Dane e ps o motor em marcha. Temos que informar do que te acaba de passar, na delegacia de polcia mas prxima. Assalto a mo armada. vou colocar a esse desgraado no crcere hoje mesmo e da no sair esta vez, embora tenha que lhe pedir a meus colegas que rodeiem o tribunal! concluo zangado. Tess se ponho-se a rir ao lhe ver to indignado. Como pode rir ?Deus, acaso no te d conta de que lhe faltou muito pouco para te matar?
Se, o se. E lembrana que pensei que no te voltaria a ver acrescentou olhando-o com adorao.
Dane Miro a outra parte. Ultimamente tinha tido muitos sustos, e todos relacionados com o fato de perd-la. Arranco o carro, acendeu um cigarro e no voltou a pronunciar palavra at que chegaram  delegacia de polcia.
Helen estava exultante desde que se inteirou de que Tess se salvou graas a suas lies Dane tinha estado de um humor de ces durante o resto do dia, embora lhe tinha dado a Helen uma recompensa pelo que lhe tinha ensinado ao Tess.  No podia tirar-se da cabea aos homens que a perseguiam. Nunca havia sentido tantas vontades de matar a algum.
Como estavam os detetives no escritrio, Dane aproveito para ir  delegacia de polcia para falar com o sargento que se estava fazendo cargo do caso.
Ainda nada lhe disse o sargento. Temos mexeriqueiros por toda parte, mas esse par de ratos no se em que buraco se esconderam. Provavelmente sabem que depois do que acabam de fazer vamos det-los. Sabe que sua secretria teve muita sorte? Tomboy, que a tentou colocar ao carro acaba de livrar-se do crcere por falta de provas em um assassinato. Estou seguro de que a tivesse matado se tivesse conseguido subi-la ao carro.
No o duvido respondo Dane muito srio. No queria seguir pensando nisso, ofereo a meus detetives para que ajudem a localizar a esses tipos. No quero que Tess siga correndo perigo.
Agradecemos a ajuda respondo o sargento Graves. Com sua experincia, saber que nossa gente no  suficiente. A gente parece no dar-se conta do tempo que leva seguir a um suspeito. E esses dois tipos so fornecedores dos grandes. Um deles tem contatos com o sob mundo.
Tem alguma direo?
O sargento sorriu, escreveu algo em um papel e o entrego ao Dane.
__No sabe de onde saiu esta direo, de acordo?
Dane assentiu e ficou de p para despedir-se.
__Buena sorte.
__Ambos a necessitamos.
Quando voltou para o escritrio Dane entrego a direo ao Adams, alm de algumas instrues. Na hora de fechar a agenda se asseguro de no perder de vista ao Tess at que chegaram ao apartamento.
Dane deixo sua jaqueta em uma poltrona com um gesto que ao Tess comeava a lhe resultar familiar. Adorava estar a seu lado, viver com o e era dolorosamente consciente de que quando apanhassem aos homens que queriam silenci-la, teria que voltar para a solido de seu apartamento. Empalideceu ao pens-lo. Dane se voltou e lhe pergunto ao ver sua expresso.
 O que acontece?
Estava pensando que quando apanharem a esses homens, terei que voltar para meu apartamento.
Dane franziu o cenho. O tampouco queria pensar nisso. Os ltimos dias ao lado do Tess tinham sido maravilhosos, e no s porque tinham feito o amor, mas sim porque desfrutava vivendo com ela.
Suponho que seu te alegrasse continuou Tess in-tentando parecer despreocupada. J no te encontrasse minha roupa no quarto de banho, nem meus sapatos debaixo da poltrona...
Isso no  verdade respondo Dane. vou jogar te de menos. E acredito que seu tambm vais jogar me de menos. Mas acostumamos a isso faz muito tempo.
Refere a quando feriram?
Se assentiu Dane, ento convivemos muito de perto at que eu consegui te afastar de meu lado.
Mas j no te tenho medo lhe sorriu com tenura.
Dane a abrao.
Isto tem que terminar lhe disse com amargura. J lhe adverti isso, no quero compromissos.
Tess lhe rodeio o pescoo com os braos e apoio  a  bochecha em seu peito. Estava disposta a desfrutar ao mximo daqueles mementos. Ao menos, as lembranas seriam doces.
Posso dormir contigo esta noite?
eu adoraria respondo Dane. Mas no. Isso solo pioraria as coisas. No devemos estar mas perto do que estivemos. J ser muito doloroso estando como esto as coisas Tess abriu a boca para protestar, mas Dane a silncio pondo um dedo sobre seus lbios. crie que me ama continuou ele, mas tudo trocasse quando voltar a seu apartamento e retome sua vida. Ento te parecer que tudo foi um pesadelo.
o de ontem  noite no foi um pesadelo.
O a beijo na frente com infinita ternura. Mas foi sozinho uma noite. Com o tempo o esquecesse.
Esquecesse-o voc? pergunto Tess.
Dane se voltou como se no a tivesse ouvido e pergunto:
,Quem cozinha hoje? Gosta de um hambrguer. Vrios hambrgueres se corrigiu. A parte de pizza que comemos no foi suficiente.
Eu preparar os hambrgueres se ofereceu Tess.
Sempre cozinha voc; isso no  justo.
-o se se tem em conta quo mau cozinha seu respondo Tess dirigindo-se para a cozinha.
Feminista.
 sozinho questo de pontos de vista. 
Preparou uns hambrgueres especiais que Dane Miro com receio quando se sentou  mesa.
__Prubalas antes de fazer comentrios em contra_,le aconselho Tess.
Dane entrecerr os olhos e probo uma.
__Son diferentes disse.
__Kit me ensinou s preparar. Aprendeu-o de sujefe.
.Faz muito que no vm pela agenda. Logan Deverell  um de nossos melhores clientes. Tansy, sua me, mantm-me em nomeia.
Essa mulher esta louca, verdade? disse Tess. Sempre metida em problemas. Logan sempre esta preocupado por ela.
Se a amarrasse a um poste, deixaria de preocupar-se.
Se, mas ento j no recorreria a ns.
Seria a runa!
Sinto falta da o Kit suspiro Tess e o Miro. Se deprimiria se se inteirasse de que estamos vivendo juntos.
No vivemos juntos assinalo Dane.
Claro que se, embora seja temporalmente replicou Tess. Dane termino seus hambrgueres e lhe pergunto. Suponho que no poderemos ir ao rancho este fim de semana.
No podemos nos arriscar respondo.
Por culpa dos narcotraficantes?
No, Tess replico o com calma. Porque fomos amantes e Beryl no esta cega, Nossa forma de nos olhar nos delataria.  uma mulher muito antiquada fez uma careta ao ver que Tess se ruborizava. E seu tambm. E eu seu olhar se obscureceu. E apesar disso, eu gosto de ter sido o primeiro homem com o que tem feito o amor. Entesourar esse recordo durante toda minha vida.
Eu tambm respondo com suavidade olhando-o aos olhos. Dizia que no poias ser tenro,  ontem  noite foi incrivelmente carinhoso. Desejava-me tanto...
Queria te mimar respondo emocionado. Queria  que tivesse uma lembrana doce, algo que apagasse o medo que te infundi a primeira vez que te beije  se encolheu de ombros. Alm disso queria averiguar se podia prodigalizar ternura.
Acredito que no ficou nenhuma dvida ao respec-to respondo Tess.
Dane a Miro com conserto.
 como imaginava respondo o. Doce e carinhosa, abandonada a meus braos.
Tess se ruborizo.
No me arrependo de nada. Nunca me arrependerei.
Dane desviou o olhar. Podia lhe haver dito o mesmo, mas estava comeando a excitar-se.
Tenho trabalho. No te importa que te deixe sozinha?
vou ver um programa especial sobre lagartos respondo Tess.
Lagartos? pergunto sentido saudades.
No se por que, mas sempre me fascinaram. Sobre tudo os drages de komodo. Conhece-os? So grandes e tm spides dentadas...
E um rgo do Jacobsen muito desenvolvido acrescentou ele surpreendendo-a. Se, tambm me interessam os lagartos e, em geral todo o relacionado com os animais.
Suponho que porque tambm cria ganho.
Eu gostaria de te levar a rancho outra vez confesso Dane procurando seu olhar. Mas Beryl te faria te sentir incomoda.
Seu crie que se pode ser feliz? pergunto Tess de repente.
Possivelmente se. Mas eu no posso esquecer o fracasso de meu matrimnio, Tess. Entretanto, ao princpio Jane e eu fomos felizes, embora em determinado momento deixamos de nos preocupar o um pelo outro. No amor no h garantia de nada; acredito que pensaria de outro modo se pudesse te dar um filho. Mas no posso e no acredito que possamos fazer que esta relao funcione.  Tenho medo de aceitar a provocao, compreende-me?
__Crees que sou muito jovem suspiro Tess olhando-o com acanhamento. No se se me sentir adulada 0 insultada. Queria-te quando tnia dezenove anos, E te quero agora sorriu com tristeza. Como posso deixar de te querer, Dane?
Dane apertou os dentes; no sbia que responder assim que se termino o caf e se levanto.
Deixa os pratos, eu os lavar depois.
No importa...
Estas em minha casa lhe recordou com frieza. Estou acostumado a lavar pratos e a cozinhar. Faz anos que vivo s e ato seguido se dirigiu a seu estudo.
 realmente como se tivesse uma sombra lhe disse Helen dois dias depois no escritrio. Dane nunca te tira os olhos de cima, e se sair, deixa a meu, ao Nick ou ao Adams te vigiando. Pobre de ti, suponho que ter vontades de que isto termine. Viver com o Dane deve ser como viver no inferno. Menos mal que no revista faz vida social, se no j teria te tornado louca.
Suponho que se.
Dane podia ter sido seu meio-irmo, verdade? pergunto Helen. Todos sabemos que seu pai e sua me foram casar se, assim que isso far que resulte mas fcil estar em sua casa.  como se fossem famlia.
Tess respondo que se, embora era mentira. Dane no era familiar dele; Dane era a luz de sua vida, embora no estivesse disposto a lhe dar o que Tess desejava: matrimnio e companhia. Dane temia que ela fora como Jane, que terminasse lhe fazendo a vida impossvel porque no podia lhe dar um filho.                                c
Mas ela, Tess, no sria assim. Entendia que a Do lhe incomodasse no poder ser pai, mas isso no era o fim do mundo. Ela o queria muitssimo e depois de conviver com ele no podia imagin-lo que sria voltar a viver sozinha.
Embora Dane no parecia ter o mesmo problema Se lhe preocupava sua relao, no o demonstrava. Pelas noites se mostrava amvel, mas nunca desejoso de procurar sua cercania. Passava quase todo o tempo em seu estudo e quando no estava ali, estava em sua habitao..
A distncia que os separava ia aumentando-se pouco a pouco. Dane estava decidido a tirar a de sua mente, e embora Tess queria seguir unida a ele, no podia consegui-lo sem sua ajuda.
Tess, vem aqui um momento, por favor disse Dane  manh seguinte lhe assinalando seu escritrio.
Ali se encontrava tambm Nick. Era o irmo da Helen e ex-agente do FBI. Dane lhe tinha convencido para que trabalhasse em sua agncia; se Tess no estivesse apaixonada pelo Dane, provavelmente o estaria do Nick.
vamos obrigar os a atuar disse Dane ao Tess sem mas prembulos. Nick esteve com um homem que tem uma pista e informao que podemos utilizar, e lhe deu algumas pistas sobre seus movimentos. Lhe vamos utilizar de chamariz, carinho, e esses tipos viro a te buscar.
Obrigado suspiro Tess. Sempre soube que me queria, Dane. De verdade.
Nick se ponho-se a rir, mas Dane permaneceu muito srio e acrescentou
Estar a salvo porque ns lhe estaremos vigiando.  o nico que me ocorreu para no lhes dar vantagem. No podemos ficar sentados esperando  que voltem a atuar. Isso  muito perigoso. 
__Que quer que faa? pergunto Tess com calma
-Primeiro lhe dispararam, depois quiseram te seqestrar para te liquidar e conseguiu escapar murmurou Nick.  uma pena que Dane no queira te contratar como detetive, Tess.  uma detetive nata.
Diga-lhe diga-lhe ao Dane respondo assinalando ao escritrio. Pensa que no sirvo para isto.
No faz falta ser detetive para receber um disparo lhe informo Dane.
No, mas se para escapar de um assassino em potncia respondo Nick. Alguns de nossos melhores detetives no haveriam...
Olhe, troquemos de tema lhe interrompeu Dane com suavidade. Tess, isto  o que quero que faa...
E procedeu a p-la  corrente. Contou-lhe onde e como foram tender a armadilha. Tess estava to nervosa como assustada, mas se recordou que j se enfrentou aos dois tipos que tinham querido liquid-la. Estava segura de que podia manter a calma em situaes perigosas.
Ao menos estaria fora de perigo quando tudo terminasse. E tambm estaria fora da vida do Dane, a julgar pela pressa que tnia por resolver o caso.
Aquele fim de semana, Dane se mostrou desacostumbradamente inquieto.
Vem, saiamos daqui lhe disse olhando-a. te Ponha algo.
J tenho posto algo respondo assinalando suas calas jeans e seu sudadera.
Bom, ponha um casaco e botas. Tenho vontades de montar a cavalo.
Aonde?
No rancho murmuro e a viu ruborizar-se  o dia livre do Beryl lhe informo. Alm assim, poderemos manter as aparncias em publico. De fato, Helen se acredita que estou convertendo sua vida em um inferno.
E no  certo? pergunto Tess. Dane se voltou e respondo:
Anda, vamos. No podemos ficar aqui sentados todo o dia.
E se no a tocava, menos, pensou ela com amargura Mas no podia negar-se a passar um dia inteiro em companhia do Dane. No futuro cada momento passado a seu lado sria uma lembrana muita prezada.
Agarrou um agasalho impermevel, ficou umas botas e lhe seguiu.
Era um dia frio e se alegro de haver ficado o agasalho impermevel quando chegaram ao rancho do Dane. Seus esforos por no cair do cavalo fizeram rir ao Dane, embora o cavalo no que a tinha montado era tranqilo e aos poucos minutos Tess conseguiu domin-lo.
Levavam um momento cavalgando quando viu que Dane se movia molesto na cadeira e lhe pergunto preocupada:
Di-te as costas?
H algumas noites a Miro sonriendo com amargura e o Miro to preocupada que ponho-se a rir. OH, Deus.
Voc molesta? pergunto.
As costas esta bem lhe asseguro. um pouco rgida, mas fica assim quando trabalho muito. Asseguro-te adiciono em tom mas suave, que me di mas as costas pelo que fizemos juntos que pelo trabalho de rotina.
J vejo respondo Tess depois de esclarec-la garganta e desviou o olhar.
Covarde. Seu  a que tirou o tema lhe agarrou a mo e a beijo. Obrigado pelo presente que me entregou aquela noite.
Tess se ruborizo; no foi capaz de pronunciar palavra -Dane deteve os cavalos e quando Tess se atreveu olh-lo continuou
__Me senti como um verdadeiro homem lhe disse lentamente. Embora no pudesse te dar um filho.
_-Dane contesto,un filho no  a nica razo pela  que duas pessoas se casam.
" ___Quiza no respondo. Mas o fato de no poder o ter pode destruir um matrimnio sua  expresso se endureceu. Destruo o meu
Eu no sou Jane! exclamo Tess.
Disso no h dvida. Ela no me suportava na cama, e voc... Deus, voc... beijo a palma da mo do Tess e colina os olhos. Nunca havia sentido nada igual concluo bruscamente. Ao Tess surpreendeu a emoo que se refletia na voz do Dane.
Acreditava que para um homem no havia tanta diferena entre uma mulher ou outra.
Estive a ponto de perder o conhecimento em seus braos a Miro e disse com voz enrouquecida. Quando penso naquela noite me excito.
Tambm ela; Tess Miro ao Dane esperando que se rendesse ao que sentia, mas o rudo de uns cavalos que se aproximavam lhe fez voltar a cabea. Dane lhe soltou a mo.
 Quem  ? pergunto Tess ao ver aproximar-se de dois cavaleiros.
Penetre Everett e King Brannt acendeu um cigarro e sorriu quando os cavaleiros se detiveram seu lado.
Dane sbia que o habian visto com o Tess e que se aproximaram para v-lo melhor. Tanto Penetre como King sabiam que era bastante estranho que Dane levasse uma mulher a seu rancho.
Bonito dia comento Penetre e recorrio ao Tess com o olhar com evidente admirao,
Se, bonito dia disse King.
Esta  Teresa Meriwether os inforrn Dane com exagerada pacincia. Tess para os  amigos, seu pai ia casar se com minha me antes do  acidente.  assim que ela ... da famlia. E tambm minha secretria na agncia.                                                       ^
Penetre Everett se torno para trs o chapu e olhou com curiosidade ao Dane.                                           
Bem disse Penetre e se voltou para o Tess-. me alegro de lhe conhecer lhe sorriu com carinho.
Eu tambien coincidiu King Brannt.
Tess lhes sorriu timidamente.
,;C6mo esta Heather? pergunto-lhe Dane a Penetre.Segue dando classes de canto?
E escrevendo canes replico Penetre. vendeu recentemente um tema a um grupo chamado Desperado, de Wyoming, e o cantor do grupo ganhou outro Grammy graas  cano. esta Heather encantada, e tambm nossos filhos riu. Esto em uma idade em que a msica parece ser o nico importante.
A meus filhos tambm adoram comento King. Dana tem um teclado e Matt uma bateria Shelby prefere sair ao jardim quando ensaiam. O ano que vem iro  universidade. Os filhos de Penetre vezes devem ensaiar com meus e acredito que um dia me vou voltar louco com tanto rudo.
Os mando a sua casa para que na nossa haja um pouco de paz explico Penetre. Shelby h dito ao Heather que gostaria de ter outro filho. No crie que j estas um pouco velho?
Olhe quem fala, av respondo King e Miro com curiosidade a Estas Dane pensando em voltar a te casar.
Dane nem sequer pesta..
No. Queria algo mas, alm de ver de perto a minha convidada?
Queria te comentar que deveramos comprar outro touro lhe recordou Penetre.- King vai vender um, mas precisa comprar outro. Como seu e eu estamos preparados para vender, King pensou que podamos fazer um trato assim que tenha tempo, discuti-lo... Hoje no,  obvio acrescentou ao ver  como o olhava King.
Dane soltou uma gargalhada.
__Esta bem disse. Falar contigo na prxima semana.
Para ento esperava ter apanhado a quo narcotraficantes ameaavam ao Tess, e ela se teria ido  j a seu apartamento.
 Esta bem respondo King. E quanto ao de  trocar seu touro pelo meu, nem o sonhe acrescentou  sonriendo zombador a Penetre.
V muitas filmes do John Wayne assinalo Penetre. At falas como o.
Em qualquer caso disse King arqueando uma sobrancelha. No vais conseguir me vender um touro cansado.
Crie que sria capaz de lhe fazer algo assim a um amigo? pergunto Penetre fazendo o ofendido.
Claro respondo King e Miro ao Dane, e tambm que Dane te ajudaria.
Midos amigos! respondo Tess rendo de boa vontade.
OH,  obvio que o somos concedeu King. Mas j sabe que os amigos podem ser muito mas perigosos que os inimigos.
Terei-o em conta murmuro Dane.
vais ficar te muito tempo no rancho? pergunto Penetre. Estou seguro de que ao Heather adorasse verte. Suponho que seu trabalho deve ser muito interessante Miro ao Tess. Dane nunca fala disso assinalo ao Dane com o dedo.
 a nica forma de manter  clientela respondo Dane. Vamos dentro de um momento, mas talvez trago para o Tess outro dia.
Esta bem. Bom, ento nos vemos o prximo fim de semana.                                                       
Me alegro de te haver conhecido disse King Tess antes de afastar-se dali. Penetre Everett lhes sorriu seguiu ao King.                                                        '
Seus amigos faz muito que se casaram?
Anos replico Dane. Seus filhos j so adolescentes contnuo com uma dura expresso. Ser melhor que voltemos.
Tess apio a mo no brao do Dane e disse com suavidade:
No permita que isto te afete, Dane, os filhos no o so tudo.
So-o se no poder os ter respondo o e  a Miro fixamente. me Diga que no quer ter filhos, Tess a provocao com frieza.
O olhar do Tess se nublo pela angstia e a dor, mas o no o interpreto assim, amaldioou pelo baixo e se adianto. Tess o seguiu. Nesse momento ela soube que Dane no ia ceder; nunca se voltaria a casar porque no podia suportar a idia de no poder ter filhos. Tess nunca poderia lhe convencer de que podia ser feliz sem filhos. Sua relao no tnia nenhum futuro. Dane o tinha deixado muito claro sem necessidade de pronunciar uma s palavra.
Tess chego ao estbulo sumida em uma profunda tristeza. Dane a viu fazer uma careta e a ajudo a desmontar, mas como sempre, toc-la-o excito. Reteve-a a seu lado enquanto ela murmurava com suavidade.
Eu gosto de seus amigos.
A meu tambm Dane tento normalizar o ritmo de sua respirao. Temos que voltar.
Me gostou de muito o passeio murmuro Tess.
Estas cansada?
Se responder. No estou acostumada a montar a cavalo, mas eu gostaria de aprender.
A meu agora gostaria de fazer outra coisa respondeu Dane procurando seu olhar. No sabe quanto te desejo mas no posso te ter.
Dane...
__No se aparto. dentro de um ou dois dias  haveremos resolvido seu problema.  Depois seguiremos  cada um nossa prpria vida e sem mas se voltou colocar os cavalos no estbulo.
Ao Tess surpreendia a facilidade com a que dava as costas ao que tinha ocorrido entre eles, a seu futuro Durante a viagem de volta a Houston Tess se sentiu mas s que nunca.
Felizmente, conseguiu relegar o que tinha ocorrido entre eles a um rinco de sua mente graas ao assunto dos narcotraficantes. Tinham preparado uma armadilha para a noite do dia seguinte. Se algo saa mau, podiam mat-la, pensou nervosa. Miro ao Dane e se pergunto se lhe doeria perd-la, repenso e se disse que estava sendo injusta com ele. Claro que lhe doeria perd-la.
Que acontece? pergunto-lhe Dane ao v-la preocupada.
Estava pensando na armadilha respondo.
Trata de recordar que Nick e eu sabemos fazer nosso trabalho respondo Dane depois de segundos de silncio. vamos cuidar te bem, pequena. vamos apanhar os.
Estou segura respondo Tess sem muito convencimento.
Dane esperava que tudo sasse como o tinham planejado o e Nick. Assim que os narcotraficantes estivessem no crcere, poderia decidir que fazer quanto ao Tess. Mas de uma coisa estava seguro: tnia que tirar a de sua vida antes de que fora muito tarde. No podiam seguir juntos, mas que nada pelo bem do Tess. Queria-a muito para arrast-la para um matrimnio vazio.


Capitulo Sete

Tinha escurecido e estava comeando a chover Tess se cruzo de braos; tnia frio. Dane estava detrs dela, fumando seu cigarro.
Nick, Helen e Adams, alm de dois dos melhores homens do sargento Graves esperavam escondidos. Uma discreta investigao tinha revelado que algum vigiava a agenda e aquela noite tinham decidido tender a armadilha. Aparentemente, Dane e Tess se ficaram trabalhando at tarde e o resto do pessoal tinha sado cedo, tentando que os vissem quo delinqentes estavam vigiando os escritrios. Assim que se tinham afastado um pouco dali,  tinham estacionado seus carros e tinham tornado posicio-nes conforme o planejado.
Dane consulto inquieto seu relgio. No gostava de utilizar ao Tess de chamariz, mas no tnia alternativa, no podia permitir que Tess vivesse em constante perigo. No queria que nada a ameaasse, e embora no podia t-la, tampouco queria v-la ferida. Isso nunca.
Estas assustada? pergunto-lhe com carinho.
Aterrada confesso Tess. Mas  normal, no?
Assim . Cada vez que me vi envolto em um tiroteio hei sentido um medo atroz, mas sempre consegui super-lo.
A adrenalina pode ser como uma droga respondo ela. Quando sairmos disto, vou sentir falta do perigo.
 como uma droga, por isso nunca te vou deixar trabalhar como detetive. No quero que corra nenhum perigo.
Seu lhe estas arriscando constantemente assinalo
__Y estou segura de que no vais renunciar a seu trabalho.
_-No tenho a ningum respondo. Esta no   profisso para um homem casado. As exigncias deste trabalho podem terminar com a melhor das relaes. |Jane odiava meu trabalho porque nunca me via em casa.
__-Dane o Miro com suavidade, se tivesse estado realmente apaixonado por ela..., no teria feito todo o possvel por estar mas tempo com o Jane?
J  a hora disse Dane, sem responder ' pergunta do Tess. Apago o charuto. J sabe o que tem que fazer.
Se.
Dane agarrou suas pastas e se deteve seu lado. A Miro com ternura.
No corra riscos desnecessrios. Se ocorrer algo que no tenhamos previsto, grita, rompe uma janela, faz algo para chamar a ateno. Eu estarei perto de ti.
Esta bem respondo em um sussurro,
Tess tnia a boca seca e lhe suavam as mos. O corao lhe pulsava com violncia, mas no queria lhe demonstrar ao Dane quo assustada estava porque isso solo pioraria as coisas.
Tudo vai sair bem a animo Dane-. Esta noite terminar a tudo.
Podem sair de novo sob fiana...
No. No o permitiremos.
 minha palavra contra a sua.
No o ser depois de esta noite lhe prometeu lhe acariciando com ternura a bochecha. Animo, carinho murmuro e se incline para mordiscar o lbio inferior da garota, a beijo e saiu depois rapidamente do escritrio. Tess fico sozinha; o escritrio lhe pareceu de repente fria e ameaadora. Dane necessitava tieju para chegar ao estacionamento, guardar suas pastas o carro, acender um cigarro e voltar para o escritrio Assim no pensassem que tinha deixado sozinha ao Tess a propsito.
Nesse momento, um carro cinza metalizada parada  na rua e do saram dois homens. Amparados pela escurido caminharam pegos  parede do edifcio observando ao Dane, que se dirigia para o estacionamento.
Era a oportunidade que estavam esperando. Entraram rapidamente no edifcio, subiram no elevador e quando chegaram ao piso no que estava situada a agncia prepararam os revlveres. Aquela vez no falhariam.
O que no sabiam era que Dane os tinha visto. Sem perder um segundo, tinha entrado pela porta posterior do edifcio e tinha pego o elevador de servio para chegar a outra das entradas da agncia. Tinha desencapada seu 45. Quando se abriu a porta principal, Tess se voltou e fico rgida, imvel, ao ver um homem com o revolver na mo. No foram obter o, sbia que nenhum dos detetives chegaria a tempo para proteg-la. Miro o revolver aterrada. Dane, pensou angustiada. Seu ultimo pensamento foi para o.
te agache! ordeno uma voz e ela obedeceu, no precise momento no que um disparo rompia o silncio.
Dane foi rodando pelo cho at onde estava ela para esquivar os disparos. O tambm disparo e conseguiu ferir um dos narcotraficantes, que voltou a disparar antes de cair gritando, enquanto o outro homem empreendi a fuga. Dane ficou de p e se aproximo do homem cansado com expresso ptrea; algemo-o antes de voltar ao lado do Tess, que se tinha posto de joelhos e tremia como uma folha.
__El outro ofego Tess.
 __-J deve hav-lo apanhado Nick respondo Dane lhe oferecendo sua mo para ajud-la a levantar-se.
__Tragam um medico, maldio! chio Isto herido__  desumano! Estou-me sangrando!
_-Tambm se sangro Tess quando vs a feriram replico Dane.
 Encontra-te bem? -pergunto Tess tocando os braos do Dane em busca de alguma ferida. No lhe feriram?
Passei-me meia vida esquivando balas lhe recordou Dane. Para isso me pagavam. Estas bem?
Agora j estou bem respondo Tess procurando seu apoio. Miro ao traficante que se retorcia no cho.
jTess! exclamo Helen, que entrava nesse momento seguida pelo Nick. Havemos oido disparos... interrompeu-se ao ver o homem ferido e depois voltou a dirigir-se ao Dane e Tess.Esto bem?
Se. E seu cmplice? pergunto Dane olhando ao homem ferido.
J o entreguei aos homens de Graves respondo Nick, embainhando seu revolver automtico. Miro furioso a sua irm, antes de acrescentar: Mas no graas a minha irm, a senhorita James Bond aqui presente. cruzou a linha de fogo.
Claro que no! respondo rapidamente Helen. foste seu o que apareceu de repente! por que sempre que algo sai mal tenho que ter eu a culpa?  que seu alguma vez comete enganos, Dom Perfeito?
No respondo Nick rendo agradado, e Dane teve que reprimir uma gargalhada ao ver a expresso da Helen.
Basta ordeno Dane. Chama uma ambulncia para que recolha a este homem entrego a arma do ferido.
Com cuidado, no deixe os rastros digitais lhe disse Nick com deliberado sarcasmo.
Se como agarrar uma arma respondo Helen furiosa. Seu mesmo me ensinou! voltou-se e pergunto ao Tess Encontra bem?
Se, obrigado respondo quase sem flego.
Malditos detetives grito o ferido. Malditos!
Vamos disse Dane abraando ao Tess. Saiamos daqui.
Foi uma noite larga. Tess teve que fazer uma declarao, esperar a que a datilografassem e depois assin-la. O ferido estava sob vigilncia policial no hospital, de onde sairia para ir ao crcere. Seu cmplice j o estava esperando atrs das grades.
Tess dormiu profundamente aquele dia, pela manh nem sequer ouviu o despertador. Quando ao fim despertou encontrou com uma nota do Dane em que lhe dizia que no fora a trabalhar porque necessitava; descansar.
Possivelmente se, alm disso tambm necessitava tempo para guardar suas coisas. Dane se tinha mostrado muito distante com ela a noite anterior e a tinha mandado  cama, dizendo que mas que conversao, o que precisava era dormir.
Mas o que Dane queria era no voltar a v-la. Lhe; no precisava ser adivinha para saber que no queria que ficasse a seu lado. At era possvel que ao saber que j no corria perigo, no queria v-la sequer no escritrio. Sua s presena sria uma lembrana constam-te de sua prpria vulnerabilidade, da noite em que se rendeu a seu prprio desejo e se permitiu am-la.
Amava-a. Tess estava segura, mas tambm sbia que Dane ia lutar contra aquele sentimento e que possivelmente sairia vitorioso. Nem se tinha sido o risco que ela tinha deslocado ao render-se a seus desejos. O que tnia que fazer era deixar que pensasse bem as coisas. Solo lhe dando ao Dane liberdade de eleio teria a oportunidade de lhe convencer de que podiam viver juntos.
Quando Dane voltou para apartamento aquela noite, ela j tinha recolhido suas coisas. Tess estava sentada no sof e lhe esperando com as malas a seu lado. O Miro quando entro e Dane franziu o janto ao ver as malas.
__-crio que  o melhor lhe disse Tess com calma.no quero seguir te causando problemas se levantou---Pode me levar a meu apartamento, por favor?
Dane suspiro. Tess tnia razo, era o melhor. O problema era que tinha esperado v-la tombada no sof vendo a televiso. Sua iminente marcha lhe destroo.
vamos  lhe disse em tom inexpressivo.
Obrigado.
ficou o casaco e o seguiu sem olhar atrs.
No tem que preocupar-se por esses delinqentes lhe disse Dane. Me asseguraram que j no sairo do crcere mas ter que fazer mas declaraes. Graves te dir quando.
Se, disse-me isso ontem respondo Tess.
Fizeram o trajeto em silncio. Assim que chegaram a seu apartamento, Tess acendeu a calefao para esquent-lo e fico imvel em meio da habitao.
Estar bem? pergunto-lhe.
 obvio... j estou a salvo, no? acrescentou nervosa. Esses homens no tm amigos que lhes devam algum favor, ou algo assim?
No. Esses tipos estavam tentando abrir-se negocia-do em territrio alheio. Ningum os quer tanto como para te fazer pagar por sua deteno.
Graas a Deus.
No tem que ir amanh a trabalhar se no gosta de disse. Depois a Miro com calma e expresso triste.
No me importa voltar a trabalhar se abrao mesma e o Miro... sempre que no te importe me ter ali....
Deus, suponho que no acreditar que sou capaz uma coisa assim pergunto brusco. te Despedir quando lhe feriram por minha culpa!
No foi tua culpa. Vi algo que no devia ter visto. No culpei a ti em nenhum momento.
Bom, mas eu se aspirar fundo. Me culp0 por muitssimas coisas.
Agora j sou adulta respondo. Sou capaz de tomar minhas prprias decises, Dane.
,;Se? pergunto entrecerrando os olhos. Viu-a ruborizar-se. Pois, embora crie que foi seu a que decidiu te deitar comigo, quero que saiba que fui eu o que te seduzi.
Temo-me que foi ao contrrio respondo ela sonriendo com tristeza.
Dane acendeu um cigarro.
Superasse isto... Agora te parece impossvel, mas o far. O tempo o cura tudo.
-Jane te fez muito dano, verdade? Eu no lhe faria isso, mas seu no me crie porque no confia nos sentimentos. De verdade quer permanecer sozinho resto de sua vida, Dane?
Se responder cortante.
Desviou o olhar para que Tess no se desse conta de que mentia. Desejava-a, mas queria afastar a do por seu bem. Quando estivesse felizmente casada e com filhos, esqueceria-o.
Tess sbia que no podia lhe convencer, as palavras no bastavam e seu corpo no era tentao suficiente para lhe reter a seu lado.
J no temos nada que nos dizer.
Nada admitiu Dane percorrendo com o olhar o pequeno apartamento antes de olh-la por ultima vez a ela e abrir a porta. Nos vemos amanh.
__Si, adeus murmuro Tess reprimindo as lagrimas.
Dane se tenso ao advertir a dor que se escondiam suas palavras suas palavras, mas no a Miro. __Cudate. __Lo farei. Seu tambm duvido antes de perguntar- Dane? _Que?
-Obrigado por me haver salvado a vida. Se no tivesse estado no escritrio, agora no estaria aqui.
Dane fecho os olhos. No podia pensar nisso, no suportava pensar no perto que tinha estado Tess de morrer.
boa noite, Tess respondo e saiu.
Chovia enquanto se dirigia para o carro. Quando chego at o, apio-se na porta e Miro para as janelas do apartamento do Tess. Pensou com amargura que sempre tnia que ficar fora, sempre sob a fria chuva. Se pudesse dar um filho ao Tess, nesse momento estaria a seu lado abraando-a, amando-a. Mas no era capaz de engendrar um filho e a estaria enganando se cedia a seus prprios sentimentos.
Termino o cigarro, subiu a seu carro e parto.
Tess esperava que ao voltar para trabalho, Dane a tratasse com certa frieza, mas no com total indiferena. Tratava-a como se fora um ordenador de que extraa a informao que necessitava. Haviam tornado a ser chefe e empregada.
Tess trabalhava com eficincia, mas seu corao no estava ali. Dane no queria v-la em sua agncia, estava segura.
,;Quer sair comigo para jantar? convido-a Helen sonriendo. Agora que sou uma herona e que meu nome apareceu nos peridicos, o dono da pizzera acredita que atraio  clientela. D-me o que lhe pea estalo os dedos. At pizza com dobl racion de queijo, champignones e anchovas.
Um dia vais derreter lhe acautelou isso Tess. qq ms tanta pizza que te vais converter em queijo e  vai terminar fundida no cho.
No enquanto siga comendo anchovas lhe sorriu Helen. Anda, vem comigo. Estes dias te vi muito piorada. Precisa te distrair.
No tenho vontades de sair respondo Tess. Estou muito cansada, suponho que como conseqncia das tenses passadas acrescentou sonriendo. E o ms que vem tenho que voltar a declarar ante o juiz que leva o caso dos narcotraficantes.
Abutres murmuro Helen. Oxal os condenem a cadeia perptua.
No acredito replico Tess, mas vo passar uma boa temporada no crcere, e espero estar vivendo na Antrtida quando sarem acrescentou tremendo.
No te inteiraste? pergunto Helen. Acreditava que Dane te havia dito que esses tipos estavam implicados no assassinato de outro narcotraficante.
Dane no me comentou nada no acrescentou que Dane solo lhe dirigia a palavra para o estritamente necessrio, nem que a evitava como se fora uma enfermidade infecciosa.
Helen entrecerr os olhos e respondo:
O tampouco tem muito bom aspecto. Pobre homem, no dormia enquanto seu estava em perigo. No se de onde tira as foras para trabalhar tanto.
Nem eu bocejo Tess. Eu estou esgotada!
Acredito que o que precisa  te deitar logo. Vem comigo para jantar pizza e prometo te levar logo a seu apartamento.
Obrigado, mas no suporto a comida muito condimentada. Faz um par de dias que tenho um pouco revolto o estomago. Suponho que Adams me contagiou o que tinha. Harold tem gripe. vou trazer o para o escritrio  para que a contagie ao Adams ofereceu Helen
_Eres uma verdadeira amiga respondo Tess.
 _Ya o sbia sorriu Helen.
Quando saiu da agenda, Tess se dirigiu a seu  apartamento disposta a meter-se na cama assim que chegasse. O vrus que tinha contrado devia ser muito potente, pensou enquanto tomava o caf da manh ao dia seguinte. Apesar do que tinha dormido, estava esgotada. Voltou a meter-se na cama e fico dormida.
Dane chego ao apartamento pouco depois. Ao Tess surpreendeu sua preocupao, pois sua atitude no escritrio a tinha convencido de que tinha esquecido o que tinha ocorrido entre os dois.
Como te encontra? pergunto-lhe na porta. Tess estava despenteada e plida, envolta em uma camisola de flanela e uma bata que chegava aos ps.
Adams me contagiou sua enfermidade disse fracamente. Mata o de minha parte, quer?
Necessita algo?
No, obrigado.
Acredito que deveria ir medico respondo o franzindo o cenho.
Por um simples mal-estar? No brinque. Dane, preciso me deitar. Obrigado por vir, mas dentro de um par de dias estarei perfeitamente. Pode contratar uma substituta at ento no?
J veio hoje duvido antes de acrescentar.  muito competente.  quase to rpida como voc.
Se quer me despedir, quo nico tem que me fazer  dizer isso o Miro aos olhos, e confirmo suas suspeitas. Fala com ela e se quer ficar pode me despedir sem...
Mas antes tem que conseguir outro trabalho - interrompeu com os dentes apertados.                     
A Agenda de Investigaes Short me contratasse assim que o pea, sabe. O senhor Short  me disse uma vez que adoraria que trabalhasse para o
O senhor Short era um atrativo vivo, de quarenta anos. Dane entrecerr os olhos ao imaginar-se ao Tess trabalhando em seu escritrio.
No acredito que... comeou a dizer.
Dane, voc no gosta de lombriga na agenda respondo fracamente. Deixa de fingir. Desde que te deitou comigo, converti-me em um pesadelo para ti. No suporta lombriga, e o entendo. Para meu  muito difcil trabalhar contigo sabendo o que sente.
No diga isso disse em um sussurro. Me fez me sentir o melhor dos homens.
E para meu o  se apio contra a parede, e o Miro com adorao. Mas suponho que conseguirei te esquecer se sotaque de verte diariamente.
Encontrasse a outro.
O se respondo para tranqilizar a conscincia do Dane, embora no acreditava. obrigo-se a sorrir e acrescentou: Adios, Dane.
Isto no teria funcionado, carinho respondo o com tanta ternura e angstia que Tess esteve a ponto de tornar-se a chorar. Tnhamos duas coisas em contra desde o comeo. No quero voltar a me casar.
O se respondo ela com doura. Esta bem.
No, no esta bem. Te sinto falta de. Sinto-me muito solo sem ti.
Tess o Miro com os olhos cheios de lagrimas.
Por favor, vete suplico ao Dane.
--No  amor o que sente por meu! grunho. No o v?  sozinho atrao fsica!
Tess j no pde lhe responder.
 o melhor, terminasse me dando a razo. Casasse-te e ter um lar cheio de filhos... voltou-se
Sentiu que lhe quebrasse a voz. No suportava pensar nisso Ados, pequena. Direi a Helen que te traga sua indenizao. Pode lhe dizer que no suportar recordar o assunto dos narcotraficantes, acreditar-te. 
--O hare soluo. ;Por favor, vete, pensou, vete antes de que me rompa em mil pedaos!.
--- E se  alguma vez me necessita...
 __Gracias. Adeus.
Dane parto sem voltar o olhar e colina a  porta. Rompia-lhe o corao deixar sozinha ao Tess, mas no podia lhe oferecer nada. disse-se a se mesmo que no o  amava de verdade, que era atrao fsica o que sentia  pelo. E o matrimnio era impossvel e injusto para ela. dirigiu-se a seu apartamento repetindo-se aquela idia uma e outra vez.
Mas quando chego e o encontrou vazio, quo nico soube era que estava sozinho, completamente sozinho.


Capitulo Oito

O senhor Short contrato ao Tess encantado. Alm disso lhe ofereceu um posto de detetive, o que alegro muitssimo a jovem.
A agenda do Short era muito parecida com a do Dane embora como chefe era menos severo.
jOh, no me esperava isso! exclamo a garota encantada.
Nunca esquecer quanto te queixava de ser solo uma secretria na Agncia Lassiter rio ShortNo ser um trabalho perigoso e exigente como o do resto, mas saciasse sua sede de emoes. J o beira
Nunca poderei agradecer-lhe o suficiente!
OH, claro que pode. Trabalha duro e faz que me sinta orgulhoso de ti ficou de p e lhe estreito a mo. Se pode ficar desde hoje, Mary pode te explicar em que consistir seu trabalho e pode comear a te ambientar. Ela se vai na prxima segunda-feira, assim tem uma semana para te familiarizar com seu primeiro caso.
Perfeito sorriu. Me vai gostar, o se. E trabalhar muito duro.
O que me intriga  por que Dane te deixou partir  disse Short com um sorriso de curiosidade. So quase familiares.
foi pelo dos narcotraficantes mentiu. O escritrio me trazia lembranas horrveis. At me dava medo entrar.
Entendo-o. Bom, faremos o possvel por que no te acontea o mesmo aqui.
__.Gracias murmuro Tess.
Plummer era uma loira alegre, de uns trinta anos-
__Te encantasse isto lhe disse enquanto lhe ensinava Tess sua equipe de trabalho. Te darei os nomes de todos meus contatos. Pode recorrer a eles sempre que o necessite. ensino-lhe um diretrio,  o livro mas importante. Toma, agora  teu. Cuida-o
muito e o te cuidasse de ti.
 um encanto.
Isso  o que diz meu prometido. Casamo-nos na sbado, e a prxima segunda-feira espero estar desfrutando das Bahamas.  muito rico suspire, mas eu o quereria igual embora fora um indigente.
Tess entendia perfeitamente a Mary. No passava um s dia no que no desejasse que Dane fora a procur-la, mas sbia que nunca o faria. Era consciente de que Dane estava convencido de que solo tinha sido um capricho para ela e de que desejava coisas que o nunca poderia lhe dar. Ela estava segura de que a amava, mas os dias passavam sem ter nenhuma notcia do.
Estas plida observe Mary, estas segura de que j te curaste esse vrus?
Claro replico Tess.
Mas as semanas passavam e ela no melhorava, ao contrrio, suas doenas estomacais pioraram at faz-la pensar que o que tnia era uma ulcera. E no era surpreendente depois de tudo o que tinha tido que acontecer.
acostumo-se logo a seu novo trabalho e decidiu esquecer-se de sua enfermidade.
Um ms depois de deixar a Agncia Lassiter, Helen insistiu em que comessem juntas. Tinha-o tentado outras vezes, mas no tinha conseguido convencer ao Tess.
Tem muito mau aspecto disse Helen sem prembulos quando se sentaram no restaurante.
Sero os nervos. O senhor Short  um bom chefe mas este trabalho  completamente novo para mim
Suponho que se Helen no parecia muito convencida. Miro ao Tess, entrecerrando os olhos e acrescentou-. Esta Dane...
Quer sorvete de sobremesa? pergunto imediatamente Tess.
Helen entendeu a mensagem e sorriu.
Esta bem. Tema proibido. Se quero gelado.
Tess desfruto de do almoo, mas no das lembranas que Helen despertava. No tinha podido deixar de pensar no Dane desde que havia tornado a v-la.
Aquela noite, quando chego a seu apartamento esteve chorando at ficar dormida. Desejava tanto a presena do Dane que at ouvir seu nome lhe acelerava o corao. havia-se dito que podia viver sem o, mas lhe estava resultando impossvel. No podia seguir assim.No podia suport-lo!
 manh seguinte, dispunha-se a sair do apartamento quando se deprimo. Quando recuperao o conhecimento decidiu que tnia que ir medico. Tinham passado seis semanas desde que tinha deixado o apartamento do Dane e um ms desde que esse vrus estranho a tinha atacado. Tnia todos os sintomas do cncer, disse-se, e era uma estupidez no ir medico. Tnia que ser valente. O medo a morrer no era um pretexto valido para esconder a cabea na areia. Sempre era melhor saber a verdade.
Aquela mesma manh foi medico e chamo o escritrio para dizer que chegaria tarde.
Foi uma reviso de rotina at que lhe contou ao doutor Reiner seus sintomas. Este a Miro fixamente e lhe disse:
vou perguntar lhe algo que possivelmente no goste. teve relaes intima com algum homem ultimamente?
Se. Uma vez. Bom, uma noite...
Isso __  disse o doutor.
_Mas o ... estril gagueira. Dizia... que  no podia engendrar filhos.
__.Quando teve seu ultimo perodo? perguntou o doutor arqueando uma sobrancelha.
Tess trato de recordar. E lhe deu a data aproximada do ultimo perodo que recordava.
.vamos fazer lhe algumas anlise lhe disse. O sinto, senhorita Meriwether, mas acredito que esta grvida. Isso indicam todos seus sintomas Tess toco maravilhada seu ventre. No  o fim do mundo __aadi o doutor. H uma clnica que...
jNo! grito posando a mo em seu ventre. No, isso nunca!
Ento quer o ter?
Com todo meu corao murmuro.  o que mas desejo do mundo!
E o pai?
Temo-me que no o vai acreditar respondo com tristeza. De qualquer maneira, no acredita no matrimnio, assim no vou incomodar lhe. Quando este segura... decidirei o que tenho que fazer.
Muito bem. Chamar  enfermeira para que lhe faa uma anlise aplaudo o ombro do Tess. No se preocupe.
Mas Tess no pde deixar de preocupar-se. Pensar em ser responsvel por um diminuto ser humano era to aterrador como estar doente sem remdio. disse-se que superaria aquela sensao, que as mulheres tinham tido filhos desde por volta de milhares de nus e que posible-mente no era a primeira mulher que se assustava ante a perspectiva de ser me.
Fizeram-lhe as provas e parto. Aquela noite Tess foi incapaz de conciliar o sonho. Quando ao dia seguinte chego ao escritrio, no contou a ningum as suspeitas do medico. Mas quando respondo ao telefone da agncia e ouviu a voz tranqila da enfermeira, lhe dizendo que se, que estava grvida, esteve ponto de deprimir-se. despediu-se dela e pendurou telefone.
H-te posto branca lhe disse preocupada companheira. Tess, encontra-te bem?
Se assentiu.
Quer  um pouco de caf?
No. Se. No o se. Obrigado.
Que lhe ho dito? pergunto Delcy sonriendo. Te tem feito alguma proposta interessante seu noivo?
Sinto-o Tess trato de recuperar a calma No, era o medico. Chamava para me dizer que no  nada grave o que tenho.
Menos mal! Nos tnias preocupados.
Eu tambm estava preocupada confesso.
Apoio as costas no respaldo da cadeira e se levo uma mo ao ventre. Ali levava a filho do Dane, e possivelmente o no acreditaria que era dele.
Tess trabalho como um autmato durante o resto do dia. Estava falando com seu chefe de um assunto de trabalho quando este menciono ao Jane. Para ouvir seu nome, Tess empalideceu.
Ainda no superaste o trauma lhe disse o senhor Short.  lgico, no todo mundo se h sentido alguma vez ameaado de morte. Mas tem que super-lo, de acordo? De acordo.
Short se incline sobre seu escritrio e a Miro pensativo.
Pelo general, no mesclo os negcios com o prazer, mas, voc gostaria de jantar comigo esta noite?
Tess fico paralisada. Estava esperando um filho do Dane e j no podia suportar a idia de sair com outro homem.
Muito obrigado respondo, mas no posso. tenho outro compromisso.
__Ah, j vejo lhe sorriu. No se preocupe. O tempo 1o padre todo. Convidar-te outro dia.
Tess assentiu, mas esperava que no o fizesse. J tinha suficientes complicaes.
Os meses seguiram passando. Tess vivia practicamente no escritrio, virtualmente no saa. Sua vida se tornou muito aborrecida.
Tess desejava chamar o Dane e lhe contar o do bebe, mas o se cansou de lhe dizer que no queria voltar a casar-se, que no queria compromissos de nenhum tipo. Tess no podia lhe dizer que estava grvida porque temia que se sentisse obrigado a casar-se com ela e no se sentia com direito a lhe pr em tal posio. E se nem sequer acreditava que fora do? Havia-lhe dito que era estril, podia acusar a de haver-se deitado com outro homem.
Assim que essa lhe pareceu razo mas que suficiente para no dizer nada ao Dane. Um dia, Tess se levanto com dores e sangrando um pouco; intuo que podia ser um mau sintoma e chamo o doutor, que imediatamente a enviou ao ginecologista. Tinham que saber com exatido que passava.
Por que no pode sair a comer comigo? Kit a chamo esse mesmo dia. Acabo de voltar da Itlia! Tenho problemas com o senhor Deverell! Quero falar contigo!
Tess no queria ir comer com o Kit porque seu amiga trabalhava perto da Agncia Lassiter, e o restaurante que Kit tinha sugerido era o favorito do Dane. Mas isso no podia dizer-lhe a seu amiga.
Podemos comer por aqui...
No entendo nada respondo Kit. Se no fora pela Helen, nem sequer tivesse sabido como me pr em contato contigo. Foste-te at o outro extramo da cidade.                                                          
Era necessrio.
No  normal em  ti abandonar aos amigos murmuro Kit. Tem que haver algo mas, o S
Olhe, vem meu apartamento esta noite e lhe contar isso tudo.
Tambm me pode contar isso enquanto comemos
Tess agarro com fora o telefone.
No posso ir a esse restaurante. No quero... me encontrar ao Dane.
Me imaginava. Bom, ento podemos ir a um restaurante especializado em pescado que tanto ns gostamos, de acordo?
Esta bem.
Vemo-nos ao meio dia.
Perfeito.
Quando chego ao restaurante, Tess Miro nervosa a seu redor embora a agncia do Dane ficava muito j longe de ali. Pausa aliviada ao ver o Kit.
Quando esteve a seu lado, Kit franziu o cenho e lhe pergunto:
engordaste, verdade? assinalo o pulver e as  calas duas talhas mas grandes que levava Tess  para dissimular seu embarao.
um pouco confesso. H um restaurante italiano muito perto de meu novo trabalho.
Se, j me ho dito que te converteste em detetive respondo Kit movendo a cabea. Porque conseguiste escapar da influncia do Dane; o nunca te teria deixado fazer esse tipo de trabalho.  irremediavelmente protetor como Tess estava muito tensa, Kit lhe pergunto assim que se sentaram: Podem me falar do que te passa. No deixar de insistir at que o faa.
__Estoy grvida confesso Tess de repente, com voz tremente. Kit fico atnita.
-Do Dane? pergunto-lhe quando recupero o flego.
Se.
.E o no sabe acrescentou Kit sonriendo compassiva. Tess o confirmo com um movimento de cabea.
Seu matrimnio fracasso disse Kit.  um homem bastante arisco. E no s isso, mas sim perdeu o trabalho que tanto gostava, perdeu a sua me, e perdeu condies fsicas.  natural que no queira voltar a comprometer-se, sobre tudo com uma pessoa to vulnervel como seu lhe agarrou a mo. Mas o vais dizer de todos os modos, no?
O direi, mas ainda no.
Por que?
tive alguns problemas se confesso despues de duvidar um pouco. Mariana tenho entrevista com o ginecologista. Sua enfermeira no parecia muito otimista quando lhe contei meus sintomas Miro preocupada ao Kit.  possvel que perca ao menino acrescentou nervosa. Kit, que vou fazer? No posso perd-lo agora!  tudo o que tenho!
lhe tranqilize lhe aconselho Kit e lhe apertou com carinho a mo. Todo sair bem, Tess: aspira fundo, outra vez... assim. Agora me escute... tem que acabar com isto. No te deprima, isso  perigoso.
Mas que vou fazer... interrompeu-se de repente. Empalideceu ao ver que Dane acabava de entrar no restaurante.
Dane adivinho Kit antes de v-lo. O nunca vem aqui!
Dane no s tinha entrado, mas sim procurava a algum com o olhar, e quando descobriu ao Tess se altero visivelmente. dirigiu-se diretamente para sua mesa.
No murmuro Tess. No pode...!
Mas Dane se pde. deteve-se ante sua mesa e  olhou ao Tess fixamente.
Faz semanas que no lhe vemos disse em tom cortante. Pensava que iria de vez em quando a nos saudar, ou  que j no lhe importamos?
Essa era uma pergunta estranha procedendo de algum que tinha admitido que no suportava v-la.
Trabalho na outra ponta da cidade respondo ela tentando no perder o controle. Me resulta difcil ir at ali.
Entendo. Ho-me dito que agora trabalha de detetive.
Se. E eu gosto.
Dane procuro seu olhar e Tess descobriu em seus olhos sombras que no pde decifrar. No podia saber que Dane a sentia falta de, que seu apartamento lhe parecia vazio sem ela, que seu trabalho no lhe enchia, que sua vida transcorria vazia, fria. Nunca se havia consi-derado capaz de jogar tanto de menos a algum. Tess lhe tinha jurado amor eterno, mas parecia lhe haver esquecido. Nem sequer se tinha tornado a molstia de chamar ou ir ao escritrio.
O trabalho de detetive  perigoso disse o.
Se, o se. Dispararam-me, recorda?
Dane aspiro fundo e colocou as mos nos bolsos da cala. Parecia cansado.
Podia nos chamar de vez em quando para dar sinais de vida.
Tent-lo replico Tess baixando o olhar. Suponho que Helen me sente falta de.
Dane apertou os punhos. Se, Helen a sentia falta de, mas no tanto como o. Queria lhe dizer ao Tess quanto, mas ela se comportava como se no lhe acreditasse, sua atitude era de total indiferena. Tess, pensou com amargura, no entendia como podia estar to tranqila depois do que tinham compartilhado aquela noite.
No o srvia de nada recordar que Tess se partiu por sua culpa. Porque no queria compromissos. Mas isso era antes de que tivesse tido que enfrentar-se  vida sem ela. Odiava retornar pelas noites a seu apartamento porque Tess no o estava esperando. Odiava sua vida vazia, fria e insatisfactoria. Acaricio com o olhar a cabea inclinada do Tess e suspiro. O a tinha afastado de seu lado e no podia faz-la voltar. No sbia que fazer; teria conseguido matar tudo o que Tess sentia pelo?
Quer comer conosco, Dane? convido-lhe Kit para tentar aliviar a tenso.
No respondo. Tenho que voltar para o escritrio. Tess
Se? Tess levanto o olhar, ferida pela falsa ternura de sua voz profunda.
Dane observe o rosto plido da garota e lhe pergunto:
Encontra-te bem? Parece... no estava seguro de que parecesse doente. Preocupada. Estas doente?
Tess se ruborizo e desviou o olhar.
Acabo de passar uma gripe respondo.
Doa-lhe lhe olhar; no queria que Dane visse os sentimentos que se refletiam em seu olhar. Levava dem-tro um filho dele e no podia dizer-lhe Doa-lhe...
de repente ofego ao sentir uma pontada de dor no ventre.
Tess! Dane se ajoelho a seu lado, agarrou-lhe a mo e a Miro com preocupao. Que tem, pequena? pergunto-lhe. Te encontra bem?
Acredito que tenho uma ulcera, isso  tudo respondo.
O contato de sua mo a enlouquecia. O Miro aos olhos e sentiu que o mundo se detinha, que seu corao se partia em dois. Dane a Miro com expresso atormentada.
Tess gemeu.
Tess respiro fundo e trato de dominar o desejo que a consumia.
Estou bem murmuro. De verdade, Dane.
Dane, ao dar-se conta de que, sem querer, estava-a acariciando, soltou-a. Nenhum dos dois parecia lembrar-se do Kit.
J foste ao medico? pergunto Dane.No jogue com a sade.
Seguirei seu conselho prometeu Tess e Miro ao Dane aos olhos. 0Encontra bem?
Dane se estremeceu ao advertir a sincera preocupao que encerrava aquela pergunta.
No respondo, respirando com dificuldade, tentando reprimir a necessidade de lhe pedir que voltasse para seu lado. Acredito que te sinto falta de anadi com um sorriso ligeiramente zombador.
Se, e os elefantes voam respondo Tess sorridente.
O trabalho que faz para o Short podia faz-lo para meu murmuro Dane a contra gosto.
J tem suficientes detetives lhe recordou Tess, embora a oferta a entusiasmo. Isso indicava que era verdade que a sentia falta de.
Despedirei-me de um lhe ofereceu Dane fazendo-a rir.
No. Eu gosto de trabalhar com o senhor Short, Dane respondo. Acredito que no poderia trabalhar contigo.
Podemos nos dar uma oportunidade reps Dane, olhando-a com uma enigmtica expresso.
Falas do trabalho? pergunto Tess.
Dane esteve a ponto de lhe dizer que no, que falava de sua vida em comum. Quis lhe pedir que fizesse as malas e se fora a viver com o, que dormisse com o. Nada era pior que viver sem ela, e se ao Tess importava o suficiente, at podiam ter um matrimnio estvel embora lhes estivessem negados os filhos. Deus era testemunha de que a amava. Ela o tinha amado uma vez; possivelmente ainda estavam a tempo...
Tess riu para tentar dissimular seus sentimentos.
No quero voltar, mas obrigado de todos modos__contesto Tess. No queria que soubesse que ainda o amava irremediavelmente. No queria sua compaixo. sou feliz, Dane. Eu gosto do que fao e o senhor Short at me convida a sair. Quem sabe aonde podemos chegar?
Short tem mas de quarenta nus respondo Dane apertando os dentes. ; muito velho para fazer de gal...!
J terminastes? interrompeu-lhes Kit. jTess, tenho que ir !
Se, eu tambm, no quero que me faa tarde respondo Tess olhando ao Dane, que lhes estava bloqueando o passo.
Dane se levanto lentamente tremendo de raiva. jShort com seu Tess! No podia acredit-lo.
Tess se levanto e agarrou sua bolsa enquanto Kit deixava a gorjeta na mesa.
Me alegro de te haver visto disse ao Dane.
Dane no respondo. A Miro furioso.
engordaste, verdade? pergunto-lhe de repente.
um pouco desviou o olhar. Tenho que emagrecer.
No, no. Estas melhor respondo Dane.
Tess se mordeu o lbio inferior. Queria lhe contar tudo, precisava faz-lo. Mas no sbia como ia reagir Dane; em seu estado no se atrevia a submeter-se a excessivas tenses. Entretanto, Dane tnia direito ou seja o. Abriu a boca para comear a contar-lhe mas nesse momento se aproximo deles um homem lhes tendendo a mo.
jDane Lassiter! Estava seguro de que foi voc! exclamo contente.
Enquanto Dane o saudava, Kit e Tess saram do restaurante. Tess agradecio ao destinou aquela oportunidade de escapar. Tinha estado a ponto de dizer-lhe tudo. Mas no podia faz-lo at que no visse o ginecologista. Tomaria uma deciso quando falasse com o medico.
Estou segura de que me seguiu lhe disse Kit enquanto se dirigiam para o estacionamento. Por algo  detetive privado. Te sente falta de, Tess.
Mas amar  algo muito diferente suspiro Tess.
Acredito que lhe importa, embora solo seja um pouco. depois de tudo, necessitam-se dois para estar como estas agora.
Eu o seduzi respondo Tess ruborizando-se. Acreditava que podia lhe convencer de quanto lhe amava e de que o poderia voltar a acreditar no matrimnio. Mas no funciono. Afasto-me de sua vida assim que pde.
Pois agora parece te jogar de menos.
Isso no  suficiente Tess se encolheu de ombros. No posso voltar a trabalhar com o. Sobre tudo agora. Dane no  tolo e cedo ou tarde se dar conta de que estou grvida.
me perdoe, mas j  evidente e no demorasse para averigu-lo disse Kit.
O se, mas j me preocupar quando o averiguar. Nenhuma palavra disto a Helen a acautelou Tess.
Nenhuma palavra a ningum. J me conhece Kit franziu o janto. Tess, faria algo para te ajudar, sabe que pode confiar em mi.
O se.  minha nica amiga.
Sua tambm  minha nica amiga. No deixe de me chamar de vez em quando. Ah, e no se esquea me contar o que te diga o doutor.
Farei-o Tess se dirigiu para seu carro pensando em seu encontro com o Dane.


Capitulo Nove

Tess chego meia hora antes a sua entrevista com o ginecologista, o doutor Boswick. Aquela noite no tinha podido dormir bem, estava preocupada com a dor que tinha sentido no restaurante. Dane estava ento a seu lado lhe agarrando a mo e a dor tinha cedido mas rapidamente que de costume. Era como se o bebe, para ouvir a voz de seu pai, tivessem-lhe entrado vontades de viver.
O doutor Boswick a recebeu pontualmente. depois de examin-la, pediu-lhe que se sentasse e leu com ateno seu expediente.
De verdade deseja ter a seu filho? pergunto-lhe sem mas. Se que  solteira e no muito solvente, assim pense-o muito bem antes de me responder.
Tess no entendia que tnia que ver sua situao financeira com seu embarao, mas respondo convencida.
Desejo-o mas que nada no mundo.
Alegra-me ouvir o dizer sorriu o doutor, porque vai ser um embarao difcil e no podemos lhe garantir nada observe a expresso preocupada da garota. Seu embarao  um caso estranho no que a placenta cobre parcial ou totalmente o pescoo do tero. A placenta se estira e s vezes se rasga, por isso sempre haver hemorragias e constante perigo de aborto.
jOh, no! exclamo.
Isto acontece pelo general em uma proporo de um de cada duzentos embaraos contnuo o doutor. encontramos algo estranho no exame de ultra-som que lhe praticamos faz um momento. Geralmente afeta a mulheres que j tiveram filhos, e seu caso  bastante estranho.
E que posso fazer eu? pergunto alterada.
Renuncie a seu trabalho e fique repousando em casa at que o embarao este to avanado que possamos estar seguros de que a placenta no vai rasgar se. Espero que o parto seja normal mas s vezes  necessrio fazer uma cesrea. At ento, no poder andar muito e tampouco  aconselhvel que trabalhe. E por seu bem, no lhe ocorra tomar aspirinas durante o embarao.
Record-lo respondo.
Estava assustada. Tnia muito pouco dinheiro economizado... Precisava trabalhar mas o doutor lhe estava dizendo que se trabalhava estaria sacrificando a seu filho.
E como lhe digo, no lhe garanto nada, pois inclusive assim pode perder ao bebe. jAh! E acredito que no deveria estar sozinha. No quero assust-la, mas pode ter hemorragias. Assim que sangre, me chame imediatamente, possivelmente at seja necessrio hospitaliz-la. Entende por que lhe perguntei se de verdade quer ter esse filho?
Vivo s respondo retorcendo-os dedos das mos.
No pode fazer que o pai coopere com voc durante o embarao?
No sabe.
Tem que dizer-lhe 
Se, doutor mentiu.
Boa garota. Necessitasse ajuda porque isto no vai ser nada fcil. Direi a Berta que lhe ponha outra entrevista; dbito que vir para ver-me com regularidade. Ah, e no se preocupe com os honorrios lhe sorriu. Confio em voc. J o solucionaremos depois, de acordo?
Esta bem respondo, e procedeu a fazer outras perguntas sobre o embarao.
Quando chego a seu apartamento, esteve chorando at ficar sem lagrimas. Ps a mo em seu ventre volumoso e sorrio entre lagrimas.
De acordo, pequeno, solo nos temos o um ao outro. Tenho que lutar sozinha, assim vais ter que  me ajudar. Quero-te, pequen acrescentou com ternura No sabe quanto! Assim tenta viver por mi.
Apoio a cabea no respaldo do sof e pensou no que lhe havia dito o medico. No devia andar. No devia alterar-se, necessitava uma vida tranqila, comer bem, nada de tenses. Era difcil para uma mulher sem muitos recursos, mas o conseguiria.
No podia dizer nada ao Dane. Embora acreditasse que o bebe era dele, pensaria que ela queria que a mantivera, que vivesse com ela, que assumisse a responsabilidade do embarao, e Tess no podia lhe fazer isso. Dane no queria compromissos, no queria matrimnio, o havia dito at o cansao e ela o tinha aceito. No podia abrir velhas feridas.
Possivelmente algum dia o dissesse, quando j no necessitasse sua ajuda. Era a nica forma de que Dane pudesse escolher livremente se queria formar parte da vida daquela criatura.
depois de tomar aquela deciso se prepare um pouco de sopa. Havia muitas instituies que ajudavam a mulheres em sua situao, o que tnia que fazer era ficar em contato com alguma delas.
Ao dia seguinte, renuncio a seu trabalho deixando pasmado ao senhor Short. Explico-lhe que tnia uma ulcera e que o medico lhe tinha sugerido que deixasse de trabalhar durante uns dois meses. Short foi muito amvel com ela e at lhe deu duas semanas mas de salrio. Tess se desculpo e depois se foi a seu apartamento sentindo-se mas s e assustada que nunca. Mas estava disposta a fazer qualquer sacrifcio, aquele menino significava tudo para ela!
Passado os seguintes dias acostumando-se a sua nova vida. Conseguiu um trabalho de meia Jornada, fazendo vendas por telefone, o que lhe assegurava um pequeno ingresso. Tnia dinheiro suficiente para pagar  o aluguel de trs meses. Uma instituio lhe proporcionou cupons para comprar leite e queijo para que seu bebe  tivesse protenas suficientes, e pagava os honorrios do doutor Boswick com o que lhe pagavam por fazer vendas por telefone.
Apesar de seus escassos ganhos, cuidava muito sua alimentao para que no lhe faltasse nada ao menino. O pior de tudo era que durante o dia estava completamente sozinha, pois todos seus vizinhos trabalhavam, assim no podia ir a ningum se tnia algum problema.
Emagreo por culpa da preocupao. Quando sangrava, chamava o doutor Boswick, que a para deitar-se at que cedia a hemorragia. E quase sempre estava cansada...
Kit foi ver a e a levo todo tipo de guloseimas para despertar o apetite. Tess lhe fez jurar que guardaria seu segredo e sotaque de responder ao telefone para que ningum da agncia do Dane pudesse falar com ela.
Mas se equivoco ao pensar que isso bastaria para desanimar ao Dane.
Trs semanas depois, despertou o timbre. antes de abrir, foi diretamente ao banho, presa de um ataque de nauseia. ficou uma bata e foi abrir a porta. Tnia um aspecto terrvel. Abriu a porta e fico paralisada ao ver o Dane.
jDios mijo! exclamo Dane.
Obrigado, seu tambm tem muito bom aspecto murmuro Tess. Passa. vou colocar me na cama. Encontro-me fatal.
Espera, eu te levo Dane fecho a porta e a agarrou em braos. de repente franziu o cenho. Doa-lhe as costas. engordaste ou estas torcida pela ulcera? a sotaque brandamente na cama e comeou a lhe tirar a bata. Tess no podia arriscar-se a que a visse, assim que agarrou a mo ao Dane e disse:
No me a estorvos, tenho frio.
-Esta bem a tampo com cuidado e depois se  sentou a seu lado com expresso preocupada. Short me h dito que renunciaste a seu trabalho. iPor Deus, estas seguindo algum tratamento?
Tess o Miro sentindo-se s e assustada. Estava desesperada. Dane parecia o clssico homem de negcios vestido com seu traje cinza, gravata vermelha e um leno a jogo no bolso da jaqueta. Comparado com o, ela devia parecer um desastre.
Tratamento? pergunto. Os olhos lhe encheram de lagrimas. No h tratamento para o que tenho murmuro. O doutor j tem feito tudo o que pde.
,;Para  uma ulcera lhe sangre? Dane franziu o cenho.
No se trata de nenhuma ulcera te sangre respondo fechando os olhos.
Ento que ?
Temo-me que nada que possa curar-se com uma pastilha respondo cansada. jDane estou to cansada...!
tQue  o que tem? pergunto sem poder dissimular sua preocupao. Estava plido; Tess adivinho o que estava pensando.
OH disse ao fim, no. No tenho cncer, nem me estou morrendo. De verdade.
Dane suspiro aliviado e acendeu um cigarro.
Deus. Assustaste-me. E bom, se no ser isso e tampouco  uma ulcera, a que te refere com isso de que j no se pode fazer nada?
Tess duvido, queria contar-lhe tudo. Estava sozinha e assustada, necessitava seu apoio, queria que a cuidasse, que a protegesse. Mas sria justo dizer-lhe quando estava to perto de perder ao bebe?
Dane a Miro aos olhos. No compreendia a angstia do Tess. incline-se e a acaricio com ternura.
Tem muito mau aspecto a Miro mas de perto. vais dizer me de uma boa vez que  o  que tem, Tess?
No se se devo respondo. At  possvel que nem me cria. E se me crie, no estou segura de que seja justo.
Dane a Miro com aprazvel felicidade. Inclusive estando Tess to mal, sentia-se contente a seu lado.
 muito aborrecido viver sozinho, verdade? perguntou ao Tess. Levanto, vou ao trabalho, volto ; apartamento pelas noites e no posso dormir. No me interessa o trabalho. Levou-te toda felicidade de minha vida quando foi.
Seu me pediu que me fora disse Tess com suavidade.
Se. No queria um compromisso permanente.
No queria te pedir nenhum compromisso o interrompeu. No tem que preocupar-se por isso, tampouco lhe vou pedir isso agora, embora possa parec-lo
te explique fruncio o cenho.
Tess aspiro fundo e o Miro aos olhos.
Dane... estou grvida.
Em outras circunstncias, Tess teria solto uma gargalhada ao ver a expresso do Dane. fico paralisado e a Miro como se acabassem de lhe dar um golpe na cabea. Sob o cigarro lentamente e sem pensar o deixo em um copo com gua.
Estas que? pergunto com dificuldade.
vou ter um filho.
Dane parecia um doente; lenta, muito lentamente, deslizo o olhar pelo rosto do Tess, incline-se e o Quito as savanas, desaboto-lhe a bata e o sob a cala do pijama antes de que a jovem pudesse protestar. Ento descobriu o ventre ligeiramente volumoso e a Miro como se se tornou louco.
No me havia isso dito.
No sbia como faz-lo gemeu Tess e o Miro angustiada.
Dane se incline e acaricio com as duas mos o ventre do Tess. Respirava com dificuldade. Quando a Miro aos olhos, Tess se deu conta de que estava muito zangado.
Acreditava que no podia ter filhos. E seu soube. Deus, Como me pudeste ocultar isso 
Sinto-o respondo Tess. Estava muito surpreendida por sua reao para lhe explicar as razes pelas que lhe tinha oculto seu embarao.
jLo sente...! interrompeu-se de repente. Estava comeando a assimilar a notcia. Quando vai nascer? pergunto olhando-a.
Tess se obrigou a sustent-la-a olhar e respondo:
dentro de cinco meses.
No rosto do Dane se refletia o prazer de saber que tinha engendrado ao filho do Tess. Tess no se atrevia a destruir aquele sentimento de felicidade, mas tnia que lhe explicar a razo pela que tinha renunciado a seu trabalho.
Dane... Tenho que ficar em casa at que da luz. No posso trabalhar.
Por que? pergunto cortante.
Tess duvido. Amava-o muito para lhe dizer quo arriscado era seu embarao. voltaria-se louco se se inteirasse de que era possvel que perdesse a seu filho.
Tenho muitas nauseia -disse ao fim.
J vejo suspiro com alvio evidente.
levanto-se da cama e se apio na parede.
No tem que te sentir responsvel.
No seja ridcula. trata-se de meu filho a Miro maravilhado. Meu filho repetiu lentamente olhando o ventre do Tess, depois a Miro furioso. Maldio, e no me pensava dizer isso 
Tess se encolheu para lhe ouvir, mas era prefervel deixar que pensasse que tinha querido ocultar-lhe a lhe obrigar a compartilhar seu prprio terror. Dane tinha passado por situaes horrveis tinha sofrido a morte de sua me, as horrveis feridas de bala, perdida-a de seu trabalho, o abandono de sua mulher... No podia  faz-lo sofrer mas.
Dizia que no queria compromissos, recorda? pergunto com frieza. Me jogou de sua vida. Se te houvesse dito o do bebe, teria pensado  que  estava tentando te apanhar.
Aquela acusao lhe fez sentir-se culpado, mas Tess no podia entender seus sentimentos. A jovem parecia to indiferente que Dane no teve a confiana suficiente para confessar-lhe nesse momento. Havia-lhe dito que no queria compromissos, se, mas isso tinha sido antes de saber que podia ter filhos. Isso o trocava tudo.
Trato de recuperar-se, nesse momento o mas importante era o bebe. Depois ele e Tess teriam tempo de arrumar seus problemas sentimentais.
As coisas trocaram respondo com calma.
Se, o que quer dizer  que no me quer, mas o menino  outra coisa, claro.
Tess respondo sonriendo zombadora.
Claro.
Tess o Miro com o corao destroado. Dane no se dava conta de quanto lhe doa sua atitude.
me pensava dizer isso algum dia?
Se.
Quando? pergunto em tom acusador. Quando j comeasse a ir  escola? Bom, no se preocupe por isso, agora j o se.
meteu-se a mo no bolso da cala e a Miro tentando ocultar seus verdadeiros sentimentos. Doa-lhe que Tess lhe tivesse oculto seu embarao quando sbia quanto lhe doa pensar que no podia ter filhos. No sbia como lhe perdoar aquela traio.
vou levar te a rancho. Ali poder te fazer companhia Beryl.
No respondo Tess desviando o olhar. No...  no posso ir ao rancho...
Dane franziu o janto, ento recordou o que lhe havia dito sobre o Bery. No estavam casados e ela estava grvida.
Ao dar-se conta-se alegro. Por fim tnia uma razo para casar-se com ela, uma razo que lhe economizava ter que lhe revelar seus verdadeiros sentimentos. Deixaria que Tess pensasse que tudo era pelo bem do menino.
J o solucionaremos Miro o relgio. Tenho que ir. Volto dentro de um momento.
Dane, temos que falar disse ela.
Depois.
Voltou a olh-la e parto sem dizer nada mas. Tess se tombo, turvada e triste pela conduta do Dane, que tinha admitido que solo lhe importava o bebe. Esperava que Dane a tivesse sentido falta de, que lhe tivesse pedido que voltasse para sua vida, mas tudo tinham sido iluses absurdas.
O que ocorreu trs horas depois a desconcertou completamente. Dane voltou com um desconhecido, fez-a assinar um documento que nem sequer lhe permitiu ler e depois lhe agarrou a mo e lhe indico ao homem que tinha chegado com o.
Adiante.
O desconhecido tiro um livrinho, sorriu e procedeu a cas-los. Tess estava to surpreendida que logo que pde pronunciar o se. Quando comeou a dar-se conta do que estava passando, j estava casada com o Dane.
jDane! protesto, mas Dane estava muito ocupado se despedindo do homem que os tinha casado.
Quando Dane voltou para seu lado se deteve junto  cama e a Miro. Tess era sua esposa. Pertencia-lhe... ela e o bebe. Seu filho. Nunca se havia sentido mas orgulhoso.
Tess Miro maravilhada o anel.
necessitam-se... trs dias para arrumar os tramite de matrimnio... gagueira.
S se necessita um se ameaas de morte ao juiz respondo agradado. No se preocupe,  perfeitamente legal franziu o janto, pensativo. Embora no se a que pena podem me condenar por seqestro
iQue seqestro?   .
O juiz que nos acaba de casar no sbia o  que estava passando lhe explico. O tirei que tribunal e lhe obriguei a vir comigo.
Tess se ponho-se a rir... mas depois comeou a chorar. No entendia nada. Dane amaldioou em voz baixa e disse muito srio:
Esta bem, sinto hav-lo feito sem te avisar. Mas se formos ao rancho esta noite, temos que ir perfeitamente casados. No podemos escandalizar.
No  justo que ela tenha que encarregar-se de meu murmuro. E tampouco que o faa voc.
Leva dentro meu filho a Miro. Teve que fazer um enorme esforo para no abra-la e secar a beijos seus lagrimas. O bebe  quo nico importa agora. jDios,  tudo! exclamo enfurecido.
Tess pensou com tristeza que ao Dane o nico que lhe importava era seu filho. pergunto-se como se sentiria se perdesse ao bebe e se encontrasse casado com uma mulher a que no queria. E o pior era que no lhe tinha advertido que seu embarao era de alto risco!
Deixa de chorar lhe disse Dane. vou cuidar te, senhorita Meriwether se corrigiu imediatamente. Senhora Lassiter. Senhora Teresa Lassiter murmuro. 
Tess o Miro sentida saudades.
Quer muito a esse filho, verdade?
Isso j sabe a expresso do Dane se endureceu. Ainda no te d conta de quo terrvel era para meu pensar que no podia ter filhos? Isso no te importava?
Se... Tess se ergueu se sentia muito mal, o sbia mas no queria que se sentisse obrigado a te casar comigo. Sbia que no queria te voltar para casar. Havia-me isso dito mil vezes.
Dane no podia pronunciar palavra. Isso era verdade, mas solo at que tinha descoberto seu amor para ela, porque desde esse momento, Tess o tinha sido tudo em sua vida. Ter um filho era maravilhoso, mas a quem realmente queria Dane era ao Tess. No tinha querido casar-se com ela para que no futuro no tivesse que lamentar a falta de um filho; Jane e sua obsesso por ficar grvida o tinham marcado so-timentalmente, influenciando sua atitude para o Tess. O tambm desejava esse filho, e Tess tinha mantido em segredo seu embarao por uma razo, para o, bastante absurda. sentia-se inseguro e decidiu disfarar seus sentimentos com uma mascasse de ira.
Que quisesse ou no queria me casar, j no  o problema, no? pergunto com brutalidade. O bebe necessita um sobrenome. O resto no importa agora.
Aquilo no era o que Tess queria ouvir. O que ela queria que lhe dissesse era que a amava desesperadamente, que a amaria embora no levasse dentro a seu filho, que a tinha sentido falta de, que a necessitava. Embora nada disso era verdade; a verdade era que Dane vivia perfeitamente sem ela, e se no tivesse sido pelo bebe, Dane nunca lhe teria devotado matrimnio. Ainda sentia saudades que tivesse aparecido no restaurante o dia que tinha ido comer com o Kit.
.Que para a? Kit lhe havia dito que queria v-la, mas Tess no o tinha querido acreditar. Dane sbia onde vivia; podia ter ido procurar a em qualquer momento, No, Kit estava equivocada, solo tinha sido uma coincidncia.
Quero que, se puder, troque-te de roupa. Despues guardaremos suas coisas e iremos ao rancho. Suponho que estas muito dbil.
Se responder. Mas antes eu gostaria de   me banhar acrescentou com um fio de voz.
Pode faz-lo sozinha?
Se. Solo me enjo quando acabo de levantarrne
me diga que necessita e eu posso ir te fazendo as malas.
Tess assentiu assombrada da rapidez com a que Dane tomava decises. Era agradvel que tomassem decises por ela, que a cuidassem. Estava to fraco que no podia fazer nada.
Uma hora depois, banhada e arrumada permitiu que Dane a ajudasse a subir  a Mercedes negro. Durante a viagem esteve pensando em como reacionria Beryl. Quase no empresto ateno ao Dane quando este esteve lhe falando dos problemas do trabalho.
Mas sua preocupao foi em vo. Beryl saiu a receb-la at o carro e lhe dirigiu um sorriso maternal.
Pobrecita lhe disse com carinho enquanto lhe abria a porta. No se preocupe por nada, tudo vai sair bem. Quando Dane no este aqui, eu te cuidar. No deixar que te passe nada.
Tess no estava acostumada a tanta amabilidade. levo-se a mo  cara e ponho-se a chorar.
Bom, basta disse Dane e a agarrou em braos-te levar a sua habitao, precisa descansar. teve um dia muito comprido.
vou esquentar a sopa. Voc gostasse e lhe sentar bem ao pequeno acrescentou piscando os olhos um olho ao Tess antes de dirigir-se  cozinha.
--O h dito? pergunto- Tess ao Dane.
Se a Miro aos olhos. Todo esta bem. Quo nico deve fazer  descansar.
Tess assentiu mas sbia que no ia ser to singelo. Tudo lhe pareceu muito complicado. Estava com o Dane, mas nunca tinham estado to longe, e seu bebe estava em constante perigo. Pensou que como no trocassem logo as coisas, ia se voltar louca.


Capitulo Dez

Dane acompanho para jantar ao Tess em seu habitation. Beryl a ajudo a ficar o pijama e uma bata e tambm a deitar-se em uma enorme cama com dossel.
No era a mesma cama em que tinha dormido a vez anterior, alm disso a habitao estava em uma zona diferente da casa, mas por acanhamento no pergunto se a habitao estava perto da do Dane.
Come disse Dane com firmeza ao v-la brincar com a colher.
Sinto muito. Estava-me perguntando de quem  esta habitao.
 a minha respondo. Ao ver que lhe olhava surpreendida, assentiu sombrio. Se, agora vais compartilhar a comigo.
O Miro assustada. No podiam fazer o amor, mas como podia dizer-lhe ao Dane sem ter que confessar tudo?
Dane... comeou a dizer preocupada depois de provar sua sopa.
Se que s mulheres grvidas s vezes no gosta de fazer o amor respondo o de maneira inesperada. Quero que esteja a meu lado pelas noites, isso  tudo. Se me precisa estarei perto.
Ao Tess enterneceu que estivesse to preocupado por ela; sua resposta a tranqilizo.
Obrigado respondo.
Ao Dane pareceu odiosa sua expresso de alvio, fez-o sentir-se rechaado, mas dissimulao sua ira.
pensaste em como vai se chamar? Crie que ser menino ou menina? pergunto-lhe. Ao Tess assustava guardar esperana alguma, mas no podia expressar sua preocupao, assim respondo.
No. E me d igual a seja menino ou menina.
A meu tambm replico Dane. Com tal de que nasa so, no importa o que seja.
Seu  filho nico, verdade? pergunto Tess se desesperada por trocar de tema.
Se, mas certamente no fui um menino mimado. Minha me no me queria respondo com amargura.
Este bebe se ser querido disse ela com calma.
Claro Dane a Miro. Tess estava preciosa sentada em sua cama.
Seu pai era filho nico?
No o se respondo Dane. Nunca falava de sua famlia. Desapareceu quando eu era menino e no tornei ou seja nada do. Minha me teve dois irmos mas ambos morreram no Vietnam.
Sua me alguma vez se levo bem contigo, nem sequer quando foi menino?
No Dane decidiu dar por resolvida aquela conversao. Agora te termine a sopa.
Tess fez uma careta e seguiu comendo.
Dane saiu a arrumar alguns assuntos com os trabalhadores do rancho e no voltou at a hora de deitar-se. Entro na habitao e comeou a despir-se.
Tess o Miro de soslaio. Dane era um homem incrivelmente atrativo. Percorreu com seus formosos olhos cinzas as profundas cicatrizes das costas e o brao antes de que o se voltasse; ento a ateno do Tess fico apanhada pelos fortes msculos de seu peito nus. Ao ver que Tess se ruborizava, Dane sorriu e apago a luz.
Acostumasse-te lhe disse ignorando seu rubor. Por considerao a ti usava pijama no apartamento, mas agora estamos casados. Durmo assim desde que era menino e  difcil abandonar os velhos costumes.
No me incomoda respondo Tess quando o se deitou a seu lado. Alm disso, estas em sua habitao Tess fico muito quieta olhando para o teto; no se atrevia a mover-se para no lhe incomodar. Era a segunda vez que dormian juntos, mas aquela situao no tnia nada que ver com a primeira. Resultava-lhe difcil acostumar-se  presena do Dane e no s isso, mas sim podia sentir o ressentimento e o desgosto de seu marido.
de repente Dane poso a mo no ventre do Tess; a jovem se sobressalto.
No te assuste, solo quero sentir ao bebe. J se move?
Tess tento tranqilizar-se e disse com um fio de voz:
move-se muito pouco, mas estou segura de que logo comeasse a dar patadas.
vais amamentar o, Tess?
Se, quero amament-lo respondo com firmeza.
Depois permaneceram em silncio. Tess esperava que Dane a abraasse, para ficar dormida em seus braos, mas no o fez, aparto a mo e se tombo lhe dando as costas.
Mas Tess no sbia que o que estava fazendo Dane era esconder o tumulto de sentimentos que se habian desatado em seu interior. Quando pensava no embarao do Tess se sentia como um mago. Nunca tinha desejado nada como desejava a aquele filho; nada, exceto ao Tess, mas isso era algo que ainda no podia admitir. Acreditava que podia confiar no Tess porque o amava, mas lhe tinha negado o nico milagre de sua vida... o de sua paternidade. Se no tivesse ido procurar a, nunca o teria sabido.
Colina os olhos, suspiro e depois fico dormido.
A partir daquela noite, o abismo que se abria entre eles foi fazendo-se maior. Tess se mostrava ante o tmida e calada. Nunca brincava com o Dane virtualmente no lhe dirigia a palavra e,  obvio no lhe olhava com o mesmo carinho que meses atrs
O bebe comeou a dar patadas; Tess desejava compartilhar com o Dane esses momentos, mas no se atrevia a lhe dizer nada. E o nunca a tocava. s vezes Dane falava do futuro, mas sempre para referir-se ao bebe, nunca falava do mesmo ou do Tess.
Tess se distraa ajudando ao Beryl no jardim pelas manhs, mas Dane advertiu que no para nenhum exerccio e isso o preocupo porque sbia que o exerccio facilitava o parto.
No faz suficiente exerccio disse ao Tess uma noite. Sempre estas sentada, assim quero que comece a andar. No discuta acrescentou com firmeza a| ver que a jovem ia protestar. No  bom para o menino que esteja todo o dia sentada. Amanh, assim que volte, daremos um passeio pelo rancho.
Dane... comeou a dizer nervosa, mas Dane consulto seu relgio e disse:
Esta noite tenho trabalho depois falaremos, Tess. No te deite tarde. No  bom para o menino. 
Tess esteve a ponto de gritar. Dane somente pensava no bebe. Ela sozinho era a chocadeira, e no era  que ela no estivesse preocupada com seu filho, ao contrrio. No havia dito ao Dane a verdade e temia que  o pensasse que no lhe preocupava a sade do bebe.
Por outra parte, desde que estava com o Dane se sentia revitalizada. Os dores e as hemorragias tinham cessado. Pela primeira vez desde o comeo de seu embarao pensava com otimismo no futuro do menino, mas o que Dane propunha podia matar a seu filho. Passo toda a noite preocupada pensando se devia lhe dizer ou no a verdade.
Felizmente, o trabalho manteve ocupado ao Dane durante vrios dias e Tess aprendeu a mentir.
Beryl saa todas as manhs para ajudar a uma vizinha, e Tess dizia ao Dane que durante suas ausncias ela saa a caminhar.
Ao Dane incomodava que a jovem nunca queria sair a dar um passeio com o.
Tanto te desagrado? pergunto-lhe com frieza. No suporta me ter perto, por isso sai a passear quando eu no estou aqui, verdade?
jNo!
Bom, pois no te faa iluses, carinho lhe disse com voz glacial. Solo estou preocupado pelo bebe, no por ti acrescentou em um momento de fria cega.
Tess no podia compreender que lhe falava assim porque o tinha ferido. A garota se encolheu ante aquela resposta. voltou-se e levanto orgulhosa o queixo.
Pois deixa de preocupar-se pelo bebe. Eu sou a primeira interessada em ter um filho so, e penso me assegurar de que asi seja.
Se, te assegure, senhora Lassiter acrescentou destilando veneno.
Tess o Miro fixamente e pergunto:
Se no me tivesse ficado grvida no te teria casado comigo, verdade?
Ainda no sabe?  traioeira, Tess, como todas as mulheres. Minha me foi a culpado de que meu pai nos abandonasse. Jane me traio assim que teve uma oportunidade. Seu foi a ultima pessoa da que podia esperar uma traio... e me equivoque. Mas no te penso dar outra oportunidade. Seu o nico que tem que fazer  te ocupar de que a meu menino no acontea nada concluo.
No te oculte meu embarao para te fazer danifico lhe disse Tess.
Dane no lhe fez nenhum caso.
vou chegar tarde do trabalho.
Nunca falamos de nada. Nem sequer deveria te incomodar em voltar para casa pelas noites.
Dane no podia admitir quanto desejava sua presena, sua cercania. Tentava distanciar-se dela  porque temia que descobrisse seus verdadeiros sentimentos.
No tenho nada que te dizer. Seduziu-me a noite que engendramos ao bebe. Cedi porque te desejava, entende-o? Quo nico sentia era desejo.
Se, Dane. Entendo-te respondo Tess e saiu da habitao chorando. Dane no podia ter sido mas claro.
Dane deu um murro no penteadeira. No tinha querido dizer isso. Repugnava-lhe ter menosprezado assim o amor delicioso que tinham compartilhado aquela noite. No confiava nela, no podia. Tess era como sua me, como Jane. De fato, tinha-o trado ao lhe ocultar seu embarao, j no o amava, evitava-o, nem sequer o olhava, ao parecer o nico que lhe importava era o bebe, e Dane tnia que recordar-lhe para no fraquejar. Mas lhe resultava muito difcil porque a adorava, sobre tudo desde que sbia que levava dentro a seu filho. E entretanto, cada vez estavam mas longe.
Passaram os meses e Tess e Dane continuavam vi-vendo como se fossem uns perfeitos estranhos. Dane se havia traslado a outra habitao com o pretexto de que despertava ao Tess quando chegava tarde pelas noites. Mas isso no era verdade. No podia suportar o silncio e a tristeza da jovem. Olhava-o com uma expresso que no podia decifrar, como se tivesse algum sofrimento oculto, e comeava a sentir-se culpado, sem saber por que. Desesperava-o estar perto dela e no poder acarici-la e abra-la. Quando Tess no se dava conta, olhava-a como um adolescente apaixonado. Estava to pendente dela, apesar do que Tess pensava, que seu trabalho se resinti.
Um dia, depois de ir ver o ginecologista, Tess se deitou.
Encontra-te bem? pergunto-lhe Dane preocupado aquela noite.
Certamente respondo Tess ocultando seu terror. Tinha tido uma hemorragia e o doutor Boswick estava alarmado. No o havia dito ao Tess, mas a jovem tinha visto sua expresso. S estou cansada respondo em um sussurro.
J te disse reps Dane, no quero verte todo o dia tombada. Deve fazer exerccio; estou seguro de que o ginecologista lhe haver isso dito tambm.
Tess estava aterrada. Estavam no vero e o tempo era perfeito para sair a passear, mas no se atrevia! E Dane j estava muito zangado porque no tinha querido ir com o s classes de preparao para o parto; estava assustada porque o doutor Boswick lhe tinha advertido os perigos que corria durante o ultimo trimestre; e no lhe tinha parecido aconselhvel nenhum tipo de exerccio. Ao contrrio, havia-lhe dito que fizesse o mximo repouso.
Tess ia cada vez com mas freqncia ao ginecologista mas Dane no suspeitava por que. Tess, consciente de quanto desejava Dane ser pai, queria lhe evitar todo tipo de preocupaes. E ela queria lhe dar um filho... o doutor Boswick lhe tinha confirmado que sria um menino.
Miro ao Dane da cama.
Amanh irei dar um passeio, prometo-lhe isso. Embora cada vez me resulta mas difcil andar, estou mas gorda e pesada que nunca.
Dane Miro ao Tess com os olhos entrecerrados. V-la to plida o para sentir-se culpado.
,; curioso que nunca te tenha visto sair a dar um passeio. Sempre sai a passear quando eu no estou Tess se ruborizo e desviou o olhar. J se que se sente pesada, Tess. Mas isso no  desculpa para no caminhar lhe disse com calma.  por seu prprio bem. Amanh me assegurar eu mesmo de que saigas a dar um passeio.
No replico Tess com um fio de voz. J no podia seguir mentindo. No posso aspiro hondo__
Dane, tenho que lhe dizer algo ofego ao sentir uma pontada no ventre que a fez sentar-se de repente na cama e gritar.
jEl menino! exclamo Dane. Tess,  o nifio?
jSi...! comeava a ter contraes e tnia uma forte hemorragia. Tem que... chamar... uma ambulncia! Chama o doutor Boswick!
Pode ser um falso alarme, ainda falta um ms. Levar-te no carro lhe disse com calma e a desentupo e fico paralisado ao dar-se conta de que Tess tnia razo. Estava branco como o papel. OH, Deus mijo! exclamo.
jLlama... a uma ambulncia! grito Tess.
Dane agarrou o telefone da habitao; quando estava marcando o nmero do hospital chego Beryl correndo e ao ver a situao foi procurar umas toalhas.
depois de chamar  ambulncia, Dane chamo o doutor Boswick e lhe disse:
Acredito que algo anda mau. Tem muitos dores e sangra muitssimo. J chamei a uma ambulncia.
deveu-se romper a placenta respondo o doutor. Quando a examinei esta manh lhe hei dito que podia ocorrer em qualquer momento. este menino a ponto de nascer, mas h risco de que ambos morram acrescentou. Ao Dane lhe paraliso o corao. ,Fez algum tipo de exerccio hoje?
No respondo Dane apertando com fora o auricular.
Graas a Deus. Suponho que no ter deslocado nenhum risco. J sabe que esta em um estado muito delicado. Estarei na zona de urgncias quando ela chegue ao hospital, terei as transfuses preparadas e procedeu a lhe explicar ao Dane o que tnia que fazer para controlar a hemorragia... e lhe diga aos enfermeiros que no percam nem um segundo.
Dane pendurou e comeou a dar ordens ao Beryl, depois Miro ao Tess angustiado.
Algo andava mal faz tempo que, verdade? No deixou de trabalhar por culpa das nauseia grunhiu atormentado.
Tess apertou os dentes para no gritar de dor.
Desejava... tanto... ao menino ofego. Sozinho queria... te evitar a preocupao murmuro. jNo foi tua culpa!
No, mas durante todo este tempo estive te fazendo a vida impossvel.... jOh, Deus, Tess..,! lhe quebrou a voz. Acaricio o rosto do Tess com dedos trementes. Tess grito ao sentir uma pontada.
iDpnde esta raios a ambulncia? amaldioou Dane.
Nesse momento, ouviu-se a sereia da ambulncia.
Agenta um pouco, pequena lhe disse enquanto indicava por senas ao Beryl que ficasse com ela.
Saiu da habitao to confundido que no podia nem pensar.
Tess apenas se dava conta de que ia na ambulncia; Dane ia a seu lado, apavorado, enquanto os enfermeiros a vigiavam e faziam todo o possvel para cortar a hemorragia. O doutor Boswick os estava esperando quando chegaram ao hospital.
Ela  o primeiro lhe disse Dane. Acontea o que acontecer, ela  o primeiro, ^me entende?
Faremos o que possamos lhe asseguro o doutor antes de entrar em sala de cirurgia.
Minutos depois, nasceu o bebe.
Tess tnia uns dores horrveis. Estava in tenha tando relaxar-se para domin-los quando Dane lhe sussurro ao ouvido:
 um menino. Ouve-me, corao? Temos um filho.
Assim que compreendeu as palavras do Dane, disse com um fio de voz:
-John Richard.
Era o nome que tinham eleito para o menino, em uma dessas estranhas ocasies nos que Dane tinha chegado cedo do trabalho e tinham podido conversar.
-John Richard repetiu Dane. <;C6mo te encontra, querida?
No podia ser Dane o que acabava de lhe falar nesse tom. Devia estar delirando.
Di-me disse fracamente.
vo injetar te um calmante. Tess,  precioso anadio emocionado. Precioso.
Tess abriu os olhos lentamente.
Amo-te. Acontea o que acontecer... recorda-o sempre.
Dane a Miro com os olhos cheios de lgrimas. Tess lhe via entre sombras, mas lhe ouviu respirar com dificuldade.
vais pr te bem lhe disse Dane. Me ho isso dito os mdicos. jNo fale assim!
Cuida-o respondo Tess e colina os olhos. O desejava... tanto.
jTe quero a ti! murmuro Dane. jEscuchame, menina tola, menti-te! jTe estive mentindo! jNo queria me casar contigo porque no podia te dar um filho! jTe deixe partir por seu bem! jTess, quero a ti! jA ti! jDios, se tiver estado a ponto de me voltar louco quando o doutor Boswick me explicou os riscos que correste durante o embarao. Abre os olhos, Tess. jAbre os olhos!
Parecia to desesperado que Tess se obrigou a abrir os olhos: Dane estava muito plido.
jNo lhe morra! disse-lhe Dane com os dentes apertados. jNo te atreva! Tem que viver para me ajudar a educar a nosso filho. jNo posso viver sem ti! No posso. me escute... no posso viver sem ti!
J tem... o filho... que tanto desejava murmuro Tess.
No.

Mas Tess no parecia compreender as palavras do Dane.
Se. Disse...
Dane se deu conta de que no o entendia. jPero tnia que conseguir que o fizesse! Necessitava que Tess soubesse que a amava.
me olhe, Tess. me olhe. jMrame! Tess voltou lentamente a cabea. Te amo grito; os olhos lhe brilhavam com fora. ;Te amo!
Tess queria lhe dizer que nunca tinha ouvido nada to formoso, mas antes de que pudesse abrir a boca, lhe fecharam os olhos e fico dormida.


Capitulo Onze

Dane permaneceu toda a noite a seu lado, sem dormir. No quis deix-la s nem sequer para ir ver seu filho.
Tess estava plida e gemia apesar dos sedativos que lhe tinham administrado. Ao v-la sofrer, Dane sofria tanto como ela. Matava-lhe saber o que Tess tinha tido que suportar em silencio para lhe evitar uma terrvel preocupao durante todos aqueles meses. Tinha-a acusado de lhe trair quando solo o estava protegendo. Tinha-o amado mas que a sua prpria vida e o lhe tinha falhado.
Dane lhe havia dito costure terrveis. Era possvel que nunca lhe perdoasse, mas tnia que viver. Tinha que viver!
A luz do sol se filtrava na habitao do hospital quando Tess voltou a abrir os olhos. Ainda estava fraco pela dor. Abriu os olhos e murmuro:
Dane? Meu filho...?
Dane tnia um aspecto terrvel.
Quer que lhe tragam isso agora? pergunto-lhe com ternura e se incline para ela. Lhe traro isso assim que queira.
Quero v-lo agora.
Dane apertou um timbre e lhe pediu  enfermeira que lhes levasse a bebe. A alegre enfermeira entro sorridente minutos depois com um bultito em braos.
Aqui o tem, senhora Lassiter. Me alegro de que se despertou. Teve-nos muito preocupados.
Olhe o que lhe trago aqui e lhe deixo ao menino a seu lado.
Tess o Miro e lhe pareceu estar vendo o Dane.
parece-se com meu marido murmuro. jOh, parece-se com ti, Dane!
Dane se inclino a seu lado e acaricio com ternura a cabecita do menino.
Tem seus olhos a corrigiu Dane emocionado.
vou trazer lhe a mamadeira... disse a enfermeira, mas Tess a interrompeu.
No. Por favor. Prefiro amament-lo. O doutor Boswick me disse...
Esta bem sorriu a enfermeira. Mas de todas formas lhe trarei uma mamadeira. Esta voc muito dbil, perdeu muito sangue e  possvel que ainda no tenha suficiente leite para satisfaz-lo.
Quando saiu a enfermeira, Tess se sentou na cama e agarrou ao pequeno em braos.
me ajude, por favor disse ao Dane.
Dane lhe desato os cordes da bata e lhe ajudo a tirar-lhe Tess aproximo do bebe a seu seio e lhe ps o mamilo na boquita. O menino comeou imediatamente a sugar e se aferrou com fora ao seio. Tess conteve o flego e depois ponho-se a rir. Miro ao Dane, que a observava atentamente. Tess nunca lhe tinha visto to emocionado.
Deus meu lhe disse com voz tremente. No me imaginava assim se aproximo dela com o olhar cravado em seu filho; voltou a lhe acariciar a cabecita antes de olhar ao Tess. Di?
No respondo ela.  uma sensao estranha, mas no me di. O que se me doer um pouco  a cicatriz.
Podem te dar um calmante quando terminar de dar de comer ao John Richard.
No foste a trabalhar lhe disse carrancuda.
No podia te deixar sozinha, carinho respondo tranqilo. Parecia querer morrer  lhe acaricio a boca com o polegar. Acreditava que j no queria viver.
No me lembro.
Talvez foi a anestesia, mas no queria te deixar reveste se incline e a beijo. O  tudo para meu lhe disse com a voz rouca pela emoo. Agora no posso te perder.
Tess, convencida de que as palavras do Dane respondiam  emoo de sua recente paternidade, limito-se a sonreirle. Em qualquer caso, era evidente que Dane adorava a seu filho, e como no havia outra mulher em sua vida, era provvel que tivesse decidido que podiam continuar casados. Decidiu lhe dar outra oportunidade, era possvel que algum dia aprendesse a am-la.
Uma semana depois, deram ao Tess de alta. Helen e Kit foram ver a casa para conhecer bebe.
Dane sempre estava perto dela embora voltou a trabalhar em excesso. Tess sbia que lhe irritava que no lhe queria escutar quando tentava falar com ela, mas no podia evit-lo. No queria que lhe fizesse confisses de amor.
Dane se havia sentido muito mal quando se inteirou de que seu embarao tinha sido de alto risco e, para ele, o parto tinha sido um pesadelo. Desde que lhes tinham dado de alta ao Tess e ao menino parecia o homem mas feliz do mundo, mas a jovem no queria ouvir falsas promessas. No queria falar com o at que se esquecesse das tenses passadas.
Tess se dedicava por inteiro a seu filho, adorava-o, mimava-o, passava a seu lado cada momento livre. O menino era sua vida.
Tambm estava Dane, mas toda a ateno que Tess emprestava ao menino a negava ao. Dane se sentia sozinho, rechaado e seu humor comeou a piorar. Claro, o adorava a seu filho, mas no conseguia fazer que Tess advertisse que tambm a necessitava a ela. Estava encerrada em seu prprio mundo, no que solo o menino tnia capacidade.
Um sbado pela tarde, Tess estava dando de mamar ao John quando chego Dane. Tinha estado trabalhando todo o dia e parecia estar de muito mau humor.
deteve-se na porta da habitao ao ver o Tess na cadeira de balano.
Tenho que falar contigo lhe disse.
Estou a ponto de terminar respondo Tess.
Dane se sentou no bordo da cama e observe atentamente a seu filho. O orgulho suavizo sua expresso e sorriu:
Nunca me cansar de lhes ver disse com calma. Tem uma expresso maravilhosa quando d de mamar ao menino.
Viu quanto cresceu? pergunto-lhe com acanhamento.
Tess, at quando vais seguir lhe dando de mamar?
Tess o Miro surpreendida e se retirou com ar distrado uma mecha de cabelo da cara.
Ainda no pensei nisso. Importa-te muito?
Dane duvido antes de dizer:
Seguir pacote a ti enquanto continue amamentando-o. No pode estar longe do mas de duas horas seguidas.
Quer que v? pergunto Tess abrindo os olhos de par em par. Por isso quer que deixe de lhe dar de mamar?   Para poder contratar a uma bab...?
jDios, no! respondo espantado. aproximo-se da janela e observo com o cenho franzido a paisagem outonal.
Suponho que te dei razes de sobra para pensar que solo quero ao menino, no a ti. Mas no sou capaz de te arrebatar a seu filho. No sou um monstro, Tess.
O se respondo com acanhamento.
O bebe termino de comer e fico dormido. Tess o agasalho em seu cunita e saiu da habitao sem fazer rudo. Dane a seguiu.
No fuja lhe disse. evitaste minha presena desde dia que voltamos do hospital.
Vou ao alpendre respondo.
Faz frio.
No, no faz frio. Pedirei ao Beryl que vigie ao John.
Esta bem cedeu Dane; espero a que Tess falasse com o Beryl e depois a siguio at o alpendre e se sentou a seu lado.
jHas tido muito trabalho?pergunto Tess com indiferena.
comprei uns cavalos respondo Dane acendendo um cigarro. estive vendo como os domavam. Tess a Miro aos olhos, e disse: estive tentando falar contigo para me desculpar. Disse-te coisas muito cruis antes de que nascesse o menino. Coisas das que agora me arrependo.
Seu no soube que meu embarao era de alto risco respondo Tess. S queria te evitar preocupaes. Nunca te tinha visto to emocionado. No queria estragar essa alegria.
E voc? gemeu e colina os olhos. jTontita! Estava muito assustada e eu me queixava porque estava todo o dia sentada se Quito o chapu e se passado uma mo pelo cabelo. No suporto pensar o mal que te trate. Solo te dei problemas, Tess.
Isso no  verdade Tess Miro com carinho ao Dane. Deste ao John.
No me ocorreu tomar precaues porque pensava que no o necessitava. Se tivesse sabido o risco...
Mas no soube. Nem eu, embora me tivesse arriscado em qualquer caso, Dane -disse com convico. No me arrependo de nada.
No s queria ao menino a Miro aos olhos, mas tambm a ti. Necessitava-te, assim... me teria casado contigo embora no tivesse estado grvida. No suportava viver sem ti. te afastar de meu lado foi o pior engano de minha vida sua expresso refletia tanta vulnerabilidade que a enterneceu. Aquela noite... no tinha sabido o que era o amor at essa noite. Tnia medo, aterrava-me me haver equivocado e que esse amor fora passageiro. Mas no foi assim. meu deus, Tess. Nunca deixar de te amar.
Tess se aparto um pouco e desviou o olhar. No podia lhe acreditar. No se atrevia.
No faz falta que finja lhe disse com ternura. Esta bem. Ama ao John e possivelmente estas afeioado comigo. Isso  suficiente.
Dane apago seu cigarro e ficou de p. A Miro.
No lhe disse. No  suficiente. Seu quer que eu te ame.
Se que isto for muito difcil para ti... respondo Tess olhando ao longe.
Dane a agarro pelos ombros e a obrigo a levantar-se.
Minha me me destroo, Tess. Jane acabo com meu orgulho. Quando seu chegou a minha vida, eu estava destroado. Voc tnia medo, no soube?
Suponho que uma parte de meu o sbia o Miro aos olhos. Trate de te fazer compreender que nunca te faria mal, mas no confiou em mi.
No podia deslizo os mos pelos braos do Tess e entrelao os dedos nos dela. Te disse que no sbia amar, que no sbia o que era a ternura se aproximo dela. Tive que aprender muitas coisas. E as aprendi contigo, Tess.
Estas orgulhoso do John murmuro ela baixando o olhar, e se sente responsvel pelos problemas que tive para dar a luz, mas no  necessrio que me diga estas coisas.
Dane a agarrou pelo queixo e a obrigou a lhe olhar.
Amo-te lhe disse. De que maneira e quantas vezes lhe tenho isso que dizer para que me cria?
Tess se encolheu de ombros e respondo:
 possvel que sinta muitas coisas, Dane, mas estou segura de que no  amor.
Amo-te e sabe, pequena covarde lhe sorriu e deu um doce beijo na boca. Mas acredito que j  hora de lhe demonstrar isso 
A beijo com paixo e Tess, quase apesar de sua vontade, correspondeu a aquele beijo. Dane conteve o flego e gemeu quando viu que Tess lhe abraava e se entregava sem reservas. Entreabriu-lhe os lbios com a lngua e a abrao com fora.
Dane deslizo a mo at o quadril do Tess e a estreito contra o para que comprovasse a fora de sua excitao.
Desejo-te grunho Dane. Pode fazer o amor?
Se murmurar.
Aonde raios podemos ir? grunho o procurando com o olhar um lugar. Beryl esta acima com o menino.
Tess Miro para o celeiro, mas Dane moveu a cabea.
No. Esta sujo.
Mas se o fazem nos filmes se queixo Tess.
Mas isto no  um filme, Tess murmuro Dane esfregando seu rosto contra os seios cheios do Tess, depois a voltou a beijar na boca. E o que sinto agora no  sozinho um desejo que precise saciar. Amo-te, quero fazer o amor contigo, ser parte de ti.
Eu tambm respondo.
Dane a abrao com mas fora sem deixar de beij-la com sensualidade.
Tess murmuro contra sua boca, Tess, amo-te...
de repente se abriu a porta da casa e se separaram. Apareceu Beryl.
esta John dormindo como um lir+on. Importa-lhes que v ver a senhora Jewell? Solo demorar uma hora...
Ao Tess entraram vontades de beij-la. Possivelmente Beryl sbia que queriam estar sozinhos.
No se preocupe, v lhe respondo Tess.
OH, obrigado respondo Beryl.
Tanto Dane como Tess esperaram a que o carro do Beryl desaparecesse pelo caminho para ir correndo a sua habitao.
Dane a agarrou em braos, a sotaque na cama, e se tombo a seu lado.
No faa rudo lhe disse. No quero que despertemos ao menino a beijou na boca. Deus benza  ao Beryl.
A porta... gemeu Tess.
J esta fechada. jTess, passou tanto tempo!
A beijo com ardor, separo-se dela e comeou a despir-se. Tess no podia deixar de lhe olhar. Inclusive com as cicatrizes, Dane era um homem incrivelmente atrativo.
O disse ao Dane, este sorriu, tombo-se a seu lado e a nu entre beijos e sussurros.
Tess estava um pouco envergonhada por sua cicatriz, mas Dane a beijo e lhe disse que era como uma cicatriz ganha em uma batalha, que tnia um valor excepcional. Tess se tranqilizo, sorriu-lhe e lhe beijo.
Dane a tratava com uma ternura da que Tess nunca lhe teria acreditado capaz. Entre beijos e carcias erticas lhe disse que a amava, que a necessitava, que ela era o mas importante de sua vida. A magia que tinham compartilhado uma noite no apartamento do Dane ainda estava presente.

Tess lhe rodeio o pescoo com os braos e se estreito contra o mas Dane a deteve.
Espera saco uns preservativos de debaixo do travesseiro. ficou um enquanto ela o olhava com acanhamento. No haver mas filhos no momento. No quero que te arrisque outra vez.
Mas se estiver bem respondo Tess. foi um embarao bastante estranho. No acredito que tenha outro igual.
J falaremos disso em outra ocasio, agora te encontra dbil e vulnervel e devo te cuidar muito, senhora Lassiter murmuro contra sua boca. Te quero muito, no penso deixar que volte a lhe arriscar ficou em cima dela e se uniu ao Tess com uma ternura e lentido deliciosas.
Ao princpio, Tess se sentiu um pouco incomoda e Dane se deteve.
 como se fosse virgem lhe sussurro tentando controlar-se. Tranqila, tranqila... assim... suspiro e seguiu entrando no corpo do Tess, que gemeu ao senti-lo completamente dentro.
OH, Dane ofego, faz quase um ano...
O se respondo o e comeou a mover-se a um ritmo crescente.
Fizeram o amor com tanta paixo como a noite que tinham engendrado a seu filho. Dane a amo at deix-la sem flego, acaricio-a at faz-la gritar de prazer e juntos alcanaram um novo mundo de sensaes no que o nico importante era seu amor.
Tess nunca havia sentido tanto prazer. Permaneceu imvel debaixo do Dane, sentindo-o respirar contra seus seios.
Ama-me lhe disse o teria sabido ao te olhar agora aos olhos se no me houvesse isso dito vinte vezes enquanto fazamos o amor.
Seu tambm o h dito vrias vezes ofego Tess. Dane a beijo com ternura.
tAhora me crie?
Tess o Miro e respondo quase sem flego:
OH, se.
Dane aproximo sua cara a dela e voltou a beij-la com ternura.
lhe eu adoraria demonstrar isso uma e outra e outra vez, mas me parece que se mora uma tormenta.
Uma que?
Nesse momento o bebe estalo em pranto furioso.
Outra vez tem fome? pergunto Tess, levanto-se e se aproximo do bero do pequeno. Ou estas molhado? imediatamente lhe troco o favo, e nisso estava quando soou o telefone. Dane respondo.
No disse o, no vou hoje. Por que? franziu o janto, logo soltou uma gargalhada. ,:Fala a srio? Quando? ficar bem? moveu a cabea. Deus, claro que o direi ao Tess. vai se morrer de risada. lhe diga que iremos ver a esta noite, e Por Deus, lhe confisquem a arma antes de que o volte a fazer!
iQue passou? pergunto Tess quando Dane pendurou.
Alguma vez lhe o imaginrias Dane se levanto e ficou as calas sem deixar de rir. Recorda que Helen sempre se queixava de que era a nica do escritrio a que alguma vez lhe tinham ferido de bala?
Se.
Bom, pois esta tarde agarrou mal a pistola e lhe disparou. Tem uma ferida no p.
jOh, pobre Helen! exclamo Tess condolida, mas no pde conter as gargalhadas. O sinto, isto no tem graaficar bem?
foi uma ferida superficial, mas a deixassem esta noite no hospital, no caso de, assim hei dito ao Nick que iremos visitar a.
Levar-lhe flores disse Tess e sorriu. E uma medalha, se podemos consegui-la.
Dane se aproximo dela e a Miro com carinho.
John se parece muito a ti disse ela.
parece-se com os dois a corrigiu Dane abraando-os aos dois. Sente feliz?
No sbia que podia s-lo tanto lhe beijo. No sente ter tido que te casar comigo? pergunto-lhe preocupada.
No tive que me casar contigo a corrigiu com ternura. S estava procurando um pretexto para hacerlo,o,  crie que foi casualidade que te encontrasse esse dia no restaurante no que estava almoando com o Kit?
jLa seguiu! disse ela rendo. Kit o suspeitava.
Se, segui-a. Tinha-me passado a manh pensando em que ia fazer, Tess. Queria te pedir que te casasse comigo lhe confesso. Que vivesse comigo embora no pudssemos ter filhos.
jOh, Dane! disse Tess.
Mas tudo saiu mal murmuro. Me interromperam muito logo.
Eu ia dizer te que estava grvida, mas quando se aproximo esse homem a te saudar, perdi o valor.
Todo este tempo perdido gemeu o. J tnias problemas ento. No era a ulcera, era o menino.
Se. Mas quando me agarrou da mo, deixe de sentir dor.
Tenho-te feito acontecer muito maus momentos. Sinto muito. No sabe quanto.
Amava-te e, no fundo estava convencida de que se no te pressionava, aprenderia a me amar. No queria preocupar-se, se no te teria contado o do menino assim que soube. No compreendia quanto desejava ter um filho.
No um filho, a no ser a nosso filho se incline, a beijo na frente e depois a Miro. No sabe quanto te sinta falta de quanto foi de meu apartamento, ou quanto medo passe quando lhe seguiam esses narcotraficantes. Durante muito tempo no me tinha atrevido a pensar no matrimnio e de repente, decidiu que devia te ensinar a fazer o amor gemeu. No sabe como me senti. Faria algo por te ter, exceto sacrificar sua necessidade de ter filhos. E, entretanto, sua estava disposta a te sacrificar at esse ponto por meu a beijo com ternura. Eu gosto de aprender contigo o que  o amor. E devo ser bom aprendiz porque gritaste muito quando estvamos na cama Tess se ruborizo lhe fazendo rir. O menino era a melhor desculpa do mundo para me casar contigo e te trazer para casa sem ter que te dizer que te amava desesperadamente. Mas quando fugiu, pensei que tinha deixado de me amar.
Tolo respondo. O amor no desaparece to facilmente.
Isso parece. tiveste um embarao muito difcil, mas quando decidirmos ter outro filho, no me separar de seu lado.
A primeira noite que fizemos o amor te necessitava tanto... Amava-te, e pensava que se te oferecia tudo o que tnia sem te pedir nada em troca aprenderia a confiar em meu, que at poderia chegar a me querer.
Amava-te respondo abraando ao Tess e a seu filho. Deus que difcil foi tudo. Espero que a partir de agora tudo v bem.
Quero-te tanto, Dane. Amar-te at a morte ao ver que Dane se ruborizava, pergunto-lhe. Quer que lhe demonstre isso?
Fala a srio? pergunto em tom estranho. Vem aqui.
Mas antes de poder fazer nada, seu filho comeou a procurar o seio do Tess para seguir comendo. Tess se ponho-se a rir quando o bebe encontrou seu peito e sugo com fora.
Acredito que meu filho tem prioridade murmuro reprimindo o desejo. Mas temos toda a noite para ns.
Se. Quero-te lhe murmuro Tess.
Eu tambm te amo, pequena.
Quando John j v  escola, parecer-te bem que volte a trabalhar?
Para o Short? pergunto o.
Para ti lhe corrigiu.
Bom, suponho que tudo ficasse na famlia.
Mas quanto ao John valha o impermevel de detetive me retirar.
Dane a abrao e acaricio com carinho a cabecita de seu filho. Duvido um pouco, mas Tess parecia decidida; bom, se o ensinava ao Tess o ofcio e fiscalizava os casos que lhe desse, poderia mant-la a salvo. E ele mesmo tempo no lhe importava t-la a seu lado todo o dia. Sorriu.
Esta bem. Contente?
jClaro!
Tess se apio no peito do Dane e lhe dirigiu um sorriso de cumplicidade ao pequeno. Nunca tinha sido to feliz!


